3) Quaresma
O cristão convertido é existencialmente insatisfeito, tem sede duma verdade maior. Não é feliz por ter, antes por ser. É feliz numa paz interior, de quem é profundamente livre da alienação, porque sabe ao que vem e quem serve. Porque aprende a amar, a confiar, porque aprende a entregar-se.
O cristão convertido assume o compromisso de viver em Cristo. Na prossecução da felicidade, no cumprimento desse amor, e porque não é egoísta, procura espalhar a preciosa Palavra redentora. Com humildade aos acomodados e distraídos. Com valentia, não temendo os poderosos do mundo, apregoa a Boa-Nova bem alto aos novos fariseus. Despreza a mundana glória fácil, sendo piedoso e complacente com as modernas “devoções”. Porque o cristão convertido acredita no livre-arbítrio de toda a criatura de Deus. Acredita que, enquanto existir espaço e silêncio para a inquietação, enquanto houver um excluído do opulento banquete dos homens, aí encontrará terra fértil para a palavra de Deus. Aí se encontrará Cristo vivo, a felicidade verdadeira e a esperança na ressurreição. Católico confesso, eu tenho esperança numa profunda conversão.
Texto reeditado
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