Maria Filomena Mónica: Se nós eleitores, quisermos ter uma voz no parlamento, precisamos da reintrodução de círculos uninominais (um candidato por partido e por circulo). O rei D. Pedro V que, em 1859, impôs este esquema, contra a vontade, note-se, dos partidos, morreu há muito. Hoje, não há Presidente da República, muito menos este, capaz de torcer o braço aos líderes partidários. Por conseguinte, a única forma de se mudar a lei eleitoral é através da opinião pública. Temos que explicar, clara e sucintamente, que o actual sistema é negativo, porque nos retira poder.
Para lá das urgentes reformas administrativas e económicas que brevemente levarão a esquerda radical a desforrar-se na rua que é o seu ambiente natural, urge a coragem para uma profunda reforma do sistema político, que desfulanize a eleição do governo valorizando a relação entre os eleitores e os deputados eleitos. É uma questão de vontade: certamente haverá soluções que preservem proporcionalidades sem desequilibrar demasiado os interesses em jogo. Esta é a reforma mais eficaz para deslegitimar a abstenção, valorizar a representatividade parlamentar, esvaziando os devaneios revolucionárias que cedo encherão de protesto as nossas praças e avenidas.
Então e não ficou a saber que o "adoro-vos" vai estudar filosofia para França?
ResponderEliminarEu não acredito e por uma razão simples: para se entender o que se diz nas aulas é preciso falar francês. Inglês técnico é de todo insuficiente.
PS- E a D. Filomena Mónica escreveu que ele morreu à muito?
A senhora escreveu mesmo "morreu à muito" ou trata-se de um erro de transcrição?
ResponderEliminarA Doutora Maria Filomena Mónica, para além de ser licenciada e doutorada por Osford ou Cambridge, tem a 4ª classe do tempo dela, o que é suficiente para saber usar o verbo haver.
ResponderEliminarQuanto ao resto, tem toda a razão. É preciso que haja círculos uninominais. Tem de poder pegar no telefone ou no mail e poder contactar com o seu deputado - e ele saber que tem de o aturar.
ResponderEliminarCaro João
ResponderEliminarPorque insiste neste preconceito que a contestação social é da esquerda radical???
Devaneios revolucionários???
Acha o João que estamos em boas condições sócio politico económicas para não se falar ou pensar numa revolução?
Essa é uma maioria de Portugueses, muito superior às maiorias de qualquer partido eleito!!!
O único interesse que considero legítimo no "jogo" que fala, é o interesse dos Portugueses... Não da esquerda, da direita ou de qualquer partido!!!
E sim, a lei eleitoral tem que mudar... Mas não acontecerá porque não interessa a quem se senta nos lugares do "jogo"... Então, venha a revolução!!!
1. Voto obrigatório
ResponderEliminar2. Só vota quem declara IRS ou, não declarando, presta serviço cívico de 20 (ou 30) horas semanais.
Consagrar-se-iam dois princípios essenciais: Só tem direito a escolher a sopa quem contribui para a panela e o direito a escolher é tão precioso que nunca pode ser desperdiçado.
O princípio "um homem, um voto" estabelecido pelos iluministas maçónicos proporciona situações em que o pai de 3 filhos tem um voto rigorosamente igual a um tipo da sua idade que passou a vida a cheirar fumos e a atirar para a veia, alternando a morada entre Caxias e o Hospital do Rego. O contributo de um e de outro para a sociedade tem que ser diferenciado. Também pelo direito a votar.
Não é só a Constituição socialista que é "barroca". A Lei eleitoral também.
No dia de Portugal Ana Gomes defende as lésbicas e ataca Sócrates?
ResponderEliminarhttp://supraciliar.blogspot.com/2011/06/ana-gomes-cobardia-socrates-as-lesbica.html
Caro Tiago: A História ensina-nos que as revoluções são desestruturastes e inúteis porque ortiopédicas. A solução consegue-se promovendo-se reformas, afrontando as clientelas e os interesses instalados.
ResponderEliminarCumprimentos,
Caro João:
ResponderEliminarAs revoluções são destruturantes, mas nunca inúteis... A história demonstra bem as evoluções sociais obtidas através de revoluções!!!
