sexta-feira, 19 de junho de 2026

A estagnação como sina


Os festejos das esquerdas e dos sindicalistas jurássicos (desculpem-me o pleonasmo) nas galerias do parlamento, celebrando a derrota da reforma laboral do governo em comunhão com o Chega, são o retrato da maldição deste país e da falência do regime. Ventura deve ter rapado os últimos votos aos comunistas em Setúbal e no Alentejo e, de facto, protagonizou uma vitória, como se a política fosse uma corrida de cavalos. Parabéns à prima: tratou-se de uma humilhação ao PSD — afinal, um bando de salafrários que quer ver o povo explorado pelos patrões e malignos empresários — que fica assim sem narrativa para o Congresso deste fim de semana. Rejubilem as esquerdas e os jornalistas (desculpem-me o pleonasmo), nas tintas para a teimosa pobreza deste país. Os jovens — e os menos jovens — com ambições e formação continuarão a desistir de Portugal, emigrando à procura de uma vida melhor; por cá, continuarão os pobres imigrantes a servir às mesas e a guiar tuk-tuks. 

Tenho imensa pena pelos meus filhos… mas temos aquilo que merecemos.

13 comentários:

  1. É pior que pobreza

    É a apagada e vil tristeza

    Tristeza de gente

    Pobre povo

    O que nos salva

    É que a Indústria da Política

    Vai de vento em poupa

    Em a seleção ganhando

    Vai ser Domingo outra vez




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  2. "pobreza deste país", como se a pobreza deste país se devesse a quem trabalha por conta de outrem. Comprova-se que essas pessoas após duas três horas de avião se posicionam entre os melhores.
    "Jovens a emigrar", que tal pagar melhores salários?
    Será que não tem a ver com o facto do salário minimo ter ser imposto? E ainda há pessoas a ganhar o salário minimo, que se não fosse imposto recebiam ainda menos. Depois claro o salário minimo quase absorve o salário médio, porque boa parte, não todos, de quem emprega só não paga menos porque não pode (legalmente, clato).
    Onde é a reforma laboral ia melhorar o cenário que temos?
    Olhemos para a Banca que aumentou os seus "colaboradores" em 2% quando a inflação em 2025 rondou 2,3% ou 2,4 %.conforme as fontes. Com os lucros fabulosos que a Banca teve, e ainda bem, será que aumentar mais 0,3% ou 0,4%, ou até 0,5% iria beslicar assim tanto esses lucros?
    Tem pena dos seus filhos,? Pois, eles que façam como os meus, já emigraram.

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    1. A Banca só faz o que o Governo deixa fazer.

      E o Governo deixa a Banca fazer Negócios com o Dinheiro dos Depositantes, ficar com o Lucro e o Depositante, cujo Dinheiro foi usado como Capital, não vê um chavo nem tem direito a nada.

      E não é só o Governo que não diz nada. O Presidente da República também não tem nada a Dizer.

      Os Ilustres Deputados da Nação também nada dizem, e a Comunicação Social que anda sempre á procura de de Notícias ignora esta e olha para o lado.

      Tenho para mim que se não é isso é Bruxedo



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  3. Bom dia, não consigo subscrever os alertas para novas publicações. Tentando na lateral ou obtenho a resposta que já sigo o blog ou a informação de um link de confirmação que me vai ser enviado. Só que esse link gera sempre uma mensagem de erro pedindo para tentar mais tarde. A ajuda remete para o Sapo que me informa que vai deixar de funcionar e algumas operacionalidades já não funcionam. O meu email é .
    Agradeço ajuda.

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  4. A aprovação desta "reforma laboral" não seria nenhuma reforma estrutural, apenas uma "cernelhada" intensamente suave.
    Reforma estrutural seria mesmo a liberalização dos despedimentos, ou seja, praticamente quase toda a legislação laboral cairia, ou seja, o código do trabalho desapareceria de circulação, cairia o Ministério do Trabalho, enterrando sindicatos, aliviando empresas, aliviando o sistema judicial relativo a casos laborais, aliviando os estudantes universitários que têm de estudar legislação laboral da treta, libertando advogados para outros casos, etc.
    Assim, pelo menos, a não aprovação desta "cernelhada" intensamente suave irá contribuir para o aumento intensamente suave da pressão financeira.
    Quando não há vontade/coragem política só nos resta o aumento da pressão financeira.


