sábado, 17 de dezembro de 2011

Recortes

 


(...) Foi um processo longo e lento, (a diversidade europeia perdida no século xx) talvez começado quando Napoleão uniu os franceses à volta do Estado e os europeus contra os franceses. A partir daí, a história europeia tem mais a ver com estados que com povos. O processo culmina na Segunda Guerra Mundial, com o extermínio dos judeus e o fim da diversidade. Do espírito de comunhão que nos unia a todos. Com as duas grandes guerras, a Europa não perdeu apenas os impérios, mas a sua força interior. A diversidade que a unia. A capacidade de conseguir ser uma casa para tantos. A riqueza espiritual que nos obrigou a reflectir, a questionar, a descobrir novos conceitos, sistemas políticos, filosofias que mudaram a vida. Se antes existiam monarcas com laços familiares, a par do espírito comum que unia os europeus, restam hoje políticos de topo que procuram juntar cidadãos que pouco têm a ver uns com os outros. E fazem--no da única forma que conhecem: através de uma união política que enfrente os desafios que vêm de fora. A Europa já não desafia o desconhecido, mas segue os que copiaram o que ela inventou. Esta ferida europeia é mais grave que a do euro e não se resolve numa cimeira. (...)


 


Um inspirador artigo de André Abrantes Amaral no jornal i, a indicar-nos leituras alternativas à nossa decadência. Na integra aqui.

1 comentário:

  1. Portugal é mesmo um Judearia...é engraçado que as ultimas analises politicas tem sempre os Judeus no cerne da questão lol

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