terça-feira, 21 de junho de 2011

A desregulação moral

 



Economia Moral e Política de Vitor Bento publicado pela fundação Francisco Manuel dos Santos, foi por estes dias um dos meus livros de cabeceira. Este pertinente ensaio (pena que a edição tenha tantas gralhas) faz uma despretensiosa reflexão sobre as ligações entre economia, moral e política, por exemplo, na óptica da desregulação dos mercados e do recentes escândalos que abalaram e hoje marcam as debilitadas economias ocidentais. Este assunto fascina-me, na medida em que, nos mercados operam pessoas e as suas escolhas, e a tese deste economista com mestrado em filosofia, vem de encontro da minha apreensão a respeito do emergente modelo cultural no ocidente: eminentemente hedonista e relativista, depois de ter despachado Deus e a religião como empecilhos às liberdades, nele se relegam as questões morais para o foro das opções subjetivas individuais.
De uma coisa estou eu certo: jamais haverá uma sociedade boa sem pessoas boas, cujas ações objectivamente aspirem a um bem maior (santidade) em detrimento das suas pulsões ou proveitos imediatos.

4 comentários:

  1. Isto agora com 2 Assunção em lugares de relevo, vai.

    ResponderEliminar

  2. Pois, a economia e a ética, pelos vistos em confronto. Para salvar ou melhorar a “economia” de que se fala, será preciso sacrificar economicamente as pessoas. Deduz-se então que a melhoria desta “economia” que nos falam e que apregoam como boa, acarreta piores condições económicas e de vida das populações. Verifica-se assim mais do que uma contradição, um antagonismo, entre estes dois conceitos – a melhoria desta “economia” e a melhoria das condições de vida dos cidadãos. São portanto dois objectivos mais do que contraditórios, dois objectivos antagónicos.

    ResponderEliminar
  3. É favor corrigir: na frase "jamais haverá uma sociedade boa, sem pessoas boas", retire-se a vírgula.

    ResponderEliminar
  4. E agora, uma para partir o coco a rir21 de junho de 2011 às 15:51

    O ex-ministro das , , disse hoje à agência Lusa que abandona as funções no Executivo e regressa à universidade satisfeito com o trabalho que desempenhou no anterior Governo.

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...