sábado, 3 de dezembro de 2011

A História, essa caixinha de surpresas


Um grande equívoco destes tempos provém dessa moribunda 3ª Via socialista que, sem atender à génese da crise europeia, esperneia com a desdita carência de lideranças e carismas, clamando pelo "homem providencial", um perigoso mito e recorrente erro dos desesperados. 


Duma coisa devemos estar cientes: como notou tarde de mais o imprevidente Sócrates, o mundo mudou e hoje vivemos inegáveis tempos históricos, do género parangona que constará destacada nos futuros manuais escolares. E desiludam-se os inconformados passadistas que antecipam retrocessos civilizacionais e outros tremendismos: a História não tem, nunca teve uma agenda "moral", um sentido romanesco, assim do passado opressivo para os amanhãs que cantam. Só se desiludem os iludidos. 
Outro perigoso equívoco provém das luminárias encartadas em psicologia social e outras ciências ocultas, que consideram que o facto de o povo fazer greves e ir para a rua berrar ordenadamente contra a realidade, serve de catarse às suas angústias ou instintos revoltosos. 

4 comentários:

  1. O Falso Rei das Pampas3 de dezembro de 2011 às 19:43

    Para não destoar, em cima, um cartaz comemorativo da proclamação da República.

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  2. A terceira via foi o Fascismo. Pelo menos tinha uma teoria.
    Falo do Fascismo Italiano não dessa coisa que esteve em Portugal durante 40 anos.

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  3. O Seguro acha que ele próprio, com os sapatos de PM de Portugal, seria o homem providencial.

    O número de ocasiões em que ele tem entendido que a coisa se resolvia com périplos internacionais do PM de Portugal, país falido e de mão estendida, já vai em três: essas, pelo menos, já eu contei.

    Coitado, é preciso ter mesmo pobreza de espírito.

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  4. Bem visto. Concordo.

    alerto: «uma sentido romanesco»

    Saúde.

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