sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Estagnados no progresso

Há uma imensidade de séculos que os homens julgam ter atingido os píncaros do progresso e da modernidade. Ontem, como hoje, como daqui a quinhentos anos, será um risco colocar um engenho nuclear nas mãos de dum individuo... se ele não for bom.


 

4 comentários:

  1. Se ele for bom não precisa da arma nuclear para seja o que for.

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  2. João Távora:

    ???

    Conhece algum indivíduo que seja bom
    ao ponto de se lhe "colocar uma arma nuclear nas mãos".
    Eu, por mim, digo: Bastará que alguém a queira nas mãos, para deixar, "ipso facto", de poder ser considerado "bom", no sentido moral que eu julgo ter percebido das suas palavras!

    Recordo-me, João Távora, quem foi que usou essa arma nas únicas duas vezes em que ela foi lançada sobre populações. Depois de me recordar isso, poderemos então discutir o assunto no exacto âmbito a que se refere o seu "post". É que, quando existem factos, deve ser por aí que se deve começar qualquer julgamento. As intenções servem, quando muito, para agravar ou atenuar o peso da sentença.

    Cumprimentos.

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  3. lamentavelmente não consegui expressar o meu pensamento. O equivoco que eu quis salientar é o da inexistência da humanidade com como um corpo com capacidade de evolução ou aprendizagem: há apenas (?) indivíduos que, com os seus traços e circunstancias podem evoluir para o mal ou para a santidade. Ou seja: a suposta "entidade" humana está basicamente na mesma. Resta ao individuo o esforço de melhorar.

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  4. Pois é, João Távora, mas eu disse exactamente aquilo que pretendia dizer.

    Isto resulta do esforço que há muito faço para me afastar do politicamente correcto e do discurso dominante. Porque o discurso dominante, é só isso, dominante. Não passa de uma forma insidiosa de veicular um totalitarismo intelectual de raiz oportunista.
    Hoje, dou por mim a raciocinar de um modo mais livre e evitando ter o espírito formatado. Para mim, é bom porque é bom e não porque é azul ou amarelo.
    Este é o ensinamento que se colhe, por exemplo, da parábola do bom samaritano...

    Apesar disso eu não sou tão pessimista no que respeita à evolução do homem.
    O homem é ele próprio e as suas circunstâncias. Não se pode ter, ao mesmo tempo, o sol na eira e a chuva no nabal. Não podemos querer uma sociedade ultra competitiva e gananciosa, em que vale tudo para nos elevarmos e, depois, lamentarmos a perda de valores, da ética e da moral. Esse é o embuste do mundo de hoje. Embuste, sim, porque nem sequer merece que se fale de utopia.

    Cumprimentos.

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