João Miguel Tavares (que prezo), tem uma saudável tendência para tentar ver os diferentes lado de um problema, o que é uma grande qualidade.
Por outro lado, tem uma outra tendência para não querer cortar pontes com o wokismo militante que domina nas redacções, que não resulta tão bem.
A sua crónica de hoje é uma excelente ilustração do que disse acima e é um bom caso de estudo sobre o efeito negativo de partir de equivalências morais que não existem.
Centremo-nos no que pretende ser uma descrição mais ou menos objectiva.
"Aquilo que está a acontecer em Gaza é um horror, e existem críticas mais que justificadas à violência dos ataques israelitas após o massacre de 7 de Outubro. A extensão dos bombardeamentos, o número de baixas civis, os cortes de água e electricidade ou as dificuldades em fazer chegar a ajuda humanitária ao Sul de Gaza são comportamentos que merecem condenação veemente, porque existem regras na forma como se realizam guerras justas"
...
"O que está a contecer na Palestina não é um genocídio. Ainda que os bombardeamentos israelitas estejam a demonstrar um enorme desprezo pelos danos colaterais na população de Gaza, só um maluquinho pode acusar Israel de estar a ensaiar o assassinato metódico dos palestinianos".
Comecemos pela primeira frase "Aquilo que está a acontecer em Gaza".
A verdade é que não sabemos o que está a acontecer em Gaza, o que temos são alegações de parte a parte, e mesmo as agências da ONU, para citar uma organização que deveria ter um mínimo de credibilidade, não servem como referência.
Basta lembrarmo-nos como desde o primeiro dia do corte de fornecimento de combustível por parte de Israel que dizem que os hospitais não têm combustível para mais de 24 horas e estão há três semanas a funcionar com combustível que não ia dar para mais de 24 horas, sabendo perfeitamente que toda a rede de túneis do Hamas precisa de energia para ser operacional e continua operacional ao fim destas três semanas e acabando na cobertura à informação do Hamas sobre vítimas, quer quanto aos números (também houve agências da ONU a repetir acriticamente informação sobre o acidente do hospital onde teriam morrido 500 pessoas e atribuindo-as a bombardeamentos israelitas, sem nunca terem reconhecido depois que o mais provável é que tenha sido um acidente com disparos do lado palestiniano e que afinal as 500 vítimas talvez fossem 50), quer quanto à sua natureza, classificando sistematicamente as vítimas como civis inocentes, e nunca como combatentes do Hamas.
Se quisermos outro exemplo, olhemos para os bombardeamentos no campo de refugiados de Jabalia.
Para muita gente, incluindo António Guterres, os bombardeamentos a Jabalia são inaceitáveis, até porque têm provocado centenas de mortos civis. O que se sabe é que o campo de refugiados tem sido bombardeado por Israel e que o campo está na zona de Gaza que Israel pediu para ser abandonada pelos civis, com a oposição do Hamas que tudo tem feito para qe os civis fiquem lá, com o apoio da ONU que admitiu que o pedido de Israel poderia ser classificado como uma deportação forçada de civis, proibida pelas regras da guerra justa.
Para Israel os bombardeamentos são necessários porque o Hamas instalou, por baixo do campo, uma extensa e complexa rede de túneis onde se localizam algumas das principais funcionalidades de guerra do Hamas.
O Hamas alega, e muita gente aceita esta alegação pelo seu valor facial, que os bombardeamentos são indiscriminados e feitos ao principal mercado do campo, cheio de gente (pessoalmente não percebi como num sítio de onde saiu a maior parte da população e onde existe um bloqueio que provoca escassez, o mercado continua florescente e cheio de mulheres e crianças que apenas estão a tratar da sua vida).
Israel alega que o problema é que os danos colaterais foram muito maiores que os que seria de esperar dos bombardeamentos cirúrgicos feitos porque o sistema de túneis colapsou, afectando muitos edifícios, alguns dos quais ruíram. Há também a alegação de que os bombardeamentos provocaram a explosão de qualquer coisa dentro dos túneis, que teve consequências muito mais extensas que as que resultariam dos bombardeamentos em si.
São alegações de parte a parte, o curioso é que João Miguel Tavares assume como boas as alegações de uma das partes "A extensão dos bombardeamentos, o número de baixas civis", tomando-as como razoavelmente seguras e omite, por completo, as alegações da outra parte.
Pode-se argumentar, e eu subscrevo, que alegações de duas partes em conflito são, por definição, alegações que nunca devem ser tomadas pelo seu valor facial.
Há, no entanto, questões que nos ajudam a ler as diferentes alegações.
