Por acaso, vi a avaliação dos jornalistas do Observador antes de um debate para as europeias.
O debate era entre Catarina Martins, Francisco Paupério, Fidalgo Marques e Tânger Correia.
A avaliação dos jornalistas do Observador falava de uma profissional contra três amadores e pode ser resumida por esta frase que o autor, com certeza, considera um achado espirituoso: "exige-se uma comissão de inquérito para perceber como e com que objetivo André Ventura escolheu António Tânger Corrêa. Deve haver uma conspiração qualquer em curso".
Depois vi o debate propriamente dito (saltando partes, evidentemente) e fiquei a saber que para os jornalistas do Observador (e, neste ponto, acho que não corro grandes riscos se generalizar para o conjunto das redacções) ter uma picareta falante a negar que existam problemas de segurança relacionadas com a migração e tráfico de pessoas, contrapondo que o grande problema de segurança na Europa é a extrema-direita, é estar muitos furos acima de dizer que os desgraçados dos migrantes que enchem a envolvente da igreja dos Anjos de tendas estão ali em piores condições que as pessoas que vivem nos campos de refugiados da Jordânia.
Suponho que estes jornalistas acham que as pessoas comuns são incapazes de descodificar a realidade e de avaliar o grau de adesão dos discursos políticos à realidade (exemplo, o problema da guerra da Ucrânia não é a Rússia ter uma política expansionista que a levou a invadir um país vizinho, é a União Europeia ser eurocínica e não querer trabalhar para a paz porque está ao serviço dos interesses ligados à produção de armamento, diz a picareta falante, com os jornalistas a considerarem um desempenho de campanha profissional e seguro).
Por puro acaso, fizeram-me chegar um texto sobre as valas comuns associadas às escolas cristãs do Canadá que receberam filhos das comunidades indígenas, um assunto que em 2021 levantou tanta confusão que até o papa Francisco fez uma visita penitencial ao Canadá em 2022.
Qual era a questão? Era tudo falso, um investigador resolveu divulgar dados preliminares de um estudo com radar de profundidade, tomaram-se como bons esses resultados e indicadores de procedimentos horrorosos generalizados que foram escondidos durante mais de cem anos, mas os resultados das investigações posteriores, que demonstravam não haver qualquer base factual para o bruaaá entretanto levantado, pura e simplesmente são ignorados pela imprensa de referência.
O editorial do Público de hoje, de uma cobardia inaudita, mostra bem o estado da imprensa, ao tentar explicar como um jornal de referência como o Público anda há vários dias a alimentar uma história mal contada sobre uma criança nepalesa brutalmente agredida pelos colegas, numa escola primária.
O Público tinha uma maneira digna de se ter apresentado como Egaz Moniz, com um baraço ao pescoço: "a notícia era muito sumarenta, a Renascença estava a noticiar e como a Lusa fez uma peça qualquer, resolvemos ampliar o boato sem verificar um chavelho dos factos, pedimos desculpa pelo facto de continuarmos a confiar na Lusa, apesar de todos os dias lermos coisas deles que não são bem assim (ainda hoje, por exemplo, todos nós, jornalistas, repetimos sem problemas a história de que Passos Coelho previu a vinda do Diabo, sem que haja uma única confirmação de que realmente as coisas se passaram como fontes anónimas contaram que se tinham passado, está-nos na massa do sangue esta queda para o boato que não precisa de confirmação, quando achamos que se não aconteceu, podia ter acontecido)".
Mas não, o director do Público preferiu justificar o injustificável, descrevendo o diz que disse em que se baseou o Público para contar histórias da carochinha como se fossem descrições da realidade, como é habitual fazer.
Depois queixam-se de que as pessoas não compram jornais.
Caramba! Já haverá meios de verificação de factos acessíveis ao cidadão comum?
ResponderEliminaro MONSTRO administrativo de 750 mil de um estado corporativo sem representatividade está de fim de semana prolongado. gostava de saber quantos estão sindicalizados (profs, forças de segurança, oficiais de justiça, ..) e quantos os sindicatos que vivem do dinheiro dos contribuintes (tudo já! enquanto há).
ResponderEliminara douta CS apoia o corporativismo 'abrileiro' vigente e esquece completamente quem sustenta o MONSTRO que nos devora.
a AMa entornou o leite
a Santa Casa está na falência.
etc. ...
ResponderEliminara envolvente da igreja de Arroios
Dos Anjos, não de Arroios.