Mas diga-me quem promoverá as ditas reformas afrontando clientelas e interesses?
Pois é... Ninguém!!!
O espectro da revolução é já uma realidade e temido por muitos, que ao primeiro ajuntamento vêm as cargas policiais... Lembrem-se só que violência gera violência e as manifestações pacíficas deixarão de o ser...
Cumprimentos
Osford mesmo?
ResponderEliminarCaro carneiro:
ResponderEliminarPretende criar uma sociedade com cidadãos de 1ª e cidadãos de 2ª???
E se o seu pai de 3 filhos cheirar fumos e atirar para a veia??? Tem direito a meio voto???
Votar é um direito, nunca um dever ou uma obrigação, assim sendo o direito de NÃO votar está consagrado!!!
Com as suas medidas de exclusão social, teríamos executivos eleitos com apenas centenas de votos... É essa a sua solução para a Democracia??? Está mais próximo do Fascismo...
ResponderEliminar1. O cartão de Eleitor deveria ser substituído por uma Carta de Eleitor, no âmbito da qual o Cidadão teria que frequentar aulas para perceber no que vota. Incluindo umas luzes de economia politica . Assim se evitaria que o Cidadão comum ficasse à exclusiva mercê das televisões. Os nossos eleitores andam quase todos a conduzir sem carta eleitoral.
2. Há países com o voto obrigatório. Há vantagens e inconvenientes. Que podem ser discutidos. Agora apenas escandalizar-se não é argumento.
3. Já há cidadãos de 1ª e de 2ª. Só ignorância ou cinismo permite passar ao lado. E a democracia grega não era para todos. Nem a cidadania romana. Nem a cidadania americana, ainda menos a helvética. O essencial é que a Cidadania seja plena para aqueles que se empenham e que pagam impostos (ou que trabalham civicamente).
4. O "Pai de 3 que atira para a veia" é alterar os dados da hipótese. Não serve como argumento. Mas para o sossegar acrescentarei que sim, deixaria de integrar o quadro de eleitores aquele que revelasse comportamentos aditivos em sociedade. Aliás, passa-se o mesmo com a condução de veículos e máquinos, com a disposição de bens, etc. Há muitas e variadas causas que inibem ou condicionam a capacidade jurídica das pessoas. Coisa diferente é interferir com a personalidade jurídica, que é por onde amdam os seus pseudo-argumentos escandalizados. Passe pelo CC e pelo C. da Estrada. Volto a não alcançar o seu escândalo.
5. O "Direito ao não voto" como o expressa é mais um não-argumento. Com que então " nunca um dever" , logo " o direito ao não voto está consagrado". Tem a certeza de que é assim ? Que não é um dever ? Onde é que está consagrado ? Mas deixe ajudá-lo, referindo-lhe que o seu "direito ao não voto" só é sustentável num quadro de snobismo social. A comparticipação cívica faz-se pela positiva, pelo empenho activo, não é com pedantismos intelectuais ou subtilezas programáticas de quem, podendo ir votar, não vota só para afirmar a sua cidadania. O voto obrigatório pratica-se, por exemplo na Ordem dos Advogados. Acha que por lá não há democratas ?
6. Não sustentei "medidas de exclusão social". Apenas afirmei que só merece estar integrado quem se esforça e quem paga impostos para isso. A cidadania é uma atitude pro-activa que se deve conquistar não é um direito hereditário conferido automaticamente à nascença ou aos 18 anos. (Já agora porque não aos 21, ou apos 25, ou aos 50 ? Há alguma razão para lá da arbitrariedade do legislador ?)
7. V. só deveria ter direito a voto depois de começar a trabalhar e pagar os seus impostos. Porque só nessa altura passou a ser útil ao bem como. Nunca apenas por ter completado 18 anos. Se bem que aos 18 já há muito boa gente que contribuiu com impostos ou com trabalho para a sociedade.
8. Quanto ao fascismo de que me acusa com um pactote de "escandalos morais" não-argumentos e lugares-comuns, não lhe respondo à letra pois essa não é a linguagem deste blogue. Mas não me volte a chamar fascista. Por duas razões: Porque não o conheço de parte alguma e não lhe admito. E porque, pelo conteúdo da sua intervenção não creio que consiga discutir o assunto com alguma, mínima, profundidade e, por isso, não vou voltar a perder tempo consigo.
