A revolução (francesa) absolve-se, assim, argumentando com uma suposta finalidade teleológica, necessidade inscrita nos mecanismos que regem história, lei que impele os acontecimentos e na qual os revolucionários agem como agentes da história.
(...) Hoje, é da herança jacobina, mais que da comunista que parte apreciável das esquerdas se revê. O comunismo é demasiado claro, não argumenta. Aplica-se mecanicamente. É uma receita. O jacobinismo, esse, rodeia-se de cuidados de justificação, vitimiza-se para poder matar, cria inimigos para legislar, invoca a liberdade para prender. É uma doutrina. (...)
Miguel Castelo Branco a ler na integra »»»
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