ResponderEliminarnegar que existam problemas de segurança relacionadas com a migração e tráfico de pessoas
A mim parece-me que esses problemas de segurança são muito similares à criança nepalesa espancada e às valas comuns canadianas: fala-se muito deles, mas ninguém os consegue propriamente descobrir.
ResponderEliminarA maior parte dos jornalistas não foi para a profissão para fazer jornalismo. Foi para fazer politica.
Jornalistas=Activistas
O Público andou mal, mas é um jornal a concorrer pelos "clicks" na Internet e desde o Egas Moniz, não há muitos portugueses que tenham pedido desculpa. Mais grave, pareceu-me, o conjunto de pessoas que, sem estarem no mercado dos "clicks", se apressaram a comentar o caso, como o Governo, a começar pela Ministra da Administração Interna, o Presidente da Câmara de Lisboa, e, no Observador, um ex-candidato ao Tribunal Constitucional, que até falou de penas e medidas de segurança, sendo o boato omisso sobre a idade dos putativos agressores. Concluo que, se a esquerda vive permanentemente indignada, a (alegada) direita vive permanentemente apavorada (do que possam pensar dela). E que ambos trabalham para que o Chega cresça.
ResponderEliminarVossa senhoria alargaria muito os seus horizontes se antes de fazer qualquer comentário se informasse minimamente sobre o assunto que quer comentar.
ResponderEliminarPor exemplo, neste caso, poderia ir ler a estratégia europeia de segurança e ver quantas vezes lá aparecem referências às migrações:
eugs_review_web_0.pdf (europa.eu)
O PS (e toda a esquerda) governaram o país em 25 dos últimos 30 anos.
ResponderEliminarO estado em que está a maioria da comunicação social, jornalística e a comentadeira reflete isso mesmo.
Ainda ontem li no X as senhoras Estrela Serrano e Inês Pedrosa acusarem de mal educada a ministra do trabalho, por comparação com a senhora Ana Jorge, um exemplo de educação e serenidade, e até de verdade.
Temo que tenhamos de esperar uma geração para mudar este estado de coisas.
A forma , incipiente e nada sofisticada, reconheço, de repudiar minimamente o esfregão da Sonae ( além de não o comprar...), é não lhe frequentar as mercearias...
ResponderEliminarJuromenha
Não acompanhei o caso da alegada agressão à criança, nem vou comprar o jornal hoje (por princípio, evito comprar o Público) para ler a explicação do director. Espero, a bem da (já pouca) confiança no jornalismo, que esta história não se venha a revelar uma repetição do caso "ouçam Artur Baptista da Silva" . Infelizmente, não estou muito optimista: grande parte do nosso jornalismo parece mais interessado em transmitir narrativas do que notícias.
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ResponderEliminarHá problemas, estão documentados. Porque com migrações vêm grupos organizados (chamem-lhe máfias se quiserem) que ou trabalham no tráfico de pessoas, ou operam dentro dessas comunicadades. Que muitas vezes trazem outros "tipos" de crime exógenos ao país.
E sim, há a questão cultural, que já se discute nos países racistas do Norte da Europa, em que certas "comunidades" não têm o mesmo comportamento perante mulheres, por exemplo, do que os "nativos".
Em qualquer processo de migração, aculturação, importam-se virtudes, mas também se importam vícios
ResponderEliminarHouve uma denúncia. Cabe saber se essa foi real.,.. ou não.
Estranho é que, e já li, quem publicitou o caso agora exija que a privacidade da família seja respeitada.
As próprias leis entretanto criadas também fomentam o crescimento do Chega. Por exemplo:
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ResponderEliminarO caso
ResponderEliminarÉ precisamente aquilo que eu disse: fala-se muito dos problemas de insegurança causados pelos imigrantes. Pelos vistos, de acordo com o HPS, até na Estratégia Europeia de Segurança se fala deles. Porém, ver concretamente onde estão esses problemas é que é muito mais difícil. Tão difícil como descobrir a escola na qual bateram no menino nepalês.
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ResponderEliminarO Publico não anda a correr genéricamente pelos clicks da internet, anda a correr pelos clicks da classe politico-social-(inclua aqui as novas classes criadas pelo neo-marxismo) a que pertencem os seus jornalistas.
