Pela fresca deixados os pequenos nas suas escolas aqui no Estoril, a minha mulher voltou à pressa para casa a terminar um trabalho de tradução urgente para uma conhecida farmacêutica enquanto eu dirigi-me para o meu escritório em Cascais. Na vila o comércio está em pleno, ao cimo da minha rua, constato que a EDP está aberta e à frente quatro funcionários da câmara trabalham numa vala aberta no passeio. Apesar da minha perspectiva parcial, suspeito que, tirando os militantes sindicais e alguns funcionários bafejados com "empregos" vitalícios, com mais ou menos dificuldade a vida continua. Apesar do boicote.
Este e este são a mesma coisa.
ResponderEliminarNão me parece que os trabalhadores das empresas de transportes (Carris, CP, Metro, Refer, SofLusa, Vimeca e restantes) tenham "emprego vitalício" - afinal, são trabalhador de uma empresa - mas foram estes que tiveram maior adesão e maior visibilidade na adesão a esta greve.
ResponderEliminarNo entanto, diabolizar sempre os mesmos, os ditos "funcionários" é mais simples e confortável, não é?
Pois, compreende-se...
Como também se compreende que, após a entrada em vigor do Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, uma Lei que saiu em 2008 (não sei se lhe chame velhinha e por isso esquecida, ou moderníssima e por isso ainda não assimilada), ainda exista quem diga que os trabalhadores do Estado têm "emprego vitalício".
E não, já não são funcionários públicos. Nenhuns.
Nem o regime é assim tão diferente do privado. A não ser que se ache que no privado também se ficaria impávido e sereno durante alguns anos (quem sabe quantos) com avaliações que servirão para rigorosamente nada - ie, o mérito valerá tanto ou menos que o demérito - e com cortes (de salários completos!) na sua remuneração fixa porque, que estranho!!, o regime remuneratório geral destes não contempla remunerações variáveis e recebem subsídio de refeição pelo mínimo legal (4,37€).
Mas sim, "eles" merecem!!! Cambada de "chulos" que são os únicos que não conseguem fugir com um único cêntimo à máquina fiscal.
O mundo não se divide nos maus (os "funcionários públicos"?!) e nos bons (o trabalhadores do sector privado).
Mas, nos últimos tempos parece que sim. E que os maus foram julgados, condenados com sentença transitada em julgado e que esta está em execução inexorável...
É triste...