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sábado, 23 de junho de 2012

Quarta feira é contra os espanhóis

Cá por coisas...

 


Eleger um adversário para as meias-finais entre Espanha e França, venha o diabo e escolha. Mas dado que ganhar a qualquer um deles será sempre uma tarefa hercúlea, preferia que ganhassemos à França. Por razões históricas e não só. 


 


PS.: Calharam-nos os espanhóis. Valha-nos S. Nuno Álvares Pereira.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Alemanha 4 - 2 Grécia

 


Era algo como isto que a Alemanha fez com a Grécia que devíamos ter feito nós há oito anos na final da Luz: obrigá-los a mover o “autocarro”. Então tínhamos tudo e os gregos muito pouco... Como hoje.


 


PS.: Eu falo de futebol, sem ambiguidades; recuso-me entrar na guerrilha xenófoba da moda contra tudo o que se mova e tenha olhos azuis e pele pálida.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

De peito feito!


O nosso José Mendonça da Cruz tem toda a razão: qual humildade, qual quê! Como se viu não é curvadinhos de chapéu amarrotado na mão que se ganham jogos europeus. Só de peito feito que podemos chegar à final! 


 


Solidário, dedico este post ao meu amigo João Gonçalves, que não bastando ter de aturar monárquicos (uns mais pobres do que outros, certamente), vai ter que gramar esta euforia da bola mais uma semana.

sábado, 16 de junho de 2012

Ironia do destino

 


Pela posição dos apurados do grupo A, o mais provável é virmos a assistir à Alemanha a eliminar a Grécia do Euro... 2012.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Do futebol ao mau-feitio

 



A experiência de vida entre outras coisas rouba-nos a inocência com que olhamos o Mundo. A muita gente faz crescer amargura e desilusão, que é uma patologia própria dos iludidos. Escrevo estas palavras, imaginem, a respeito do Euro 2012. Porque detecto por aí, fora dos circuitos publicitários e mediáticos, uma envergonhada descrença e até algum azedume em relação ao Evento. Tirando o caso dos marretas militantes que sempre existiram, descontado a critica fundamentada à alienação que estes certamos sempre sancionam, percebe-se que a população portuguesa envelheceu e tem hoje dificuldade em alinhar com o circo da bola. Os seus feéricos rituais, hinos, rubricas noticiosas, debates, cromos de coleccionar, são os mesmos de sempre, mudando apenas alguns detalhes da moda e suportes tecnológicos, não se percebe a razão para atitude tão blasé.


Mas este sentimento não é transversal e não é visível na malta nova com que convivo. Incrédulos com uma crise que lhes pode mudar a vida tal como conhecem,  os miúdos roubam-me as páginas de desporto do jornal, conhecem os craques das selecções, e quando joga Portugal até saem com os amigos para as esplanadas a dar largas às emoções.
De resto hoje em dia ninguém tem razão para ficar zangado ou amuar com estes fenómenos de histeria: a verdade é que nunca como agora foi tão fácil ao comum dos mortais exilar-se num qualquer canal temático, seja de séries americanas, sobre a sexualidade do caruncho, análise económico-financeira, filmes antigos, barcos à vela ou touradas. Qualquer um pode entrincheirar-se na sua casa a ler Proust ou a Bíblia, na Igreja a rezar pela humanidade perdida, ou nos blogues a debitar comentários e opiniões. É tanta liberdade que até enjoa, e definitivamente não justifica tanto azedume pelo circo da bola. E se, por um improvável golpe das circunstâncias, Ronaldo e Ciª. chegassem às meias-finais, estou mesmo a ver que muitos desses Velhos do Restelo rapidamente se converteriam fascinados pela bola. E isso não tem mal nenhum. Mas que todos devíamos aprender com a saudável alegria de viver o futebol dos Irlandeses, isso sim! Na vitória e na derrota, porque aquilo é só um jogo, e muito divertimento.  


 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mal da bola

 



Assim como me fazem impressão as cabeças ocas como bolas de futebol que nas TVs ouvimos perorar nos preliminares e rescaldos dos jogos, também me causa aversão ouvir os pseudo-intelectuais doentiamente moralizar sobre estes fenómenos de massas, que afinal espreitam pelo buraco da fechadura com excitado apego e dedicação inquisitorial.

sábado, 9 de junho de 2012

Bem vistas as coisas...

 



  


 


Com esta vitória da Alemanha com um golo marcado por um futebolista de origem hispânica evitam-se manchetes xenófobas e ressabiadas amanhã na imprensa tuga.


 

Alemanha 1 - Portugal 0

 



 


Não fomos pêra doce e quando em desvantagem demos um banho de bola - foram as "incidências do jogo". Talvez resulte a táctica de jogar sempre como se estivéssemos a perder. No futebol e na vida.


