terça-feira, 2 de junho de 2026

A prova do fogo

 Está aí, à porta, a balnear época dos incêndios. O Governo não se tem cansado de lhe fazer múltiplas alusões e, em passagem recente pela zona de Pedrógão Grande, pude constatar o que são hectares e hectares de pinheiros e eucaliptos tombados nas tempestades do inverno transacto. Agora - lenha, simplesmente lenha, o regalo dos serões natalícios ou o desespero para muito breve.

Mantendo a minha convicção de que a maioria dos incêndios tem uma origem criminosa - criteriosamente escolhida para os dias de calor intenso e vento favorável, não espero senão as televisões transbordando notícias de casas, aldeias, vilas, com as chamas à porta. Tal é o quadro a partir do qual as competentes autoridades devem estabelecer programas adequados de combate a essa chaga.

Acredito no ministro Luís Neves. Um homem de acção e serviço, um não-político, com provas dadas na Judiciária. E de voz firme. Oxalá isso seja uma garantia de eficácia.

O termo comparativo é o desatino dos anos anteriores. Mais o passa-culpas que se generalizou entre SIRESP, bombeiros, Protecção Civil, forças policiais, meios de comunicação, autarquias e tudo o mais que estiver a jeito.

Assim o Ministério da Administração Interna consiga disciplinar as hostes. E lograr a desejável coordenação entre elas. Estou em que o futuro do Governo (que pode sempre contar com as demolidoras oposições) dependerá em absoluto da prevenção e, sobretudo, do combate ao apocalipse que se adivinha. O País está pronto a arder; pois que os responsáveis e os intervenientes saibam enchê-lo de água e o apaguem nas suas labaredas. Será, enfim, a primeira proeza palpável do Governo. E o seu passaporte para um futuro estabilizado.

13 comentários:

  1. Sempre me pareceu, por demais evidente, que a quase totalidade dos fogos eram postos.

    Não fogueiras de campistas descuidados, pirómanos alucinados, ou a incrível patranha de tratores faíscantes, e coisas do género, mas gente no terreno, incendianto meticulosamente, porções de mato aqui e além.

    E de repente um cidadão nota abismado, que em poucos anos do nada saí uma moderna e sofisticada industria de combate a fogos florestais.

    E o fenómeno não é exclusivo nacional, acontecendo igualzinho pela Europa.

    E ninguém (sobretudo a Comunicaçao) diz nada ou põe questões ??

    E o silêncio da Comunicação Social não é esquisito??

    Sou eu que tô a ficar maluco ?






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  2. Também mantenho a minha convicção do interesse criminal da coisa, incluindo os coitadinhos e bêbados e a inacção judicial perante estes. Assim sendo, faz parte do menú, tão certo como sábado, na Tasca S. Pedro, cá num sítio perto, haver rojões.

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  3. Os habituais incêndios irão continuar todos os anos enquanto não houver o repovoamento do interior (cidades, vilas e aldeias) e isso, só será possível se houver condições para que as pessoas possam permanecer e prosperar por lá.

    É necessário, a implementação, rápida e em força, de reformas estruturais a começar, repito, a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos, seguindo-se outras reformas estruturais.

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    1. Resumindo

      Sempre haverá fogos enquanto for rentável apagá-los














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  4. Não há prova alguma que a maioria dos incêndios sejam fogo posto.

    "Acredito no ministro Luís Neves. Um homem de acção e serviço, um não-político, com provas dadas na Judiciária. E de voz firme. Oxalá isso seja uma garantia de eficácia."

    ???!!!!


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    1. Acredito que não se encontrem provas, tipo impressões digitais dos incendiários, e coisas assim.

      Mas incêndios que se iniciam as 04:00 da manhã ??

      Incêndios que ocorrem por regra onde há meios para os combater ??

      Sorry mas há qualquer coisa que não encaixa.





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    2. O incendio iniciou-se ás 4 da manhã ou foi detectado ás 4 da manhã? e qual a proporção dos fogos detectados de noite comparado com dia?

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    3. Um dos maiores problemas de Portugal - e já agora do Ocidente são os seus jornalistas-que não pedem, nem procuram informação. È tudo sensações... ou pior.
      Este tipo de comportamento depois estende-se á população.

      Não quer dizer que a informação do Estado seja totalmente fiável ou que esteja bem feita/completa , basta lembrar que desatenção nunca era causa de acidente...era excesso de velocidade ou alcool...mas é um inicio para entender.

      https://www.sgifr.gov.pt/estatisticas-incendios-rurais

      Clique em baixo no Dashboard, tem várias paginas.

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  5. A maior das reservas quanto ao "neves das percepções"...
    Mas oxalá me engane.

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  6. Quando não se entende nada, absolutamente nada, nem se quer entender, acerca do clima e floresta que temos e da dinâmica do fogo na floresta mediterrânica, que dela é parte inseparável, resta-nos a explicação de taberna: fogo posto e inconfessáveis conspirações da alta finança (ou de outra coisa qualquer).
    Neste Blog, existe extensa informação sobre esta matéria, um verdadeiro serviço público prestado por Henrique Pereira dos Santos. É uma pena que que seja ignorado todo este manancial de verdadeira informação, e se continue a debitar disparates que, na verdade, contribuem para que nada mude em Portugal nesta matéria.

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    1. R.Raposo

      Quem verdadeiramente entende da floresta mediterrânica que temos são os ovinos, caprinos e outros comedores de mato.
      Ora, só haverá pelo menos 1 ou 2 milhões de ovinos e caprinos a pastar se houver condições económicas para que as pessoas criem esses animais para produzir riqueza (carne, leite, queijos, enchidos, lã, estrume, etc.).
      Produzir este tipo de riqueza, torna-se mais simples, fácil e barato quando os custos de produção sejam menores e um desses custos de produção são os custos laborais e previdenciários, que na prática são verdadeiros impostos que bloqueiam a actividade produtiva, tanto que as pessoas não conseguem subsistir no interior migrando para as grandes cidades do litoral ou emigrando para França e Luxemburgo.
      Sem pessoas no interior, basta uma chuvinha para o mato crescer rapidamente e facilitar os posteriores incêndios.

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    2. Resumindo; não há fogo posto, logo devem ser só combustões espontâneas, raios e faíscas celestiais, se calhar marcianos clandestinos, o maluco do sítio (mas vamos excluir esse porque já foi apanhado e está referenciado) vinganças entre o pessoal da terra, etc.

      Ainda bem. Afinal não há nada de mal.

      Eu é que estava a ver coisas



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    3. Eu no lugar do R. Raposo, aproveitando até os conhecimentos do seu próprio habitat, ia para juiz condenar fenómenos naturais. É que esses atrasados mentais dos magistrados fartam-se de punir incendiários

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Um comunicado

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