O comentário do João Ladeiras publicado aqui em baixo, em que denuncia uma espécie de cilada “jornalística” à porta da universidade com vista a obter uma peça de vídeo para replicação viral na internet sobre a "ignorância da juventude", um tema de sucesso garantido, remete-nos para a séria questão do papel do 5º poder na sociedade mediatizada contemporânea.
É inegável que as políticas de ensino para as estatísticas e a massificação das licenciaturas, muitas delas que não são mais que pequenos cursos técnicos ou simples artimanhas para atrasar a entrada dos jovens no mercado do desemprego, teve como resultado o trasvazar massivo da indigência cultural para o universo universitário.
Mas tão grave quanto isso é sermos diariamente violentados por um jornalismo impune que subjuga os valores e a própria notícia, não aos factos mas ao preconceito, ao ressentimento social ou ideológico a promover, quando não simplesmente a uma lógica comercial. A salvaguarda da sacrossanta liberdade de expressão remeteu-nos para uma tendência de total impunidade: a auto-regulação é um mito, e o bom senso definitivamente não resulta em parangonas, a racionalidade é má para o negócio. Num regime cujas instituições hipotecaram o poder pela urgência dum prato de lentilhas, o jornalismo pop que vigora completa e reafirma o mais negro diagnóstico: estamos de facto entregues à bicharada.
PS.: Ao João Ladeiras reafirmo o conselho do meu colega Rui Tabosa: é nos livros que se vai buscar o Saber, e do que V. depreenderá deste caso, jamais aos jornais e muito menos às revistas que quando o abordam, se limitam a comentá-lo, sabe Deus sob que perspectiva e com que bases. Para quem não os puder adquirir nas livrarias estão disponíveis nas bibliotecas.
Em todo o caso, a minha resposta deveu-se ao simples facto de ter frequentado o Externato São Miguel Arcanjo e, ao mesmo tempo, com a pressão da própria entrevista, dei essa mesma gafe - corrigindo-a assim que apercebi -.
ResponderEliminarDesculpem lá, visto o video esta parte também não é verdadeira.
ResponderEliminarMea culpa. Na parte que me diz respeito fui leve na crítica. Sei que a maioria dos entrevistados a mereceu, mas basta que haja um inocente a comer por tabela, para me deixar muito incomodado.
Há mais de 30 anos que os jornalistas chamam "game" a um "match" de futebol ou "reiguebi" ao rugby, lido à inglesa a partir da palavra portuguesa "râguebi". Apple lê-se "eiple" aos pontapés. São aos milhares as calinadas reveladoras de profunda ignorância, que no caso da dupla consoante é mesmo um erro de quem não sabe nada de nada.
ResponderEliminarDiz ele que lhe fizeram 10 perguntas e só mostraram a que errou, o que também não é verdade.
ResponderEliminar"para quem não os PUDER adquirir".
ResponderEliminarDe resto estou de acordo com a entrevista à ignorância:---as perguntas apresentadas eram básicas e as respostas inadmissíveis em gente em cursos ditos superiores.Tende paciência:"é tudo munta mau".
E há ainda a "prespectiva"...
ResponderEliminarFrancamente!