É lamentável que os numerosos “pais da revolução” (que falta faz uma mãe para serenar as excitações), alguns politicamente activos nos últimos anos, não tenham tomado uma posição assim assertiva quando, numa criminosa gestão política, percorríamos o caminho da insustentabilidade financeira que nos atirou para este atoleiro de miséria. Aos militares de Abril não sei, mas a Mário Soares certamente não seria suposto explicar que o dinheiro não nasce nas paredes dos multibancos, já que ele foi primeiro-ministro de dois resgates financeiros pelo FMI, em 1977 e 1983, tempos de austeridade e miséria, ocasião em que foi politicamente vilipendiado pela habitual aliança entre a extrema-esquerda e os sindicatos, mobilizados para incendiar a rua e restabelecer o seu processo “revolucionário” interrompido.
Estranho pois como gente com responsabilidades, sabendo o que está em jogo no acordo com a Troika, prefira capitalizar protagonismos estéreis com atitudes incendiárias. Après moi le déluge, ou apenas um fenómeno de senilidade?
As declarações públicas que se têm repetido sobre a possibilidade de as pessoas se revoltarem por causa da crise não enganam ninguém. Há um encapotar de vontades que têm vergonha de expressar claramente, manifestando-se admirados com o facto de os portugueses não fazerem como os gregos.
ResponderEliminarSão tão casmurros que aflige.
ResponderEliminarEm Fevereiro, cada português devia ao estrangeiro 17.871 euros, mais de 3500 contos!
E fica esta cambada histérica com qualquer corte que obviamente se tem que fazer, e a doer.
Recordo que Soares confunde milhares com milhões, tem de se lhe explicar tudo. Mas não adianta, porque adormece.
ResponderEliminarPorra! Eu não devo nada a ninguém, bem pelo contrário. Os gajos que andaram há 38 anos a governarem-se é que têm de pagar esta M****. Este é o grande equívoco nacional!
ResponderEliminarEles vão pagar tudo. O Soares até já se prontificou a largar o Mercedes S350 4Matic para ajudar.
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