Gentile da Fabriano Adoração dos Reis Magos 1423 Gall. Uffizi
Epifania
Os Magos partiram porque nutriam um grande desejo, que os levava a deixar tudo e a pôr-se a caminho. Era como se desde sempre esperassem aquela estrela. Como se aquela viagem estivesse desde sempre inscrita no seu destino, que agora finalmente se realizava. (…) (1)
O novo Rei, diante do qual se tinham prostrado em adoração, diferenciava-se muito da expectativa deles. Portanto, tinham que aprender que era diferente do modo como nós normalmente o imaginamos. Começou assim o seu caminho interior. (…) Servindo-O e seguindo-O, desejavam servir, juntamente com ele, a causa da justiça e do bem no mundo. E nisto tinham razão. Mas agora aprendem que ela não pode ser realizada simplesmente por meio de ordens e do alto de um trono. Agora aprendem que se devem oferecer a si mesmos uma doação menor do que esta não è suficiente para este Rei. Agora aprendem que a sua vida deve conformar-se com este modo divino de exercer o poder, com esta forma de ser do próprio Deus. Devem tornar-se homens da verdade, do direito, da bondade, do perdão e da misericórdia. Não voltarão a perguntar: Para que me serve isto? Ao contrário, deverão perguntar: Com que sirvo a presença de Deus no mundo? Devem aprender a perder-se a si mesmos e precisamente assim a encontrar-se a si mesmos. (2)
(1) Bento XVI 19 e 20de Agosto de 2005
(2) Bento XVI 20 de Agosto de 2005
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