Quando um jornalista pergunta a um responsável pelo Hamas por que razão os túneis não são usados para proteger os civis dos bombardeamentos israelistas a resposta é extraordinária: 75% da população de Gaza são refugiados, portanto a responsabilidade da sua protecção é da ONU, o Hamas construiu os túneis para proteger os seus militares e não tem qualquer responsabilidade na protecção da população civil.
Israel está cheio de bunkers, mas existem para proteger a população dos ataques, esses sim, indiscriminados e sobre civis, que ocorrem frequentemente no país (em rigor, em Gaza também, se se considerar uns 8 mil lançamentos de rockets e afins sobre Israel desde 7 de Outubro e que uns 10% são lançamentos defeituosos que caem em Gaza, o Hamas e outros grupos envolvidos nos ataques a Israel serão responsáveis por uns 800 bombardamentos indiscrimandos sobre Gaza, incluindo o do tal hospital).
O Hamas investiu fortemente numa estrutura de túneis e em técnicas de lançamento de projecteis sobre Israel, o que lhe permite ataques indiscriminados sobre civis israelitas, Israel investiu fortemente numa defesa anti-aérea, para proteger os seus civis.
E poderia ir citando exemplos, como a colocação de infraestruturas militares por baixo de zonas densamente povoadas, com o objectivo claro de os usar como escudos e como mecanismos de produção de informação com forte impacto comunicacional, como está a acontecer agora com os bombardeamentos de Jabalia, o que nos permite dizer que as vítimas civis dos bombardeamentos de Jabalia, mais que serem o resultado da desproporção dos ataques israelitas, são o resultado de uma estratégia do Hamas que pretende ter exactamente este resultado.
Não, um grupo terrorista e uma democracia não são iguais, é verdade que enquanto partes em conflito produzem todos mais propaganda que informação, mas os filtros que nós usamos para tirar informação dessa propaganda não podem ser os mesmos, porque não há equivalência moral entre as duas partes em conflito.
Sob pena que irmos engrossar a lista dos que, para citar a formulação feliz do título deste artigo, acham que Israel tem o direito a defender-se, desde que não o faça.
A história não começou ontem
ResponderEliminarDesafio-o a re-escrever o mesmo parágrafo tendo em conta a sua análise.
ResponderEliminarConfunde muito o que o Hamas deve fazer e o que Israel deve fazer.
ResponderEliminarEstá a dizer basicamente que Israel, que supostamente é um país democrático, não tem de se preocupar com as vítimas que os seus bombardeamenteos provocam e, se há vítimas, a culpa é de um grupo terrorista porque não tomou posições humanitárias de defesa contra ataques de países democráticos.
Pela mesma lógica a culpa dos iraelitas terem sido assassinados é de Israel e não do Hamas, porque cabe a Israel defender os seus. Claro que isto é um absurdo tão gande como as justificações que tenta inventar.
Estão civis a ser mortos, desviar a conversa para se são 100 ou 200, como se por serem menos assassínios já não fosse grave, é só um truque com números para desviar a atenção do facto.
É simples: o João Miguel Tavares (que também prezo) pertence ao «milieu» e conhece a coisa por dentro. Sabe que no momento em que cortar as pontes com o wokismo, cortam-lhe o pio e retiram-lhe o palanque.
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ResponderEliminare como é que sabe dos túneis em gaza ? foi lá ver ou foram os israelitas que lhe disseram?
e pode acreditar no que israel diz ? e no hamas , não?
houve mesmo um ataque do hamas a israel? as imagens não terão sido um filme do spielberg ?
e um estado teocrático como israel pode ser democrático ? podem decidir em contra do boss Deus?
O MST disse um dia publicamente que era mais dificil um portista viver em Lisboa, que um muçulmano no Kosovo ou Bósnia. Isto na altura da guerra civil na Jugoslávia que levou ao aparecimento do Kosovo e Bosnia. Anos 90 se bem me lembro. Portanto, temos sempre que dar um desconto ao que diz o MST
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ResponderEliminarUm bocadinho de pragmatismo não faz mal, pode ser confundido com honestidade.
Na guerra há sempre baixas civis. Directas e indirectas. Só que, consoante o lado, uns são danos colaterais, outros crimes de guerra. E sim, depende do lado em que se está. Tal como todas as acções são justificadas, ou o seu oposto.
Quanto à equivalência moral, certíssimo, diria que a democracia, mesmo que injustamente, tem mais responsabilidade.
Opinam por aqui uns Putinistas muito humanistas como Putin, que nem comparam 200 hospitais, centenas de centros de saúde, centenas de escolas, dezenas de cidades e vilas de Terra queimada, milhões de minas,10 milhões imigrados, 20 milhões de deslocados, atacados Centrais hidroeléctricas, água e gás, milhares de mortos, milhares de feridos etc...tudo na Ucrânia.
ResponderEliminarHá cada mente mais perversa que falam como santos.
