sexta-feira, 19 de junho de 2026

A estagnação como sina


Os festejos das esquerdas e dos sindicalistas jurássicos (desculpem-me o pleonasmo) nas galerias do parlamento, celebrando a derrota da reforma laboral do governo em comunhão com o Chega, são o retrato da maldição deste país e da falência do regime. Ventura deve ter rapado os últimos votos aos comunistas em Setúbal e no Alentejo e, de facto, protagonizou uma vitória, como se a política fosse uma corrida de cavalos. Parabéns à prima: tratou-se de uma humilhação ao PSD — afinal, um bando de salafrários que quer ver o povo explorado pelos patrões e malignos empresários — que fica assim sem narrativa para o Congresso deste fim de semana. Rejubilem as esquerdas e os jornalistas (desculpem-me o pleonasmo), nas tintas para a teimosa pobreza deste país. Os jovens — e os menos jovens — com ambições e formação continuarão a desistir de Portugal, emigrando à procura de uma vida melhor; por cá, continuarão os pobres imigrantes a servir às mesas e a guiar tuk-tuks. 

Tenho imensa pena pelos meus filhos… mas temos aquilo que merecemos.

1 comentário:

  1. É pior que pobreza

    É a apagada e vil tristeza

    Tristeza de gente

    Pobre povo

    O que nos salva

    É que a Indústria da Política

    Vai de vento em poupa

    Em a seleção ganhando

    Vai ser Domingo outra vez




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