segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os limites duma quimera extremista

 



 


 


Os 830.000 votos resultantes da coligação de Alegre


significam o tecto máximo a que nossa esquerda radical pode ambicionar,


traduz a fuga do eleitorado moderado para o centro,


enxotado para Cavaco, Fernando Nobre ou simplesmente para a abstenção.


 


Se nestas eleições presidenciais há um claro derrotado, esse é o socialista Manuel Alegre, que reaparece cinco anos depois da sua romântica incursão, numa obtusa aliança de estrema-esquerda, obtendo menos trezentos mil votos. Se estas eleições presidenciais contêm uma boa notícia é a dos limites dessa linguagem, desatradamente acalentada por um PS na iminência de ser oposição: não colhe. Uma coisa é praticar esse extremismo experimental em meios recatados como blogues de arrastão, jugulares ou corporativos; outra é exibi-lo como bandeira eleitoral. Assim, parece-me que esta alegre hecatombe é fruto duma fuga do eleitorado moderado para o centro, enxotado para Cavaco, Fernando Nobre e para a abstenção. Os 830.000 votos resultantes desta coligação não são mais do que o tecto máximo da nossa esquerda radical. Daí que se compreenda que Louçã exulte de satisfação, e que isso até seja uma boa notícia.

1 comentário:

  1. Ele ainda é um rapaz novo e daqui a 5 ou 10 anos voltará para a desforra.

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