ResponderEliminarHPS, este é um bom e claro texto.
É uma raridade sua nas últimas semanas.
Abraço de estima
O Henrique explica no seu post que não pode escrever parágrafo nenhum, dado que não sabe (aliás, não sabemos) o que está a acontecer em Gaza.
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ResponderEliminara culpa dos iraelitas terem sido assassinados é de Israel e não do Hamas
De facto, dizer que Israel está a defender-se é um erro. Israel está a atacar Gaza, o que não é defender-se. Israel defender-se seria ter montado estruturas que pudessem ter impedido eficazmente a invasão e os massacres de 7 de outubro. Israel falhou na sua defesa, e agora tenta compensar essa falha atacando.
Ao ler certos comentários, pergunto-me que gente é esta capaz de relativizar a maldade em estado puro? Que raio de gente é esta que, depois da bestialidade de 7 de Outubro, ainda acha que se devem desculpar terroristas e passar as culpas para as vítimas? Qualquer acção que Israel tome é sempre desproporcionada porque acham que um grupo de bárbaros que sequestra o seu povo, o usa como escudo humano e diz que" a responsabilidade da protecção dos civis em Gaza cabe à ONU, porque os túneis servem para proteger os nossos combatentes" está preocupado com a vida das populações...
ResponderEliminarÉ a luta destas bestas. Convinha era não abdicármos da nossa que, enquanto Israel trava contra estes selvagens armados, devemos travar aqui contra quem os desculpa, relativiza, em suma, os respectivos cúmplices.Aqueles que se fingem de "humanistas" mas não passam de antissemitas raivosos que, no tempo e condições certas, eram discípulos do Sr Adolfo. É inacreditável que, passados mais de 70 anos não se tenha aprendido nada.
O que se decide é querermos viver na civilização ou entregues ao mal em estado puro. Tão simples quanto isto.
De Israel para os cidadãos de Gaza!
ResponderEliminarMST ou JMT? Não terá confundido os Tavares.
ResponderEliminarHá quem diga que começou com o sr Abraão da Caldeia(antiga Suméria).
ResponderEliminarQuem ouvia o personagem em questão no programa de rádio O Governo Sombra sabe (ou devia saber) "o que a casa gasta".
ResponderEliminara mitologia judaica baseia.se , aliás , na epopeia de
ResponderEliminar1) Sei dos túneis de Gaza porque o Hamas, Israel e toda a informação independente que conheço diz que existem túneis em Gaza;
ResponderEliminar2) Leia com atenção o post, o que digo é que não se pode acreditar, sem mais, em nenhuma das partes de um conflito;
3) Israel não é um Estado teocrático, é uma democracia (governa quem tem os votos do povo, não quem representa Deus).
Comentário tipicamente anti-semita, fui que que o aprovei, mas tenho ideia de sou bem capaz de mandar para o lixo comentários com este nível de racismo
ResponderEliminarTem razão, estamos num mundo cada vez mais confuso e incoerente. Temos clones de Guterres em cada esquina (ou quase),é assustador .
ResponderEliminarNão é por ter sido usada mitologia anterior (por hipótese a história do dilúvio etc) que os relatos do Velho Testamento (sobre o Egipto e a fuga do povo hebreu,e a tomada de Canaã etc etc.) sejam necessariamente inventados,aliás há provas arqueológicas que dão fundamento aos relatos biblicos. Assim como o facto(também narrado no velho Testamento) de Abraão ser originário da Caldeia,não ser motivo para descredibilizar toda a restante narrativa.
ResponderEliminarQuem fala em anti-semitismo, por aquilo que conheço, não sabe do que está a falar. Pior ainda: não sabe e nem sequer sabe que não sabe.
ResponderEliminar"Semite, name given in the 19th century to a member of any people who speak one of the Semitic languages, a family of languages spoken primarily in parts of western Asia and Africa. The term therefore came to include Arabs, Akkadians, Canaanites, Hebrews, some Ethiopians (including the Amhara and the Tigrayans), and Aramaean tribes. "
(https://www.britannica.com/topic/Semite)
"The compound anti-Semitism appears to have been used first by Steinschneider, who challenged Renan on account of his 'anti-Semitic prejudices' [i.e., his derogation of the "Semites" as a race]."[25]"
(https://en.wikipedia.org/wiki/Antisemitism)
Semitas são todos os falantes de linguagens semíticas, o que inclui os árabes.
Pergunta legítima:
Ignorância a sério não é não saber a etimologia de uma palavra, ignorância a sério é pensar que as palavras têm sempre o mesmo significado e não evoluem, isto é, estar convencido de que quando um português, hoje, diz adeus a alguém, ainda o está mesmo a encomendar a Deus.
