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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Heróis do Mar


 


Não tenho muita paciência para o discurso azedo ou ressabiado de alguns pseudo-intelectuais que surge sempre que o futebol luso triunfa internacionalmente. Não me parece inteligente menosprezar uma “arte” como essa que move tanta paixão pelo mundo fora, uma "indústria" capaz de engrandecer o nome do País e desse modo acalentar tanto entusiasmo e orgulho pelos corações lusófonos espalhados pelos cinco continentes. Não é despiciendo o facto de Cristiano Ronaldo ser hoje um ídolo à escala mundial. A participação da selecção portuguesa no campeonato do Mundo de futebol no Brasil possui inegável valor simbólico na afirmação da grande pátria fundada pelos bravos descobridores portugueses de quinhentos, cujo espírito deveríamos sempre saber honrar.


E reparem bem como lá no meio da bandeira ainda figuram as armas de Portugal.


 


Foto DN

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Golías esmaga o bravo pequeno David


 


Desde sempre que tenho uma forte atracção por aqueles que correm em recuperação, pelos pequenos de alma grande, inconformados perdedores (só na aparência), dos Davides contra os Golías, enfim, pelo anti-herói. Por isso não podia deixar de declarar a minha admiração pela equipa Bósnia, no inconformismo dos seus jogadores, da galhardia, nervo e ambição tão bem reflectidas no olhar tenso e acutilante do seu treinador durante todo o jogo, que afinal se veio a provar previsível, sem surpresas ou leituras transcendentes. Talvez por isso, apesar de contente com a vitória não exultei no final da partida. E olhem que o resultado é enganador, pois em quase todo o jogo revelámos insegurança e estivemos ameaçados pela eliminação. Finalmente, se a nossa selecção portuguesa comprovadamente não é excepcional, pior que isso são os sinais de um presunçoso aburguesamento que lhe vem adivinhando de há uns anos para cá. 


 


Foto daqui

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Primas donas

 



Parece-me patética a choraminguice da comitiva nacional da selecção de futebol reclamando as condições do terreno de jogo onde a equipa irá enfrentar a sua congénere Bósnia, país que há pouco mais de seis anos era dilacerado por uma funesta guerra civil. Mais extraordinário do que as más condições do relvado em Zenica, é o facto dos Bósnios estarem a disputar um “play off” de apuramento com a excelsa e distinta equipa portuguesa, feita de ofuscantes estrelas e artistas. Que tenham vergonha na cara e joguem á bola na sexta-feira, é só o mínimo que se lhes exige.


 


Foto daqui

A ignorância é tão atrevida...

É absolutamente espantoso André Ventura ter usado ontem, no debate da sua Moção de Censura, como “bom exemplo” a Revolução Puritana de Olive...