Ainda a respeito das desgraçadas declarações de Cavaco Silva sobre as suas reformas, Ricardo Costa assumido céptico das novas plataformas de comunicação, ontem na SIC Notícias atribuía a profusão de vitupérios publicados nas redes ao lado perverso da utilização do Facebook. Compreende-se e respeita-se o seu conservadorismo, mas o director do semanário Expresso incorre no erro vulgar de confundir a mensagem com o mensageiro, o conteúdo com a ferramenta que afinal não é um fim em si mesma. O problema do presidente ou do seu gabinete, nunca foi, antes pelo contrário, o da utilização da popular rede social como veículo de proximidade com os cidadãos, mas o conteúdo da sua intervenção por sinal feita e em directo para as camaras e microfones dos media tradicionais. Julgo até que Belém, definitivamente beneficia do fenómeno Facebook que permite a ilusão de proximidade a mais de dois milhões dos seus utilizadores activos ao desabafarem, manifestarem as suas razões e emoções ao mais alto magistrado da nação na respectiva página pessoal, esvaziando assim "a rua", essa sim um palco tradicionalmente determinante na estabilidade dos regimes. De resto o problema foi a extraordinária aselhice com que Cavaco comprou uma ruidosa e evitável borrasca... virtual.
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Parece-me claro que coisas postas na net por gente de rabo sentado não terão grande relevância fora do espaço virtual.
ResponderEliminarNa minha opinião, a petição é uma tonteria, a) por obviamente não ir resultar na demissão de Cavaco, b) porque acho muito mais apropriadas e certeiras todas as manifestações a gozar/a fazer pouco que entretanto apareceram.
Dito isto, tudo o que se passar neste âmbito é apenas inteiramente merecido por Cavaco. Pois não é ele que tem constantemente dado conhecimento das suas considerações usando o Facebook? Pois encaixe, que é bem feito. E ainda hoje aquilo do "1300 euros, não sei se ouviu bem" me põe piurso.
Mais: entendo que, passando a generalidade dos portugueses pelas dificuldades conhecidas, o PR deveria já ter afirmado: "Antes tinha optado por receber as reformas a que tenho direito, mas, atendendo à situação do nosso país, já solicitei que passe a receber, em vez delas, o ordenado de presidente da república, que é o cargo que desempenho através do voto popular". Isso, sim era de um Chefe de Estado.
O facto de Cavaco Silva conseguir descer aos níveis cadavéricos de popularidade no lugar político onde é mais fácil atingir uma posição de consensualidade, denota bem a fraca qualidade do político e mostra que a única coisa que o manteve tanto tempo na ribalta foi a sorte de estar no governo quando havia dinheiro a rodos para gastar e de ter sabido sair quando a coisa começou a dar para o torto.
ResponderEliminarA sua reeleição como presidente, já tenho mais dificuldades em compreender.
Caro João:
ResponderEliminarSaberá melhor do que eu os milagres de boa comunicação e imagem...
Dois posts acima deste, o Francisco Ferreira do Corta Fitas, mostra que a "borrasca virtual" deixou nódoa internacional...
É o que dá, estar habituados a media unidireccionais e umbiguistas... Temos pena!