"genocídio é a "destruição metódica de um grupo étnico ou religioso", através do extermínio dos seus indivíduos"
"entende-se por genocídio os atos abaixo indicados cometidos com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial, religioso"
Qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe a equivalência destas duas definições de genocídio, e qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe que o elemento essencial da definição é a vontade ou a prática de atos cujo objectivo é acabar com uma determinado grupo da população.
No entanto, há quem prefira concentrar-se nos actos concretos, argumentando que há genocídio se:
1) há assassinato de membros desse grupo;
2) atentado grave à integradade física e mental de membros do grupo;
3) submissão delibrada do grupo a condições de existência que acarraterão a sua destruição física, total ou parcial,
mesmo que não exista a intenção ou a prática não se traduza na destruição do grupo.
A razão para o uso deste truque retórico, no caso dos palestinianos, é que isso o que permite conciliar a ideia de que está em curso um genocídio e, ao mesmo tempo, verificar-se um aumento expressivo da população palestiniana.
Basta que se admita que há assassinato de palestinianos, que haja atentado grave à integridade física e mental de palestinianos e submissão deliberada dos palestinianos a condições de existência que acarraterão o seu desaparecimento, sem necessidade de explicar como se consegue ter uma política de genocídio que resulta no aumento do grupo em causa. Para já não falar da retirada unilateral de Israel de Gaza ou no seu veeemente pedido para que a população de Gaza fosse para Sul, para evitar mortes.
Que Israel tenha o quinto da sua população árabe com os mesmos direitos civis que os restantes passa a ser irrelevante, que Israel sempre tenha aceitado o princípio de dois estados, passa a ser irrelevante, que Israel tenha, até recentemente, fornecido água, alimentos, energia e combustíveis (passe o pleonasmo parcial) à Faixa de Gaza, que a Faixa de Gaza seja gerida por outra entidade que não Israel, não sendo por isso responsável pelas condições de existência que ocorrem no território (o Hamas diz que a responsabilidade é da ONU, apesar do Governo ser do Hamas, porque 75% da população são refugiados), tudo isso é irrelevante.
E é irrelevante por uma razão simples: a alegação de genocídio, feita frequentemente por altos quadros da ONU, não tem qualquer relação com a realidade, é pura má-fé, nada mais que má-fé.
Nalguns casos, até pode ser motivada por bons sentimentos, mas em muitos outros é apenas uma forma ínvia de conseguir defender a indefensável actuação do Irão e seus peões, como o Hamas, na fronda pela destruição do Estado de Israel.
Hoje é um dia importantíssimo, o Sr.º Hassan Nasrallah, Secretário-Geral do Hezbollah - a quem os Cristãos muito devem pelo seu apoio e combate ao terrorismo na República Árabe da Síria (RAS) - vai dar um discurso na sequência do seu ultimato ao "Estado" terrorista e genocida de Israel.
ResponderEliminarÉ o dever dos Portugueses como Povo e País Cristão assim como de todos os Povos e Países Cristãos da Europa, de prestar toda a solidariedade à Palestina, ao seu Exército, aos Palestinos, Povos Árabes, e Muçulmanos, nesta luta para a derrota e expulsão dos Anglo-Sionistas e a destruição da Sinagoga de Satã.
«...O nosso caminho para a Palestina não será coberto com um tapete vermelho ou com areia amarela. O nosso caminho para a Palestina será coberto de sangue... Para que possamos libertar a Palestina, a Nação Árabe deve unir-se, os Exércitos Árabes devem unir-se, e um plano de acção unificado deve ser estabelecido...» - Gamal Abdel Nasser
por detrás destes aspectos estão os xiitas dos aiatolas.
ResponderEliminaros Sunitas estão de lado a ver e ajudar os não radicais.
