terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Indecente e má figura

Passos Coelho disse que António Costa era o único primeiro ministro, que ele se lembrasse, que tinha sentido necessidade de pedir a sua demissão por indecente e má figura.


Foi o bastante para aparecerem os do costume, a falar da Tecnoforma e coisas que tais, e os outros que falam da falta de empatia de Passos e do seu Governo. Como respondeu um dia Maria Luís Albuquerque a um deputado, "empatia tenho muita, senhor deputado, não tenho é dinheiro".


As coisas parecem estar a correr bem a Montenegro, uma pessoa sem grande capacidade de puxar pelas pessoas (Cavaco sempre teve isso, mas convenhamos que Passos Coelho nunca teve).


A verdade é que parece mais fácil fazer uma campanha contra Pedro Nuno Santos que contra José Luís Carneiro, é verdade que o Chega tem dificuldade em aguentar dois meses de campanha, é verdade que a inacreditável opção sectária da direcção da Iniciativa Liberal a fará perder parte do brilho, facilitando o voto útil, ou seja, neste momento, Montenegro está com sorte e o aparecimento de Passos Coelho, neste momento, e nestes termos, também ajuda, claro.


Nada disso garante resultados eleitorais, mas também no pós-eleições as coisas podem não ser fáceis se Pedro Nuno Santos ganhar, não me parece nada líquido que o PC queira reeditar uma geringonça, agora que sabe muito bem que a geringonça anterior foi o pior negócio político que o PC já fez, bem pior que o 25 de Novembro de 1975.


Acho até estranho que se passe o tempo a discutir se no PS se quer fazer uma geringonça ou não, sem perguntar aos putativos parceiros se fariam acordos do mesmo tipo outra vez (talvez façam acordos, mas parece-me que o preço para o PS tem de ser substancialmente mais alto, e o PS pode não estar interessado em pagá-lo).


Tudo é muito volátil e faltam mais de dois meses, mas a indecente e má figura ficará colada para sempre a António Costa.


Politicamente não vale nada - ele é o típico político Teflon - mas já me deu um enorme prazer ver caracterizada a coisa de forma tão clara e sintética.

17 comentários:

  1. de costa eu diria muito pior se ele me tivesse empurrado para a oposição depois de ter perdido as eleições e criado uma geringonça para sobrevivência política e atirado o país para a miséria por incompetência de toda a ordem.
    já deve existir um bom tacho à sua espera.
    as tvs e avençados do ps envergonhavam um país minimamente civilizado, mas infelizmente o que emitem é apenas o começo duma campanha sem dignidade e civismo

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  2. A anunciada morte do ps é algo exagerada. Se Costa era o que era, PNS tem a  carta de se ter rebelado contra o dito cujo. Não surpreenderia se jogasse a trump card do anti-sistema. Mas se há algo em que os Rosas são superiores aos colegas de centrão é em reunir as tropas e marchar compacto. Convém não perder os restos do PRR, que depois não haverá mais. 

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  3. "...mas a indecente e má figura ficará colada para sempre a António Costa."


    Assim como também ficará colado ao Passos Coelho a figura indecente que fez quando tirou o 13° mês aos trabalhadores. 

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  4. Sim, é verdade que o desempenho de Passos Coelho na resolução dos problemas criados por Sócrates lhe ficarão sempre colados à pele, é por isso que ganhou as eleições em 2015 e é por isso que nas raras vezes que abre a boca, actualmente, a esquerda desata aos gritos para ver se se evita que alguém o ouça.

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  5. Políticos teflon são bem recebidos na Óropa Ue de Bruxelas e Estrasburgo.

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  6. Pois, foi por isso é que governou a partir de 2015.

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  7. Não, não foi por ter ganho que não governou a partir de 2015, foi porque uma coligação de derrotados, nunca anunciada durante previamente, nem na campanha eleitoral, resolveu que tinha legitimidade (formal, tinha de certeza, política, nem por isso) para governar, mesmo tendo cada um dos componentes dessa coligação, perdido as eleições.

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  8. 'tropa fandanga só na irópa ou na ó-nu'

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  9. «nunca menosprezar o Inimigo figadal!»

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  10. Ainda assim, foi aquele em quem mais gente votou...

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  11. Coligação de derrotados que inaugurou o desrespeito à regra não escrita de respeitar o partido mais votado e que, caso aconteça o contrário, rasgará as vestes da ética e da moral.

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  12. O XIXº Governo liberal/maçónico liderado pelo ex-Primeiro-Ministro, Pedro Coelho, destruiu através das suas más políticas intencionais Portugal, o Estado, a Classe-Média, o trabalho e a economia do País.


    Os Governos liberais/maçónicos liderados pelo ex-Primeiro-Ministro, António Costa, limitaram-se a dar continuidade a essas más políticas intencionais mas de outra forma.

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  13. Você está a mentir.


    O dr. Pedro Coelho perdeu as Eleições Legislativas de 2011 (alcançou somente 2.159.742 votos) para a Abstenção que representa a Maioria Silenciosa dos Portugueses e vencedora desse Acto Eleitoral com um resultado de 4.035.539 de Eleitores; em 2015 volta novamente a perder as Eleições Legislativas (alcançando somente 1.993.921 votos) novamente para a Maioria Silenciosa dos Portugueses representados pela Abstenção que venceram esse Acto Eleitoral com 4.273.748 Eleitores.


    O XIXº Governo liderado pelo ex-Primeiro-Ministro, Pedro Coelho, não tinha legitimidade para Governar, assim como todos o Governos que foram colocados no Poder desde 2009 até à presente data.

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  14. Camarada Arnaldo, és tu?

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  15. Indecente e má figura faz aquele que foi um licenciado medíocre e é professor catedrático sem reunir os requisitos legais para o ser, isso sim, é indecente num país de faz de conta como Portugal.
    O fantasma do careca de massama nunca desaparece, façam um exorcismo... 

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  16. a inacreditável opção sectária da direcção da Iniciativa Liberal a fará perder parte do brilho


    Isso é o ponto de vista do Henrique, que está com muita atenção àquilo que acontece a Carla Castro. A maior parte dos votantes ignora quem seja Carla Castro (em geral, ignora todos os candidatos com a possível exceção do cabeça de lista) e está-se nas tintas se ela está entre os candidatos ou não.


    Eu diria que a ausência de João Cotrim fará (aliás: faz) a Iniciativa Liberal perder parte do brilho. A ausência de Carla Castro, não.

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