A AD, Montenegro e Miranda Sarmento andam há semanas a dizer que este ano iria haver uma descida do IRS de cerca de 1500 milhões de euros em relação a 2023.
O PS respondeu a isto inscrevendo uma descida de impostos mais ou menos da mesma ordem de grandeza no orçamento para 2024 e a Iniciativa Liberal anda há meses a dizer que é pouco (incluindo estar pelo menos desde a campanha eleitoral a dizer que a proposta da AD é um mero retoque de cerca de 200 milhões de euros e explicitamente perguntando a Miranda Sarmento, por Bernardo Blanco no parlamento, esta semana, se confirmava estas contas da IL, pergunta a que Miranda Sarmento não respondeu).
Por razões que a razão desconhece, o Expresso resolveu fazer a sua manchete desta semana com uma interpretação abusiva do que objectivamente vinha sendo dito pela AD (e realçado pela IL).
Verificando-se a asneira da manchete do Expresso, o que faz o director do Expresso, num raro texto do jornal aberto a todos?
Pois bem, o mesmo jornal que esteve anos a aturar as chiquelinas dos governos de Costa, que sistematicamente anunciava grandes coisa que, afinal, nos pormenores, eram outra bem diferente, em vez de assumir integralmente a sua incompetência no escrutínio dos governos, todos os governos, culpa Montenegro pelo facto do Expresso não verificar as afirmações dos políticos: "Afinal o Expresso errou. Pior. O Expresso publicou uma notícia falsa. Pelo facto pedimos desculpa aos nossos leitores. A publicação desta notícia seguiu as regras e procedimentos que exigimos antes da publicação de uma notícia. Não contávamos era com o facto de o primeiro ministro ter, no Parlamento, ludibriado os portugueses".
Em lado nenhum o Expresso consegue encontrar alguma afirmação de Montenegro que permita a interpretação que o Expresso fez.
Mesmo o que mais se aproxima do que poderia ser a interpretação do Expresso (o jornalismo não existe para fazer interpretações, existe para verificar factos) e que o director do Expresso cita, é uma manipulação do Expresso: os valores que Rui Rocha refere dizem respeito apenas aos 200 milhões, a resposta, evidentemente ambígua de Montenegro, diz respeito aos 1500 milhões, como facilmente comprova quem queira ir ao canal parlamento verificar o que de facto foi dito, como eu fiz.
"Confessando a sua “desilusão” com o programa de Governo, em particular sobre a dimensão da descida do IRS, Rui Rocha (líder da Iniciativa Liberal), afirmou que “o alívio do IRS em nenhum caso representa um alívio superior a 10 euros. Fica sempre abaixo desse valor”. Na resposta, Luis Montenegro, contrariou-o: “Na próxima semana vamos materializar a baixa de IRS para 2024. Vamos fazer com que o esforço fiscal dos portugueses sobre os rendimentos do trabalho seja desagravado em 1500 milhões de euros o que vai perfazer que aquele exemplo que deu não é realista. Vamos estar cinco, seis, sete [vezes], consoante os escalões, muito acima”, garantiu o primeiro-ministro".
O Expresso tem todas as razões para pedir desculpa, mas não é por Montenegro ter ludibriado quem quer que seja (o Expresso podia acusá-lo, como faz a IL, de ser ambíguo, mas isso seria reconhecer que a IL faz melhor escrutínio que o Expresso, ao ter identificado e deixado clara essa ambiguidade), é porque o Expresso faz muito mau jornalismo e os seus jornalistas serem totalmente viciados em quadrilhice, em vez de se esforçarem por verificar factos.
Mau mau mau! Mas então o sr Balseberg (ou será Bildermão?) ainda manda no grupo Impresa e no Expresso ou não??
ResponderEliminarChicuelina.
ResponderEliminarÉ bom que a malta se entretenha com estas coisas no rectângulo, na Europa a cena não anda famosa. Demasiado fumo pars fingir que não vem aí fogo.
Eu sendo militante da IL, digo isto ao tempo, na IL todos desconfiaram, principalmente porque o governo disse não precisar de um OE rectificativo. Ninguém enganou ninguém, a oposição é que andou a dormir.
ResponderEliminar"Peço desculpa aos nossos leitores, não voltará a acontecer", afirma Pereira.
ResponderEliminarE as outras mentiras todas ou fraudes propagandeadas por António Costa e pelos seus ministros, também, serão desmentidas?
As creches gratuitas?
O SNS a funcionar?
O problema da habitação resolvido?
Enfim, é só escolher.
Muito bem observado. Subscrevo!
ResponderEliminarSabe, o socialismo permaneceu demasiado tempo entre nós e acabou por se entranhar nos nossos hábitos, condicionar a nossa maneira de agir e até na nossa forma mentis. Levará algum tempo até que o ar se renove e as pessoas se libertem dessa configuração mental pavloviana. Respiremos fundo.
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ResponderEliminarPara mim foi em 2003 a gota de água. Jornalistas são meros activistas.
ResponderEliminarhttps://x.com/otiliareisinho/status/1779511466254606409?s=46&t=-jTAoRnyXTAI8YpJeTZOCw
ResponderEliminarA má-fé e o despudor não têm limites. 😅 . Montenegro nunca falou em 3 mil milhões, só falou em 3 mil milhões.
A soma de todas as reduções de IRS, e não esta medida em concreto. São estes mil e quinhentos milhões, mais 500 milhões da isenção de prémios de produtividade e mais não sei quanto do IRS jovem e coisas que tal.
ResponderEliminarVai ser fortíssimo. Só faltam o Pedro Guerra e o Ventura a comentar semanalmente
ResponderEliminarSubscrevo!
ResponderEliminarO Expresso limita-se a ser parte do coro, afinadinho, meso que a disfarçar. Quando não chega lá acima, às oitavas da exigência, canta em falsete.
A oposição e(já agora) os "jornalistas " ?
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ResponderEliminarpergunta a que Miranda Sarmento não respondeu
a resposta evidentemente ambígua de Montenegro
Ou seja, temos a AD a afirmar durante semanas coisas ambíguas e que jamais esclarece. Quando o Expresso faz uma notícia errada sobre essas coisas, o Henrique Pereira dos Santos faz um post a criticar (e muito bem) o Expresso. Mas esquece-se de fazer um post a criticar igualmente a AD.
Não é muito surpreendente, tendo em conta que o Henrique Pereira dos Santos optou por votar na AD.