9. Um dos grandes problemas da educação escolar na nossa democracia é que os nossos jovens estão formatados apenas para "sim ou não" a questões com respostas feitas. São incapazes de, partindo do zero, conceber uma solução nova, arriscando no argumentário a favor e contra. Ou seja, um país de burros. Que se escandalizam, ainda por cima, para disfarçar a surpresa perante a novidade.
Caro carneiro:
ResponderEliminarSe com 4 perguntas, uma exclamação e um par de reticências, consegui obter uma reacção que no meu entender roça o insulto, esta merecerá portanto uma resposta, não recorrendo a qualquer tipo de insulto, apenas "em profundidade" como deseja...
1- Trocar "carta" por "cartão" de eleitor (ou vice versa) seria uma burocracia desnecessária, informatizar todo o sistema eleitoral (sobretudo os malfadados cadernos...), com o nº de eleitor agregado ao cartão do cidadão seja a medida mais eficaz. Formação cívica seria uma mais valia sem dúvida, mas nunca por imposição para votar!
2-Há Países com voto obrigatório (Portugal não!)... Quais? Há vantagens e inconvenientes... Quais? (A preencher com argumentos...)
3-Infelizmente já existe cidadãos de 1ª e 2ª única e exclusivamente baseado no factor económico, parece-me que pelo seu argumento haverá uma 3ª categoria "Não cidadão", se for visitado pelo desemprego, doença, precariedade, prolongadas... adeus cidadania!!! Fala-me de Gregos e Romanos na Era da Informação, obliterando milénios de evolução e depois fala da Suíça (País onde as reformas ficaram com um tecto máximo de 1700 euros, independentemente dos impostos que tenha pago!) ou dos E.U.A sem qualquer paralelismo social apresentado, com o nosso Portugal!!!
4- Quem legisla fá-lo-à para todos os Portugueses, significa que haverá preto, branco, mas maioritariamente cinzento... ou seja "pais de 3 filhos que cheiram fumos"!!! E quais serão os comportamentos censurados? Quem será o censor a julgar tais actos de ofensa? Quem legalmente define a fronteira da moralidade? Diria que alccol e antidepressivos influenciam comportamentos, certamente condicionam a capacidade... E as sondagens, jornais, TV e grande media em geral! Não condicionam???
5- Tem alguma razão no que diz, Segundo o artº49 da CRP votar é o exercício de direito pessoal, um dever cívico... Já o artigo nº 48 da CRP também refere que todos os cidadãos devem ser esclarecidos objectivamente sobre actos do estado e demais entidades públicas...Snobismo social? Talvez...
A ordem dos advogados nunca foi nem será um País... Não vamos comparar o que não é comparável!
6-Segundo as suas medidas 700 mil desempregados seriam "não cidadãos" Portugueses, é isso?
A idade de 18 anos está definida na CRP.
7- Eu não sei de que impostos fala, provavelmente IRS, segurança social, olhe que o IVA também é imposto! Scut´s, portagens, ISP, IRC, IA, imposto de selo, TSU, and so on... Pagamos todos de uma forma ou outra, vivendo neste País!
8- Não lhe chamei fascista! Disse que o seu ponto de vista nos levaria mais próximo do fascismo, o que é diferente!!! Não vale a pena baixar o nível, personalizar a discussão ou adjectivar o oponente, muito menos especular o que quer que seja sobre o mesmo... Tácticas de intimidação psicológica muito vistas no anterior executivo!!!
9- Não sei de que jovens "sim ou não" fala, ou qual dos sistemas educativos refere (Países nórdicos, talvez!)... Mas você pôs a hipótese (hipótese essa que eu considerei resvalar para o fascismo...), eu limitei-me a formular 4 questões que desmantelaram o seu raciocínio e suscitaram uma resposta a roçar "o insulto oco e demagógico"...
A sua solução é arcaica, nunca será nova dando como exemplo os clássicos Gregos e Romanos, citando os E.U.A ou a Confederação Helvética como solução...
Para esse efeito já temos a comissão Europeia, regozije-se e veja o quão bem funciona a sua ideia...
