domingo, 9 de julho de 2006

Tributo ao Vasco

O Vasco Rosa anda por aí, regressado do Brasil, e numa sua recente visita, muito emocionante e esperada, ofereceu-me o seu último trabalho, dois volumes de inéditos de Raul Brandão (Lume sob Cinzas e Paisagem com Figuras) editados em Portugal pela Âmbar e que tanta companhia me fizeram no comboio nos últimos dias.
Vasco Rosa há muitos anos que faz o favor de ser meu amigo. É editor, designer e produtor gráfico. Há quase 30 anos, na Rua de Santo Amaro, além da música brasileira (e da mística do seu Brasil), o Vasco desvendava-me os segredos das "suas" artes gráficas: numa página, à transparência, cada linha e cada caractere coincidia ao milímetro sobreposto com os seus antípodas da página de trás. E se o rapaz trabalhava!
Sempre que penso no Vasco e ele não esteja a namorar ou a vasculhar uma biblioteca, imagino-o silencioso atrás dos seus eternos óculos, à frente do computador, a trabalhar, a trabalhar, cheio de papel, livros e... os seus sonhos tropicais – Ai as miúdas!
Além de tanto trabalho anónimo para o jornalismo e edição portuguesa em geral, Vasco Rosa organizou antologias de Alexandre O’ Neill, José Cardoso Pires, Maria Filomena Mónica, Miguel Esteves Cardoso, Leonardo Ferraz de Carvalho, Vítor Cunha Rego, José Cutileiro e Rui Henriques Coimbra, entre outros. Sempre nos meandros da cultura portuguesa, Vasco Rosa é, a meu ver, um “carregador de pianos” da cultura dos nossos dias. "Rato de biblioteca" e arqueólogo literário, foi muita a literatura e a edição contemporânea que organizou e ajudou a dar ao prelo, juntando o “cimento, a água e a areia” com que se ergue uma qualquer obra sólida. E também sei quantas vezes "veste o fraque" e faz cobranças difíceis! Tão ingratamente difíceis, pois bem sabemos que os projectos, a investigação e o trabalho pela cultura é muitas vezes sacado a ferros aos nossos Mecenas distraídos...
Há alguns anos tive o gozo de “patrocinar” a sua Fotobiografia de Beatriz Costa – Avenida da Liberdade para a Mediatexto e para o Tivoli Lisboa. Foram tempos de entusiasmo e fascinantes descobertas que o Vasco me ia revelando sobre essa rapariga que já é das nossas vidas e pela qual nos apaixonámos os dois (desculpa lá o mau jeito!).
Agora o Vasco publica a sua recolha de textos inéditos de Raul Brandão, monárquico, militar, jornalista e intelectual (1867–1930). Recolhidos de revistas efémeras, jornais da época (…) e outros impressos amarelecidos e frágeis, em dois volumes.
Sei que o Vasco Rosa colabora actualmente com o Pe. Peter Stilwell na edição da Obra Completa de Ruy Cinatti. E diz-se que o seu regresso a Portugal será definitivo, e que é bem capaz de voltar a Campo D’ Ourique, de onde aliás já faz parte, tanto quanto o Jardim da Parada. Sê bem-vindo a casa, grande Vasco!

No fotografia, a "arqueologia fotográfica" desvenda-nos o Vasco Rosa (à esquerda) e eu em 1980, antes de uma noitada algures num restaurante da Baixa.

21 comentários:

  1. Depois do post do seu colega JV "Publicação de Factos Relevantes" (o título é um mimo...) http://corta-fitas.blogspot.com/2006/07/publicao-de-factos-relevantes.html
    (e os respectivos comentários que recebeu)

    vem agora o Sr. JT repetir a dose de "publicidade pessoal gratuita" que se dispensa.

    Ora pense lá um bocadinho, e esclareça-nos da relevância, ou interesse, desta sua "revelação".

