sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Estado de emergência: é preciso fazer um desenho?

 


Os últimos dias foram um inegável desastre para a reputação do Governo de Passos Coelho. Soaram patéticas as declarações de Paulo Portas ontem sobre a pretensa  xenofobia ao Norte por causa da designação de Álvaro castelo Branco como administrador da empresa Águas de Portugal. Ao mesmo tempo, o 1º Ministro veio a terreiro negar peremptoriamente qualquer interferência directa ou indirecta do Governo nas recentes nomeações para a EDP. Mesmo que tal seja um facto ninguém acredita: acontece que numa conjuntura dramática como a que estamos a viver não basta ser sério, tem que se parecer sério, sob o perigo de delapidar ainda mais a depauperada confiança no regime e acicatar o ressentimento social.
Está na altura do total pragmatismo e da tolerância zero a quaisquer equívocos: o corte radical às nomeações. Será “pecado” ser militante de um partido do governo para assumir responsabilidades em empresas e projectos com ligações ao Estado? Se calhar nas actuais circunstâncias é. Por um bem maior: para salvaguarda da tarefa titânica que o governo enfrenta e a fragilizada estabilidade social, neste estado de emergência em que vivemos. Por Portugal.

6 comentários:

  1. Pois, ... numa sociedade participativa e empenhada a ideia até podia vingar. Mas existe realmente vontade desta sociedade em participar neste esforço? Mais alguém está predisposto a assumir as acrescidas responsabilidades destes cargos nestas alturas? Se temos realmente soluções à altura, porque não aparecem, porque não se chegam á frente com projectos e soluções? Entretanto, acho que temos de nos contentar com as soluções encontradas e rezar para que sejam as correctas.
    Bom fim-de-semana.

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  2. Tenho me sentido muito incomodado por ter acreditado e votado nesta gente. Parece agora claro que o sr. MR e o sr, PP são os verdadeiros capos deste governo. O exemplo que deu das nomeações na EDP - é uma vergonha! Que anda a fazer o presidente CS ? Se não pode ou não quer actuar também perante tais escandalos, não seria melhor dar a conhecer, de vez, quais foram realmente os propósitos da sua candidatura ?

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  3. a situação da EDP faz lembrar a situação quando Armando Vara e Carlos Santos Ferreira se apoderaram do BCP !  vergonhoso

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  4. Aquela do "pecado" não lembrava ao careca.

    Nesse caso, também o Socas não "pecou" ao nomear xuxas para tudo e mais alguma coisa.

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  5. Diziam que o problema era as empresas serem do estado. Afinal quando são privadas parece que ainda são piores.

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  6. Esse senhor, o excelso presidente nosso, goza com o povo, em proveito seu e dos seus, há, pelo menos, 25 anos. Não é coisa pouca.

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