Desde sempre que tenho uma forte atracção por aqueles que correm em recuperação, pelos pequenos de alma grande, inconformados perdedores (só na aparência), dos Davides contra os Golías, enfim, pelo anti-herói. Por isso não podia deixar de declarar a minha admiração pela equipa Bósnia, no inconformismo dos seus jogadores, da galhardia, nervo e ambição tão bem reflectidas no olhar tenso e acutilante do seu treinador durante todo o jogo, que afinal se veio a provar previsível, sem surpresas ou leituras transcendentes. Talvez por isso, apesar de contente com a vitória não exultei no final da partida. E olhem que o resultado é enganador, pois em quase todo o jogo revelámos insegurança e estivemos ameaçados pela eliminação. Finalmente, se a nossa selecção portuguesa comprovadamente não é excepcional, pior que isso são os sinais de um presunçoso aburguesamento que lhe vem adivinhando de há uns anos para cá.
Foto daqui
Quando a Bósnia reduziu para 1-2, com um penalty que só cegos voluntários negam, e depois para 2-3, a selecção tremeu como varas verdes.
ResponderEliminarNão entendo que digam para aí que foi uma exibição do ouro mundo.
Assim como não entendo que os lasers na cara do Ronaldo fossem motivo das maiores queixas mas na cara do guarda-redes e outros bósnios tenham sido silenciados.
Caro João,
ResponderEliminarVencemos por 6-2. Seis - Dois. Os 2 - dois - golos deles foram marcados em circunstâncias duvidosas em que houve um, como disse?, presunçoso aburguesamento!, da equipa de arbitragem. A 'que corre em recuperação, pequena de alma grande, inconformada perdedora (só na aparência)' é, agora e sempre, a selecção portuguesa! Deixe de ser velho do Restelo, e veja o 'inconformismo, galhardia, nervo e ambição' na nossa Selecção, dirigida pelo Paulo Bento - de quem você não gosta, mas que está milhas acima do anterior 'adjunto' -, e nos quais não estão presentes os mui nobres cavalheiros (talvez para si) Bosingwa e Carvalho, que para mim e para a generalidade dos outros (talvez para si) ignaros não passam de dispensáveis putos mimados, produtos de exportação demasiadamente valorizados e bem pagos. Os nossos jogadores e selecção são o que são face à dimensão do nosso país no contexto futebolístico europeu, e no entanto ESTÃO LÁ. É face a essa dimensão que devemos ver o que se passou, e não face a uma circunstânica já histórica, extraordinária e dificilmente repetível ('bons velhos tempos...', não é, João?). É o espelho e o exemplo mais à mão para o que devemos, e podemos fazer como país! Admirar os outros?... Sinceramente! Até me pôs a falar de futebol...