ResponderEliminarA função do Publico é reforçar para os leitores a credibilidade das ideias politicas dos seus jornalistas. Se a informação vem com o embrulho que os jornalistas querem transmitir aos leitores então tende a não ser confirmada porque o progressismo logo anti liberalismo dos seus jornalistas não concebe sequer que esteja errada.
ResponderEliminarcom migrações vêm grupos organizados (chamem-lhe máfias se quiserem)
Sim. Isso é verdade. A mafia foi para os EUA através da migração de italianos para lá. Mafias de leste (albanesa, por exemplo) vieram para a Europa Ocidental através de migrantes.
Mas será esse um problema terrivelmente grave? Fora do seu país natal, essas mafias nunca se mostraram muito poderosas. Acabam por se extinguir, ou manter um nível não muito forte.
há a questão cultural, [...] certas "comunidades" não têm o mesmo comportamento perante mulheres, por exemplo, do que os "nativos"
Estamos a falar de problemas de segurança e criminalidade, não de questões culturais. E todas as estatísticas existentes indicam que a criminalidade perpetrada por imigrantes é menor do que a perpetrada por nativos. Em particular, a criminalidade violenta (assassínios, violações, etc) é claramente menor (mesmo com mafias e tudo). A criminalidade mais frequente da parte de imigrantes são os furtos e roubos - criminalidade não violenta e de perigo relativamente menor.
Tenho poucas dúvidas de que agressões a mulheres, desde apalpões até violações, sejam muito mais frequentemente perpetradas por homens nativos do que por homens imigrantes.
Em vez de conversa fiada, seria melhor estudar os dados. Saiu recentemente em português um livro de Hein de Haas que desmonta (mediante estudos científicos efetuados, não através de paleio de políticos) uma quantidade de mitos sobre as migrações, em particular o mito de que a imigração faz aumentar a criminalidade.
Sem ler o documento é mesmo muito difícil, lendo o documento, está lá tudo explicadinho
ResponderEliminarEstamos de acordo, se vossa senhoria se quiser deixar de conversa fiada e contestar o que está escrito no post "
ResponderEliminarQuando todos os países publicarem dados sobre etnicidade de autores de crimes (há países europeus que não o fazem) os dados podem verificados.
ResponderEliminarAs máfias nunca se mostraram muito poderosas... claro, basta ver quem domina o tráfico de drogas na Alemanha ou Países Baixos. É um crime pouco violento, com zero violência (tipo tiroteios) associada.
Uma geração para mudar e se não for para pior(pois para mal já basta assim).
ResponderEliminarSugiro o post que vou linkar
ResponderEliminarhttps://luisaopina.blogs.sapo.pt/136-as-reparacoes-71026
menor
ResponderEliminarEntão se foi uma denúncia sem corroboração nem verificação no mínimo dos mínimos escrevem alegado. Mas os TV e jornais e os seus jornalistas não estão cá para fazer jornalismo. Estão cá para fazer politica.
ResponderEliminarO semanário Sol desta semana tem um artigo que coloca em causa a narrativa entretanto espalhada nos média em geral.
ResponderEliminarEm relação ao Canadá, dezenas de igrejas foram incendiadas, sem que até hoje tenha havido um pedido desculpas ou um mea culpa. Porque será?
ResponderEliminarTenho algumas dúvidas e por isso talvez discorde de si neste ponto:
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ResponderEliminarAo que parece a instituição delatora retrata-se do termo usado e de ter dito qual a nacionalidade da vítima.
ResponderEliminarA CS, que normalmente não divulga etnias de agressores (presumo que para não dar azo a generalizações), não teve problema em fazê-lo para o agredido (sendo que o efeito foi exactamente esse).
O que vale é que o caso, embora seja manchete, não tem muitos contornos definidos. Tudo em tempos verbais condicionais. Mais curioso é que sao poucos os que ainda não tenham opinião formada sobre o mesmo.
Investigue-se, como dizia o outro.
Nas redes sociais há diversidade, podes tentar perceber o que é mais credível. Nos jornais "de referência" os jornalistas são quase todos de esquerda ou extrema esquerda.
ResponderEliminarPor exemplo usam a palavra activista para lavar a violência e assédio do extremismo de esquerda em clara táctica de guerra psicológica.
ResponderEliminarEsta notícia já não tem "activistas" passou a vandalismo . Porque será?
https://observador.pt/2024/05/20/fachada-do-edificio-do-observador-foi-vandalizada-ja-foi-apresentada-queixa-a-psp/