Estou cada vez mais irritado (e é difícil ficar ainda mais irritado, partindo do ponto em que estou) com a falta de qualidade e a estupidez do jornalismo.
O nível de intriga, bem evidente na cobertura mediática das declarações de Passos Coelho que pretende explicar-me o que eu devo entender do que se passou, é estratosférico e activamente promovido, por exemplo, na secção de política do Observador (antes fossem os únicos).
A indigência intelectual de uma manchete do Público dizendo que o Estado vendeu imóveis abaixo do preço de mercado, baseando-se na comparação do preço por metro quadrado do resultado de um leilão de edifícios a necessitar de investimento para serem postos no mercado e o preço mediano a que são feitas vendas depois de todos os investimentos, ultrapassa tudo o que é admissível.
Hoje é o Público com a grande manchete do seu destaque a dizer que, três meses depois, Trump ainda não resolveu o problema que criou no Irão.
Fui tentar perceber qual era o problema e, tanto quanto percebi, é o fecho do estreito de Ormuz, que o Público (antes fossem os únicos) acha que é um problema criado por Trump.
Estranhamente, não acha que o bloqueio naval dos Estados Unidos ao Irão seja um problema criado pelo Irão, é também um problema criado por Trump, se bem percebo.
O Médio Oriente estava imerso num clima de paz e prosperidade próximo do paraíso, vai daí, Estados Unidos e Israel, para conseguir uns negócios imobiliários, resolveram bombardear o Irão e, com isso, entregar o poder, no Irão, aos generais, que antes não tinham poder nenhum.
Os generais iranianos aproveitaram a oportunidade para fechar o estreito de Ormuz, para liquidar o Grande e o Pequeno Satã, como vinham prometendo há muito tempo, mas toda a gente sabe que era só a reinar, não era para levar a sério.
Ou seja, Trump criou o problema do fecho de Ormuz (que, como se pode ver aqui, tem barcos a passar todos os dias, embora numa pequena percentagem do tráfego normal, até porque barcos com destino ou proveniência do Irão não passam), e não o Irão, como resposta ao ataque de que foi alvo, o que deu origem à resposta americana de bloqueio naval ao Irão.
De resto, a recente escaramuça entre os EUA e o Irão, em que os Estados Unidos fizeram questão de explicar militarmente ao Irão que não têm liberdade de actuação no estreito, a que o Irão respondeu com retórica, mas não militarmente, diz bem do que é a relação de forças actual (amanhã não sabemos) no estreito de Ormuz.
Pretender que o problema no Irão é o que Trump faz em vez de aceitar que o fecho do estreito de Ormuz é uma opção iraniana, é de uma infantilidade que nem num jornal escolar deveria ser admissível, quando mais num jornal que se pretende sério.
Não é um infantilidade, o Publico assim como a maior parte dos jornalistas em Portugal e já agora no Ocidente estão do lado do Irão. Note como a narrativa do "Direito Internacional" que gostam muito de usar não a aplicam ao Irão que ataca navios mercantes neutrais desde há mais de 1 ano, atacou países que não os atacaram ou ameaçaram, quer fechar estreito com águas internacionais de todos.
ResponderEliminarNo que me toca, deixei de ligar a Comunicação Social, que se tornou uma mistificação a tempo inteiro.
ResponderEliminarAdmira-me é que alguém se admire.
Trump criou o problema do fecho de Ormuz, e não o Irão, como resposta ao ataque de que foi alvo
ResponderEliminarQuem criou diretamente o problema foi (e é) evidentemente o Irão, como resposta ao ataque de que foi alvo.
A questão é que essa resposta era previsível, expetável, pelo que, indiretamente, quem criou o problema foi quem atacou, ou seja, Israel e os EUA.
O Público tem razão: Trump tinha a obrigação de saber prever as consequências do seu ataque e, portanto, de evitar atacar. Ao atacar, ajudou objetivamente à criação do problema.
Quem criou o problema foi a República Islâmica ao atacar a embaixada dos Estados Unidos, fazendo reféns cidadãos americanos, o que sabia que iria provocar uma reacção americana, e por aí fora até ao fecho do estreito de Ormuz
Eliminara República Islâmica ao atacar a embaixada dos Estados Unidos
EliminarIsso foi há 47 anos atrás!!! Trata-se de águas mais que passadas.
Esqueceste-te de ler o comentário até ao fim "e por aí fora até ao fecho do estreito de Ormuz"
EliminarÈ por conveniência que se esqueceu que o regime dos Ayatollah quer destruir Israel?
EliminarPS: como o Regime que se diz do Irão não deixa os Iranianos expressar opinião que não seja coincidente não devemos usar a palavra Irão. Regime dos Ayatollah's.
Esclareça então porque é o Irão bloqueou o estreito de Ormuz? O Irão e o seu regime existe há decadas, o estreito de Ormuz existe há séculos.
ResponderEliminarPorquê o bloqueio só agora? Será que aconteceu alguma coisa?
Está escrito no post, porque achou que era uma resposta adequada ao ataque de que foi alvo.
EliminarE antes do ataque não havia ataque, por que razão o Irão foi atacado, será que aconteceu alguma coisa?
Um dia o publico irá explicar como é bom viver da caridade de um grupo económico, e, mesmo assim, manter a liberdade de debitar um montão de lixo... :)
ResponderEliminarNão tem a ver com o Público e sim com o sentido de humor do Grupo que o sustenta
EliminarMilionários com complexos de culpa de o serem dá nisto. Os EUA estão cheios de histórias destas.- especialmente os herdeiros, ou mesmo o empresário quando chega aos 60, por vezes influenciado pela prole e á procura de legitimidade e reconhecimento social.
Eliminarhttps://novocatecismocatolico.blogspot.com/
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