    Saiba que propagandear "certas" amizades,
    "colando-se esforçadamente" à imagem pública
    ou talentos d´outrém,
    fazendo-se ainda valer "da prova" fotográfica,
    é considerado de muito baixo nível MESMO.

    E ainda teve o descaramento de (para disfarçar) qualificar o gesto de um "Tributo ao Vasco"!

    Não havia mais nada sobre que escrever,
    Sr. Pretencioso? Seria para nos impressionarmos, e dizermos "UAU"...?!?

    Get a life (of your own)!

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  2. Lamento a sua animosidade relativamente ao João, que certamente desconhece ou julga conhecer erradamente. Ele não merece a sua atitude acintosa e covarde, atrás da cortina do anonimato. Não tem vergonha?
    Vasco Rosa

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  3. Com amizade agradeço ter-me feito conhecer mais este Vasco.

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  4. "(JT) que certamente desconhece ou julga conhecer erradamente."

    E alguma coisa do que escrevi é dependente de conhecer, ou não, o Sr. JT ??!?

    UMA VEZ MAIS (no Corta-Fitas)
    foi a "publicidade pessoal gratuita"
    (irrelevante e sem interesse),
    que se comentou e se dispensa Sr. "Vasco Rosa".

    Nothing personal.

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  5. Viciados!

    A beber (aquilo parece uma botelha de Gatão, não) e a fumar, depravados!!!

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  6. Viciados!

    A beber (aquilo parece uma botelha de Gatão, não)) e a fumar, depravados!!!

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  7. quem também está c'os copos sou eu10 de julho de 2006 às 16:15

    Viciados!

    A beber (aquilo parece uma botelha de Gatão, não?) e a fumar, depravados!!!

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  8. Ó Távora, se bem percebo pela foto vocês estavam a beber um vinho verde muito rascoso. Não se arranjava melhor, homem?

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  9. Helas... Sinais do tempo!

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  10. Naquele jantar eu deixei-me beber bem por aquelas duas gargantas sequiosas. Ai que saudades, ai, ai!

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  11. Também com posts de "publicidade pessoal gratuita (irrelevante e sem interesse)" o Corta Fitas está a atingir uma média de 400 visitas diárias; coisa que deve fazer corroer o estômago a alguns covardes anónimos que infelizmente pululam na blogosfera.
    Vou continuar a escrever com gosto, com os meus tiques e toque, sobre as minhas impressões, os meus gostos, e paixões.
    E sempre que puder vou escrever despudoradamente sobre os meus amigos e heróis.
    Com um enorme gozo!

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  12. Caro/a Anonymous das 6:07,

    "Deve ser"...
    "é que nem hajam dúvidas"...
    "cheínhos de inveja"...

    Que conveniente "arma d´arremesso",
    alviterar inveja a crítica terceira...

    Mas pronto, se fica mais satisfeito/a em acreditar no que aì escreveu, quem sou eu para lhe estragar a festa...(?)

    E que continue a ler, ou escrever, muitos posts como os mencionados, se os considera de interesse, ou de qualquer relevância.

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  13. João, só para actualizar a estatística: a média está em 463 visitas diárias. Abraço.

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  14. já cá faltava o "bombeiro de megafone"...

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  15. Já cá faltava o marreta de serviço!

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  16. "o" não.
    "a".
    instrua-se ;-)

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  17. Ah, minha senhora, queira desculpar-me.

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  18. Em Português: "a" marreta
    "o marreta" não existe.
    Instrua-se ;-)

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  19. O asno Anonymous armado em Marreta, não conhece o sentido da palavra “Marreta”, com origem nos bonecos que estão sempre a “asneirar” (vem de asno como é o seu caso) e a inquirir?

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  20. Lembro-me bem daqueles dois gajos. Beberam-me que se fartaram...

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  21. Não sejam muito duros com o «Anonymous» que se mandou ao João Távora e mais ao Vasco Rosa. Um tipo que escreve «pretencioso», há que agradecer-lhe permanecer anónimo.

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