Como dizia Hannah Arendt no seu livro "Eichmann em Jerusálem" -" a trivialização da violência corresponde ao vazio do pensamento, onde a banalidade do mal se instala"
ResponderEliminarQuem defende, promove, desculpabiliza terroristas ou grupos terroristas, ou é um deles e os apoia ou tem uma grave deficiência cognitiva. Quem acha que grupos como Hamas e Hezbollah são equiparáveis moralmente a Israel ou ao conceito de civilização a que chegámos( ou onde alguns ainda não chegaram) é doente.
A inversão moral definitiva, onde o crime é visto como virtude, o mal em estado puro de 7 de Outubro é glorificado ou relativizado, numa aliança perversa entre carrascos e respectivos cúmplices que abundam no ocidente e onde os actos morais se tornam ou se querem passar como ilegais, dizem muito ao estado de doença e grau zero de moralidade a que alguns chegaram. A fronteira entre a pura maldade e a normalidade é ténue: foi assim que o nazismo transformou homens aparentemente normais em monstros. É assim que a sociedade actual transforma idiotas úteis em membros de Hamas E Hezzbollah desta vida por simpatia.
É muito pior que má-fé.
ResponderEliminarÉ um mecanismo da linguagem para justificarem um futuro genocídio do Judeus.
ResponderEliminarDe acordo com https://pt.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio:
"Do ponto de vista legal, o genocídio, seja cometido em tempo de paz ou de guerra, é um crime sob o direito internacional. Tanto a Convenção para a prevenção e a repressão do crime de genocídio, de 1948, quanto o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (TPI), em 1998, contêm uma definição idêntica:[1]
Artigo II - Na presente Convenção, entende-se por "genocídio" qualquer dos seguintes actos, cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como:
A) Assassinato de membros do grupo.
B) Dano grave à integridade física ou mental de membros do grupo;
C) Submissão intencional do grupo a condições de existência que lhe ocasionem a destruição física total ou parcial;
D) Medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo;
E) Transferência forçada de menores do grupo para outro grupo."
Má-fé é não se referir o que acima se transcreve citando-se as fontes. Isso é que é mesmo má-fé.
Não percebi.
ResponderEliminarO essencial do que diz, está citado no post, a fonte é completamente irrelevante, portanto, em concreto, qual é a má-fé?
Gosta muito de andar à roda das questões.
ResponderEliminarOs palestianos estão a ser mortos em Gaza e na Cijordânia. O seu território está a ser confiscado para se estabelcerem colonatos. A sua liberdade de movimento, de se governarem a si próprios e de defesa é negada.
Mas como não corresponde exatamente à definição de genocídio não faz mal.
Os nazis também nunca falaram em genocídio,era a Solução Final. E há presentemente mais judeus do que havia em 1938, logo não houve genocídio. A velhas técnicas de propaganda podem sempre ser reutilizadas.
Os palestinianos e israelistas estão a ser mortos na Palestina, sim.
ResponderEliminarHá colonos israelitas que querem ocupar mais território, tal como há outros que foram obrigados, à força, a abandonar os seus colonatos para a terra ser entregue aos palestinianos, em Gaza, e é verdade que a generalidade dos palestinianos querem expulsar os israelitas para ocupar as suas terras, sim.
Os palestinianos têm um governo próprio em Gaza e na Cisjordânia há quase duas décadas.
Dizer que não existe estrutura de defesa em Gaza é possível, claro, mas só para quem vive na Lua.
Sim, os genocidas nunca dizem que estão a fazer genocídios, a diferença é que setenta anos depois dos nazis o número de judeus no mundo ainda é mais baixo do que era no início do regime nazi, e os palestinianos aumentaram a população umas quatro ou cinco vezes, desde que estão a ser genocidados, como vê, não é uma questão de chamar isto ou aquilo, é uma questão de verificar resultados.
ResponderEliminarHannah Arendt é muito celebrada.
Eu confesso que, o muito pouco que dela li, não me impressionou bem.