E se esta não resvala para uma ditadura económica, com a nossa soberania comprometida de dia para dia!
Quer uma solução nova, informatize-se os cadernos eleitorais, utilizem-se as potencialidades do cartão do cidadão, ponha-se a CNE a trabalhar e permita-se que os Portugueses possam votar em qualquer ponto do País, através do voto electrónico!
Se aliarmos este facto, ao dos partidos a votos elaborarem programas exequíveis e se dignem a apresentar propostas bem fundamentadas e explicadas aos
ResponderEliminar"pelo conteúdo da sua intervenção não creio que consiga discutir o assunto com alguma, mínima, profundidade e, por isso, não vou voltar a perder tempo consigo".
Caro carneiro:
ResponderEliminarNão só voltou a perder tempo, como usou um não argumento dos quais insistentemente me acusa...Em profundidade!
A Democracia é assim mesmo, submeter ideias à consideração geral e defendê-las se formos capazes!
Bem haja e relaxe, afinal de contas a lei eleitoral tem que mudar, mas não pela obrigatoriedade do voto!!!
ResponderEliminarSe V. não conhece coisas básicas como o voto obrigatório no Brasil ou na Austrália, se o voto obrigatório foi para si uma surpresa completa, não pode pretender discutir o assunto.
Caro carneiro:
ResponderEliminarNão conheço a realidade do Brasil, nem da Austrália, conheço a Realidade Portuguesa e a obrigatoriedade do voto (no meu modesto entender!) não resolve nenhum dos nossos problemas actuais! Se me quiser esclarecer em contrário, ficarei grato!!!
Então quais os impostos que serviriam para estabelecer a cidadania!? Sabendo que o IRS é o mais fácil de rastrear via electrónica pelo estado...
Mas este imposto é apenas para quem tem rendimentos!
Um bocado restritivo para a cidadania... O aspecto económico!
Nada de protagonismos, apenas duas pessoas desconhecidas a debater pontos de vista antagónicos... Não vejo nada de maléfico ou pernicioso nesse facto!
Se não disponho de conhecimentos básicos, elucide-me acerca dos argumentos em que baseia a sua opinião, que não seja a existência do voto obrigatório em países que nada tem que ver com Portugal...
No processo, peço-lhe apenas que deixe de parte os julgamentos à minha pessoa, os potenciais preconceitos e os rótulos políticos, aos quais me tenta colar e nos quais não me revejo ( que pelo discurso, antevejo bem quais são...)!
Deixe-se disso e explique lá as vantagens democráticas de alterar a lei eleitoral e ter voto obrigatório em Portugal!
Cumprimentos
ResponderEliminar"explique lá" ?
Era o que faltava, camarada. Isto não é as Novas Oportunidades.
A partir do segundo round só lhe dei corda para V. se esticar reconhecendo, como veio a reconhecer, que efectivamente estava a falar do voto obrigatório sem a mínima noção do tema.
"explique lá" ?
Explique-se V. e fundamente a prática fascista da Austrália ou do Brasil por assumirem nas respectivas leis eleitorais o voto obrigatório.
A regra é a seguinte: quando não se sabe do que se fala, ficamos caladinhos. Percebeu, camarada ?
I rest my case. Pá.
Caro anónimo carneiro (Soa bem, dito assim...:D)
ResponderEliminarCá vai uma nova oportunidade para si...
Não percebo o enxoframento ridiculamente serôdio de V. excelência com um simples "explique lá" (assumo apenas que não consiga explicar e tenha ficado ferido de morte nas suas convicções).
Mas para quem afiançava não perder mais tempo, começo a gostar da ideia de ter um "insultador inócuo de estimação" ao serviço!
V. excelência não se explica acerca das vantagens do voto obrigatório em Portugal (o que verdadeiramente importa!), mas eu tenho que explicar o mesmo na Austrália ou no Brasil???
A tal falta de noções que bem refere.
A expressão "estar caladinho" é bem reveladora do seu espírito democrático.
Chiça!!! Tal é o ressabiamento...
A verdadeira regra (E que eu quebrei ao encetar uma discussão online com um anónimo) é a seguinte:
DO NOT FEED THE TROLLS
Bem haja e relaxe!