segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cem anos e três meses depois

Candidatos despreparados, uma campanha "suja" e sem discutir nada de importante, uma abstenção recorde, um clima já anunciado de guerra entre o chefe de Estado reeleito e o Governo, ajustes de contas prometidos. Tudo isto num país falido e sem futuro. Cem anos e três meses depois do nascimento da república portuguesa, não poderia haver melhor demonstração da sua ineficácia do que estas eleições presidenciais. Mas lá prosseguimos, incapazes de mudar de vida, rumando firmemente para dias piores, à espera da próxima "escolha" para Belém.

6 comentários:

  1. E já se perguntou porque é que mesmo assim eles estão muito melhor do que nós?

    ResponderEliminar
  2. Não sei, não. Já se diz que falta pouco para eles serem a peça do dominó que se segue a Portugal/Espanha...

    ResponderEliminar
  3. Espero ansiosamente pela reflexão de Manuel Alegre. Merece um tempo de descanso e de reflexão mas na "pré-campanha" e na "campanha" apresentou-se como "republicano e defensor de muita coisa".
    Pelos vistos, a maioria das pessoas que puderam votar, não ficaram agarradas à velha República e não se identificam com os principios de Alegre.
    Vamos aguardar pela sua reflexão, pela reflexão do socialismo socrático e do Governo.
    Muita coisa tem de mudar e ter particular atenção ao "Partido Abstenção" e os mais novos.

    ResponderEliminar

  4. O candidato vencedor reúne todas esses atributos republicanos, aqui eloquentemente elencados.
    Portugal tem futuro...

    ResponderEliminar
  5. Os casos português e belga levam-me a perguntar se realmente os governos são precisos. Talvez pudéssemos viver sem eles... E se isto que vimos nestas eleições é que é a República, venha de lá outro regime.

     

    ResponderEliminar

O jornalismo que mente

João Miguel Tavares fez uma crónica recente sobre a dificuldade do debate público sério, usando apenas políticos para demonstrar como se dis...