Não posso estar mais de acordo com Neil Young quando afirma que o som que as novas gerações consomem é o pior de sempre, criticando o formato MP3 cuja compressão áudio, como sabemos, elimina grande parte do verdadeiro som captado numa boa gravação.
Se estou certo que a solução ideal é a gravação e a reprodução analógica, como intenso consumidor de música, não fui insensível aos bons argumentos do disco compacto, solução à qual aderi apesar de manter o meu gira-discos em plena forma e actividade. O que eu já não me conformo quanto ao CD é com aquelas manhosas caixas de plástico em que a maior parte deles surge embalado; um objecto repugnante que se deteriora em três tempos. E como podem ser elegantes e criativas as soluções cartonadas! Isto não é questão de somenos importância para um melómano; pela minha parte não prescindo de ver materializada a música num objecto físico. É que sabe mesmo bem regalar o olhar, agarrar e acariciar aquilo que amamos…
Há de tudo! Na tua geração também andavam por aí umas cassetes e uns reprodutores que sairiam envergonhados face a um ipod. Como sabes, sendo eu muitissimo mais novo - pelo menos um século, talvez até dois, que não me revejo muito no século xx do mário soares cujo declínio começou - vejo com muito bons olhos a mudança da apple que abre a porta à passagem dos 16 para 24 bits nos ficheiros do itunes.
ResponderEliminarEu já fiz a transição e o meu suporte físico está no ipad que mostra a informação das músicas que tocam fiéis aos seus 24 bits e ao longo cardápio que é o meu servidor. Posso saber muito mais sobre o disco, a música ou qualquer elemento essencial à minha curiosidade do momento e ao mesmo tempo, posso ainda saber a previsão do tempo, a cotação da república, ver as gajas que colocas aqui à sexta-feira ou escolher onde vou comer através das sempre boas recomendações do teu amigo e senhor da gastronomia Duarte Calvão. Conservo dois gira-discos, uma telefonia velha e até um gravador de bobines - devia escrever mantenho, senão ainda me confundes com o cavaco ou com outro desses comunas sem gravata que se dizem conservadores - estas bocas são para justificar o comentário num blog politico.
Eu sei que sabes que há umas edições japonesas que são vendidas com umas caixas que não são propriamente de plástico. Mas o cd está a morrer, viva a nuvem!
Abraço
Agora na Quaresma é necessário muito comedimento.
ResponderEliminarNão sou de intrigas mas estás aqui estás a fumar, Virgílio. :-)
ResponderEliminarPara curar o alcoolismo ando nos ácidos...
ResponderEliminarNeste domínio tipológico, consumo tudo!
ResponderEliminarBom fim-de-semana.
Assino por baixo.
ResponderEliminarTenho um ipod, mas não resisto a comprar os CD's das minhas bandas preferidas.
E ainda tenho saudades das cassetes no walkman...