A frase do título é de José Miguel Cardoso Pereira, a propósito de fogos e gestão da paisagem.
Helena Garrido, pergunta, no mesmo programa, por que razão o soberano não resolve o problema da gestão da paisagem.
É simples, a resposta é a que é dada por José Miguel Cardoso Pereira, o Estado tem mais ego que capacidade, achar que o Estado algum dia vai gerir paisagens de forma mais eficiente que as pessoas comuns, é uma ideia que, inquina mesmo os melhores que estudam o tema, como Tiago Oliveira, no mesmo programa.
Eu percebo o Tiago, que está empenhado em contrariar a ascendente preponderância da lógica de protecção civil na gestão do fogo, mas a alternativa não pretender que o Estado tem de fazer isto ou aquilo, seja do ponto de vista institucional, seja do ponto de vista da gestão directa.
A alternativa é mesmo aceitar que apenas as pessoas comuns são capazes de gerir paisagens, esperando do seu interesse o que pretendemos, e não da sua boa vontade.
A ordem espontânea, em princípio, resolve isso através da economia, o problema é que a actual economia não paga a gestão e o proprietário, racionalmente, deixa de gerir, ou gere de forma muito poupadinha, ou seja, não gere o suficiente.
Acreditar que isto se resolve com escala, organização administrativa eficiente, e mecanismos de financiamento complexos, para mim, parece-me o mesmo que acreditar em gambuzinos.
Ou se paga directamente a gestão aos proprietários, com mecanismos simples, para que façam a gestão que entenderem, ganhando dinheiro com isso, ou temos fogos sem controlo, esses sim, com escala.
Nao é opção
ResponderEliminarNão se paga directamente a gestão aos proprietários, e eles que façam a gestão que entenderem, ganhando dinheiro com isso,
?
Deixem o mercado funcionar, e os indivíduos actuarem sem amarras estatais