A ser verdadeira a notícia publicada hoje no Correio da Manhã de que, além da eliminação acordada com a Igreja dos feriados Assunção de Maria e Corpo de Deus, o governo propõe o fim dos feriados de 5 de Outubro e do 1º de Dezembro, tal aparenta ser uma medida que visa reciprocidade, no contraponto de duas sensibilidades políticas marcadas na nossa cultura; no fundo para assim calar as hostes com uma espécie de lei de talião: nem “tradicionalistas” nem “progressistas” (e desculpem-me estes equívocos chavões) se ficam a rir. Esta solução aparentemente equitativa esconde um grave engano, já que, sendo consensual que a revolução de 5 de Outubro dividiu profundamente o país, é inegável que a restauração da independência uniu os portugueses em torno dum projecto de independência e soberania, hoje mais do que nunca ameaçado. A decisão de acabar com o dia da Restauração encerra um enorme simbolismo: quem é que por estes dias quer saber verdadeiramente dessa coisa extravagante chamada soberania, ou ainda desse capricho da “independência”
Caro João,
ResponderEliminarPara mim e todos os portugueses de lei, é como dizes.
Para a turba, porém - desviada pela miserável comunicação social e pelo sistema de valores dominantes que temos - o 1.º de Dezembro há muito não é cordado como o Dia da restauração, mas como o da luta contra a Sida...
Acabe-se pois com esse feriado, que quem honra a data não precisa de não trabalhar para a viver e comemorar.
Abraço
~"..não é recordado..."
ResponderEliminarE porque é que não se comemora o 5 de Outubro de 1143, esse sim, o primeiro dia da Nacionalidade, e se acaba com um 10 de Junho que vale apenas aquilo que alguns quiseram que valesse?
ResponderEliminarDesculpará, mas isso não é assim.
ResponderEliminarO 1º de Dezembro é recordado pela esmagadora maioria como o dia da Restauração de Portugal. Felizmente e honra nos seja feita.
Não é comparável com o 5 de Outubro, que é uma mudança de regime para uma república que acabou como começou e durou: mal.
Além do mais, temos os mesmos feriados que o resto da Europa... é uma medida demagógica e disparatada.