Anda à volta deste conceito de "Mal", que juntamente com o conceito de "Bem" me parece estar muito gasto, ser demasiadamente antigo e cheirar a mofo.
Como filosofia, não me parece nada brilhante.
ResponderEliminarNão estou de vermelho. Quer um desenho ou continua a marrar?
ResponderEliminarÉ preciso ter (B)azar diplomatic, não deviam ter começado.
ResponderEliminar
ResponderEliminar"
Expulsar povos das suas terras, passando estes povos a viver em campos de refugiados e ocupar as suas terras e o que?
ResponderEliminarSe calhar alegadamente os altos quadros dz ONU sabem mais que os médios quadros da blogosfera.
ResponderEliminarCachecol no pescoço, a caminho do estádio.
Mas se não é genocídio é o quê?
ResponderEliminarA mim parece-me ser uma operação militar especial.
Se os altos quadros da ONU não confirmam as minhas crenças é porque não sabem.
ResponderEliminarAltos quadros nas paredes altas? Cuidado, se cairem...partem-se!
ResponderEliminarÉ expulsar pessoas e ocupar as suas terras, se as outras pessoas passam a viver em campos de refugiados é porque os que os recebem os impedem de mudar de vida.
ResponderEliminarNão sou eu que digo que não sabem, são eles mesmos.
ResponderEliminarPor exemplo, há uma declaração conjunta da UNRWA, UNICEF, OMS e UNFPA sobre crianças e o que eles dizem é claro: " according to Ministry of Health data, 2,326 women and 3,760 children have been killed in the Gaza strip, representing 67 per cent of all casualties, while thousands more have been injured. This means that 420 children are killed or injured every day, some of them only a few months old."
São eles que dizem que não sabem, estão a partir do princípio de que os números do Hamas reflectem a realidade.
É uma guerra.
ResponderEliminarNem todas as guerras são genocídios (de maneira geral nunca são, porque os genocídios são feitos a partir de posições dominantes sobre grupos mais ou menos indefesos).
Mas em todas as guerras há mortes de parte a parte, incluindo de civis.
Isto não é propriamente uma greve da função pública em que os sindicatos dizem que houve 90% de adesão e o governo 15%.
ResponderEliminarHá imagens de satélite, há jornalistas, há hospitais e campos de refugiados bombardeados, etc., e há uma diferença de forças brutal.
Pois claro que é uma guerra, isso é óbvio. E que tipo de guerra é? E quais os objetivos das partes beligerantes?
ResponderEliminarE o que dizem as imagens de satélite?
ResponderEliminarHá jornalistas? Tem a certeza? Quantos jornalistas estrangeiros estão em Gaza a reportar directamente do interior de Gaza, falando livremente com quem querem?
Sim, há hospitais, e daí? O único seriamente atacado, foi-o por um erro de palestinianos, portanto, qual é a sua questão?
Sim, há campos de refugiados bombardeados, mas o que resultou desses bombardeamentos e quantos refugiados estavam lá depois de metade da população estar em centros da ONU e grande parte ter rumado a Sul?
Eu limitei-me a dizer que não é um genocídio.
ResponderEliminaro vazio não existe. quando algo sai, algo entra
ResponderEliminarA ignorância é uma benção, como dizem os americanos.
ResponderEliminarNão sabemos nada tirando aquilo que nos dá jeito para confirmar as nossas crenças como essa de metade da população estar em centros da ONU. A outra metade está de férias na praia.
Não foi bem isso que disse. Disse que os altos quadros da ONU quando alegam que o que está a acontecer em Gaza é um genocídio estão a agir de má-fe. Isto porque, na verdade, ninguém sabe o que está a acontecer. Mas se ninguém sabe o que está a acontecer, como e que sabemos que não está a acontecer um genocídio? Não sabemos, não podemos condenar ninguém.
ResponderEliminarAté pode estar a acontecer uma invasão alienígena.
<i>"
ResponderEliminar