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    1. "liberalização dos despedimentos", e porque não trabalhar de borla. Acho piada a estas "ideias". O mundo empresarial diz que precisa de estabilidade para a sua atividade o que se compreende, mas os que para eles trabalham que se lixem e vivam cada dia sem saberem se no dia seguinte ainda tem trabalho para no fim do mês terem salário. Que raio de coisa é essa de alguém fazer planos na sua vida, constituir familia, comprar ou alugar casa, estudar, etc, isso é só para quem advoga a liberalização dos despedimentos.
      Assim também eu seria empresário.

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    2. Claro que serias empresário, tu e muitos mais, ou seja, com mais empresários, haveria mais criação de riqueza através de produtos e serviços, além da criação de postos de trabalho, além de gerar impostos e lucros para futuros reinvestimentos.
      Estás a ver como a lei actual dificulta a malta que quer ser empresário.
      Outra coisa, um bom empregado, ou seja, um empregado que gera lucro para as suas empresas e/ou patrões, por norma, não são despedidos, muito pelo contrário, são cada vez mais procurados, precisamente por isso.

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    3. Isso é conversa para adormecer.
      "um bom empregado, ou seja, um empregado que gera lucro para as suas empresas e/ou patrões, por norma, não são despedidos,", pois, por norma, um bom empregado que desempenha as suas funções de forma dedicada e competente, gera necessáriamente lucro se a empresa for bem gerida. Caso contrário apesar do empenho. a má gestão da empresa conduzirá ao seu despedimento. A não ser que trabalhe muito mais pelo valor de um horário normal.
      Por isso é que em Porugal se trabalha mais horas e se recebe menos que em outros países, com a inerente baixa produtividade.
      Por isso é que alguns, muitos, empregados tomam a decisão de emigrar, e dá-se o milagre no destino de se transformarem nos melhores empregados, bem pagos a trabalhar só durante o horário estabelecido.

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    4. Conversa para adormecer é aquela protagonizada pelos políticos para se evitar a implementação rápida e em força, de reformas estruturais.
      Assim sendo, só poderemos contar com o aumento da pressão financeira para o governo ir ajustando de modo intensamente suave à medida que aquela aumenta.
      Aumento da produtividade no país só mesmo com reformas estruturais.
      Correcto, se a gestão da empresa actuar mal, as coisas também podem ir ao buraco, por isso, precisamos de gajos como tu e muitos outros para serem empresários e não simples trabalhadores, pois se fores tu é mais uma garantia que as coisas tenderão a correr bem.


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  5. É claro que há alguns jovens que desistem de Portugal. Mas é falso que isso seja a norma. Muitos outros jovens, pelo contrário, apostam em Portugal.
    Ainda há poucos dias ouvi o caso da filha holandesa de um amigo meu português, que decidiu emigrar da Holanda para Portugal.
    Conheço uma pintora polaca que se instalou em Portugal há meia dúzia de anos.
    Montes de futebolistas estrangeiros apostam em Portugal. No setor feminino em particular, são aos montes as norte-americanas que optaram por vir jogar para Portugal.
    Num país aberto e livre como Portugal, é normalíssimo e altamente desejável que haja emigração e imigração pujantes.
    Só conservadores podem pensar o contrário.

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    1. Inteiramente de acordo.

      E quero acrescentar que um Jovem ir trabalhar (ou estudar ou as duas coisas) para o estrangeiro, não significa necessariamente, "desistir" do País.

      Nalguns casos pode ir Estudar algo não disponível aqui, noutros pode estar respondendo a uma oportunidade de trabalho fora do País, noutros casos poderá ser por conveniência familiar, etc.

      Estou aliás convencido, que na maioria dos casos não se trata de "desistências" do País.



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  6. Caro Senhor
    Julgo que tem perante si um país satisfeito, com o mercado de trabalho, mas não explorado pelo" grande capital - Banca, ...(?), com o retalho parlamentar onde o Sr Ventura ( tem partido ???, partidários deputados??)defende a imigração como forma de rejuvenescer a população, as contribuições para a reforma, e portanto antecipá-la uns anos neste país/paraíso da terceira idade. faz o mesmo que osocialista Francês Miterrand lá fez nos primeiros dois anos de governo, e que desde então passou ele e continuadores , Macron, claro, a tentar desfazer.
    O Sr. Ventura é apenas um socialista, mas um socialista de há 50 anos.

    Cumprimentos

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