 

Vamos lá então ao futebol

 


Não tenho particular devoção pela Selecção Nacional mas como gosto de futebol acabo por me deixar contagiar por esta afeição. O futebol é para mim um divertido ritual em que solto as minhas emoções básicas até à rouquidão. Com o futebol vivem-se vertiginosas e efémeras alegrias, tristezas e euforias, desilusões que se curam depressa, com uma boa noite de sono e um pouco de juízoNo estádio ainda salto como se tivesse 12 anos, porque "quem não salta é lampião”, canto, assobio e insulto a mãe do árbitro, a quem sinceramente não quero mal nenhum. Mais, tenho muita pena que “a bola” em Portugal não leve mais público aos estádios - gostava mesmo de os ver sempre cheios e vibrantes como acontece em Inglaterra. Infelizmente por falta de recursos e monolitismo de interesses, verifico que a malta entretém-se é na TV antes e depois dos jogos onde se rumina ad nauseam os preliminares, e no final as “incidências da partida”… como se não houvera amanhã.
O jogo de futebol é um saudável escape: onde é que já se viu alguém desanuviar das tensões nervosas a ler “Em Busca do Tempo Perdido” ou a ver o Canal Parlamento? De resto, parece-me que o que faz mal aos portugueses não é futebol a mais ou a menos, mas antes a sua proverbial aliteracia e a congénita tendência para a irresponsabilidade a qual nem a Europa nem o ensino obrigatório nos conseguiram libertar. Mas isso já é outra história. 


 


Adaptado daqui

Eu gosto de futebol!


Força Portugal!

domingo, 3 de junho de 2012

Uma Pátria para lá do futebol

 



Confesso que me incomoda um pouco a campanha de histerismo criada à volta da Selecção Nacional na contagem decrescente para o Europeu de Futebol. Mais do que na expectativa indígena face ao certame, este barulho tem origem na necessidade imperiosa de compensar os patrocinadores do investimento publicitário investido e tal não era possível sem a adesão incondicional da comunicação social de massas.
Nesse sentido pouco me comovem os veementes e apelos de adesão a esse artificial sentimento de “nacionalismo” verde-rubro. Em pleno processo de enfraquecimento dos valores identitários e atomização social, reabilitar a Pátria para conveniências mercantilistas do jogo da bola é brincar com coisas sérias. Mais a mais sob o significativo risco de não passarmos de uma participação medíocre. Sim; o futebol é um jogo, com o que isso implica de fortuito e emocional. O patriotismo indispensável aos desafios que a Nação enfrenta, jamais poderá ser equívoco, mas sustentado em fundamentos consistentes, que só uma coesa comunidade de homens e mulheres conhecedores e livres garante. Coisa que não temos.
Por tudo isto, pareceu-me de uma assinalável salubridade a derrota ontem da selecção com os turcos, partida que não tive o desprazer de assistir. Um balde de água fria que coloca as coisas nas devidas proporções.
De facto, urge levantar o esplendor de Portugal, inspirar a alma lusitana, coisa que duvido aconteça nos relvados da Polónia e da Ucrânia. Mas se nessa roleta de sortes e azares o destino nos levar às finais, certo é que o meu coração não resistirá a bater acelerado e em uníssono com o País… mesmo que pelo sonho duma fugaz vitória.


 


PS.: Durante os doze meses de ano, faça sol ou chuva, da janela da minha casa e no fundo do meu coração a bandeira nacional que me inspira está sempre desfraldada. Não é verde e encarnada. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Golías esmaga o bravo pequeno David


 


Desde sempre que tenho uma forte atracção por aqueles que correm em recuperação, pelos pequenos de alma grande, inconformados perdedores (só na aparência), dos Davides contra os Golías, enfim, pelo anti-herói. Por isso não podia deixar de declarar a minha admiração pela equipa Bósnia, no inconformismo dos seus jogadores, da galhardia, nervo e ambição tão bem reflectidas no olhar tenso e acutilante do seu treinador durante todo o jogo, que afinal se veio a provar previsível, sem surpresas ou leituras transcendentes. Talvez por isso, apesar de contente com a vitória não exultei no final da partida. E olhem que o resultado é enganador, pois em quase todo o jogo revelámos insegurança e estivemos ameaçados pela eliminação. Finalmente, se a nossa selecção portuguesa comprovadamente não é excepcional, pior que isso são os sinais de um presunçoso aburguesamento que lhe vem adivinhando de há uns anos para cá. 


 


Foto daqui

Rewilding, renaturalização para os amigos

Há muitos anos, tantos que já nem sei (talvez entre 15 e 20), conheci Wouter Helmer, o teórico fundador da Rewilding Europe. A ideia base é ...