segunda-feira, 10 de julho de 2006

O ópio do povo (38)

Acompanho com atenção os Mundiais de Futebol desde o de 1978, na Argentina, e nunca houve um tão mau e tão chato quanto este. Para nós, portugueses, foi bom. Não só alcançámos um lugar muito acima das expectativas como estivemos no jogo que, ainda por motivos pouco desportivos, ficará provavelmente como o mais marcante da prova: a batalha campal contra a Holanda. Depois de não sei quantos jogos "mata-mata" que terminaram com 1 a 0 ou foram a pênaltis, a final não poderia ser mais a condizer. Longa, maçadora, decidida em lances fortuitos, jogada a medo. Ainda bem que ganhou a Itália, mas foi penoso ver a equipa campeã arrastar-se em campo durante toda a segunda parte e prolongamento. Gostaria de ver a multidão de comentadores portugueses, incluindo os metidos a Valdano e a Montalbán (um escritor pouco mais do que medíocre que a cultura de esquerda se encarregou de elevar a génio), dizer claramente que no Mundial não houve uma vitória do "cinismo transalpino", mas sim uma demonstração de tudo aquilo que o futebol não deve ser. Entretanto, na minha rua, passam alguns carros a apitar, com bandeiras italianas. Fico satisfeito por eles. Sempre gostei de Itália. Se fossem franceses, ficaria mal-disposto. Além de nos roubarem nos pênaltis, são o povo mais antipático do mundo. Apesar de cozinharem muito bem.

7 comentários:

  1. Concordo consigo Duarte. Apesar da cozinha, da literatura, da pintura, da cultura… enfim, os gajos são uns chatos!

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  2. O PODER E A PREPOTÊNCIA
    Baptista Bastos



    APOSTILA 1 - A minha crónica da última semana suscitou mais de quarenta comentários de leitores, a esmagadora maioria deles enviada para o meu «mail». A todos agradeço, penhorado pela atenção e com a disponibilidade que manifestam em estabelecer, comigo, um diálogo (mesmo que por vezes áspero) sempre produtivo e esclarecedor. Pelo menos para mim. Uma jovem jornalista, cujo nome omito, por motivos claros e a seu pedido, escreveu: «O que se passa nas Redacções dos jornais é um quadro de humilhações e de vexames. Poucos nos defendem. E aqueles que nos defendiam, os mais velhos, foram, a pouco e pouco, afastados ou despedidos, através das famigeradas rescisões amigáveis de contrato. De resto, aos que protestam ou não lhes renovam o contrato ou colocam-nos em situações profissionais vergonhosas». Dominique Wolton, um dos maiores especialistas europeus em comunicação social de massas, designou os jornalistas de «heróis frágeis». Indefesos, a ameaça do desemprego e, pior do que isso, dos seus sonhos mais nobres e asseados, eles, amiúde, têm de claudicar, até porque a concentração os impede de tomar atitudes suicidas. Saem de um local e vão para onde? A aplicação das «sinergias» deu cabo do que ainda existia de resistência e de integridade moral. A censura institucional deixou de existir. Porém, há outra, há outras, há muitas mais outras. A própria escolha de articulistas obedece a um crivo muito apertado, pelo qual só passam os que não causam muitos embaraços e incómodos. No outro dia, um leitor perguntava: «Mas você não escreve livremente?» Esclareço: «Actualmente, dizer o que digo, nesta forma de dizer, veemente e sem ofensa, só é possível no «Jornal de Negócios» como o foi no «Diário Económico», dirigido por Sérgio de Figueiredo. Fui afastado de alguns jornais, sob os mais variados e ridículos pretextos. É só». E permitam-me, agora, neste registo pessoal, dar uma especial saudação aos meus camaradas deste diário.

    NOTA A TEMPO: Dirigida a S.V.T.: escreva sempre que entender. Tudo aquilo que me diz, por mais melindroso e pessoal que seja, obedece, sempre e sempre, ao sigilo que defendo. Não deixe que a humilhem! E, se precisar de um advogado, também se arranja. Serenidade. Força e futuro!

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  3. Acabou! Viva! Viva! Viva!

    De agora em diante, os media, que têm andado cheios de notícias sem qualquer valor informativo sobre o Mundial de Futebol, podem passar como dantes a andar cheios de notícias sem valor informativo mas sobre outros assuntos quaisquer.

    Viva! Viva!

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  4. É verdade, terminou. Agora já posso dar atenção ao estágio do Benfica.

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  5. E o Jardel vem para o Beira-Mar!!!

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  6. Devia ler mais o Montálban, vai ver que ia gostar.

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  7. Gabriel,
    no se hizo la miel para la boca del burro!!!!!!!!!!!!!!!!

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