Por razões que me escapam, os ouvintes da rádio Observador, bem como os leitores do jornal (mas aqui podem simplesmente não ler), passam o tempo a ouvir grandes considerações do historiador Bruno Cardoso Reis sobre a guerra no Médio Oriente.
Não o conheço, não sei o que fez na vida, só hoje, quando comecei a escrever este post é que fiquei a saber que foi assessor de João Cravinho no ministério da defesa, mas quando aparece, já sei o que vai dizer: que Trump é um idiota e que tudo o que disser ou fizer é uma coisa estúpida que qualquer criança percebe que é completamente absurda, infantil e contraproducente.
Eu não sei o suficiente do assunto para saber se este artigo é totalmente rigoroso, mas ao menos tem dados e é consistente com o que consigo perceber do assunto: de cada vez que o Irão tem tomado uma iniciativa militar, o resultado é ficar ainda mais fragilizado, militar e economicamente falando.
Pelo contrário, Bruno Cardoso Reis não olha para a realidade do que está a ocorrer no médio oriente, ou melhor, não tenta olhar, porque realmente a situação é muito complexa e é difícil ter ideias claras sobre o que está a acontecer em cada momento, e prefere discorrer sobre as contradições, avanços e recuos, excessos retóricos de Trump, concluindo sempre que ele, Bruno Cardoso Reis, teria muito mais sucesso que Trump a lidar com o regime iraniano.
Nem os mais de 40 anos de regime e de diplomacia aplicada à contenção do regime, com os resultados conhecidos, o fazem ter dúvidas sobre a eficácia de uma diplomacia que não assente no uso da força que, aparentemente, parece ser a opção de Trump.
Aparentemente Trump segue a linha do pai do Raúl Solnado: quer queiras, quer não queiras, vais ser bombeiro voluntário.
Para isso usa uma retórica delirante, que não interessa nada, apoiada no uso real da força sempre que o Irão resolve testar a vontade militar americana, como vem fazendo desde o princípio (e fez nas últimas décadas, como parece meridianamente claro).
Se se pensar, com um mínimo de racionalidade, no custo para o Irão do abate de um helicóptero americano, sem qualquer consequência militar relevante para o Irão, não há como deixar de se estranhar como há gente que passa o tempo a dizer que o Irão está a fazer o que quer dos Estados Unidos e que Trump está tramado.
A minha perplexidade é simples de descrever: se a generalidade dos ouvintes da rádio já sabem o que vão ouvir de cada vez que aparece Bruno Cardoso Reis (que, no essencial, não se distingue do discurso dominante anti-Trump e Israel), qual é a utilidade de o ter sempre a dizer as mesmas coisas?
Infelizmente, na TSF de "direita", que é a Rádio Observador, esse BCR está longe de ser o único.
ResponderEliminarNenhuma utilidade. Por isso é que eu desligo a rádio sempre que ele começa a papaguear o costume. Gosto de ouvir a Ana Miguéis, o Vasco Rato e o João Marques de Almeida, nos assuntos que incluam o Trump porque me parecem racionais e sem indícios do famoso TDS. Mesmo que não gostem de Trump ou do que ele faz. Temos muita gente no mundo ocidental a torcer pelo Irão, o regime que aprisiona as mulheres e mata impiedosa mente os manifestantes, ainda que sejam apenas estudantes. Dá vontade de enviar essas sumidades para o Irão (ou para Gaza) para ver se se curam definitivamente os delírios.
ResponderEliminarAna Miguel dos Santos e não Ana Miguéis…
Eliminar"no custo para o Irão do abate de um helicóptero americano, sem qualquer consequência militar relevante para o Irão"
ResponderEliminarComo assim? várias bases Iranianas foram atacadas.
Ou pretendia escrever "para os EUA"
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BCR vive na bolha do jornalismo activista. Não tem um pensamento próprio.
O abate do helicóptero americano não teve qualquer consequência militar relevante para o Irão. A resposta americana a esse ataque, sim, essa teve consequências relevantes, cumulativas com as resposta anteriores a estas bravatas iranianas
EliminarA utilidade de BCR e de todos os BCR e já agora Monjardinos, que polulam pela Comunicação Social, é seguirem sempre pela main street.
ResponderEliminarNem mais á direita, nem mais á esquerda, seguem alinhadinhos aprumados e bem comportados.
Dizem o que se espera que digam e que basicamente, é o que dizem as pessoas decentes, bem comportadas e tementes a Deus.
Tudo isto para que o Mundo pareça normal, civilizado e ocidental e para que as pessoas saibam que as Instituições funcionam e o Povo está Sereno.
Sereno e Seguro
Ataques pessoais!...
ResponderEliminarEu não consideraria ataques pessoais o que diz Bruno Cardoso Reis, é uma obsessão que tem com Trump, mas não chega a ser ataque pessoal
EliminarErro crasso dos burros dos Americanos ( todos eles..) ao não seguir os pertinentes e sábios conselhos do inteligentíssimo e arguto reis ( além dos consehos e análises da caterva de outros reis que sobrelotam os esgotos televisivos...)...Teriam um país avançado , próspero e dinâmico..., tal qual o "torrãozinho de açúcar"...
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