ResponderEliminarClaro! O JMT, que em tempos, também já "ouvi", é mais um que tem o salário pago pelos wokes que controlam o mundo em que vive. Não se pode esperar muito mais destes adornos do wokismo; dão sempre uma no cravo e outra na ferradura. São o palhaço útil para o wokismo poder dizer que há diversidade de opinião ...
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ResponderEliminarPois! São verdades que custam a engolir a muita gente, geralmente "analfaburros".
Por cá não falta muito para ficarmos à espera das "esmolas" da UE para sobreviver. Na altura teremos as "Climáximo" a criar túneis!
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ResponderEliminarEste tipo de comportamento do jornalismo também nos irá afectar. veja-se como um jornalismo que está a noticiar uma guerra recusa-se a mostrar as declarações dos lideres e representantes de uma das partes o Hamas.
ResponderEliminarExplique como é assassinar civis a tiro e com enxadas é dano colateral ?
ResponderEliminarIgnorância aliada ao convencimento e à teimosia é não se reconhecer que existem linguagens semíticas e que os semitas são os falantes dessas linguagens, onde se incluem os árabes.
ResponderEliminar"According to Avner Falk, Treitschke uses the term "Semitic" almost synonymously with "Jewish", in contrast to Renan's use of it to refer to a whole range of peoples,[28] based generally on linguistic criteria.[29]
(...)
In 1879, German journalist Wilhelm Marr published a pamphlet, Der Sieg des Judenthums über das Germanenthum. Vom nicht confessionellen Standpunkt aus betrachtet (The Victory of the Jewish Spirit over the Germanic Spirit. Observed from a non-religious perspective) in which he used the word Semitismus interchangeably with the word Judentum to denote both "Jewry" (the Jews as a collective) and "Jewishness" (the quality of being Jewish, or the Jewish spirit).[31][32][33]"
(https://en.wikipedia.org/wiki/Antisemitism)
Para além das citações de JMT, concorde-se ou não com elas, o restante do post são afirmações gratuitas que apenas reproduzem as ideias disseminadas pela propaganda da "ordem internacional baseada em regras". Tudo difuso, não susceptível de confirmação, meros slogans gastos para os quais não são fornecidas fontes. Nem uma única.
ResponderEliminarAgora imagine-se que um grupo armado se aloja num bairro qualquer de Lisboa. Manda-se a FAP arrasar o bairro? É claro que não.
E se o grupo armado estiver alojado num bairro ou num campo de refugiados de Gaza?
Resposta moralmente abjecta da consciência embrutecida:
Bem, os israelitas têm o direito de se defenderem, na guerra há sempre danos colaterais, os terroristas usam civis como escudos humanos e depois os túneis estão debaixo do edifícios, para chegar aos túneis os edifícios desmoronam-se, porque os túneis colapsam e isto quando não são os rockets do Hamas a arrasarem os bairros. Mas os israelitas mandaram evacuar o norte do ghetto de Gaza e até avisam com meia hora de antecedência que vão arrasar os bairros.
Passando para a realidade histórica, nas palavras de distintos israelitas.
"There is not a single place built in this
Não há aqui falsas equivalências. Assim como não vejo réstea de moral. Não me venham dizer que o assassino com intenções de matar pode alegar legítima defesa porque a vítima se tentou defender.
O facto hoje é que, independentemente da história da palavra e dos seus significados possíveis, anti-semita tem hoje um significado inequívoco e percebeu perfeitamente o que eu escrevi.
ResponderEliminarSe quer defender racistas com base em discussões semânticas, é consigo.
Já está explicado no comentário, basta ler e (querer) perceber
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ResponderEliminarpor acaso não há provas arqueológicas ou escritas ( no egipto ) da existência de moisés nem do passeio no deserto durante 40 anos. nem um vestígio sequer. tudo indica que são fábulas,como o dilúvio.
é ler "
compreendo que possa pensar isso ,na verdade não tenho qualquer simpatia por uma religião em que é a linhagem materna que dá o atributo "judeu" porque as goyns somos todas umas galdérias.e casando um judeu connosco sabe.se se lá quem será o pai..o carteiro ,talvez.
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ResponderEliminarA verdade é que não sabemos o que está a acontecer em Gaza, o que temos são alegações de parte a parte
Esta frase faz-me lembrar aquilo que argumentava a indústria do tabaco no tempo em que se publicavam cada vez mais estudos afirmando que o tabaco provoca cancro do pulmão e essa indústria pretendia ofuscar essa realidade.
O que eles argumentavam era sempre que não se sabia muito bem, que havia estudos contraditórios, que nem todos os estudos estavam bem feitos, etc e tal, e que portanto eram precisos mais estudos e que, até lá, o melhor era não fazer nada.
Mais ou menos o mesmo tipo de ofuscação e lançamento de confusão que até há pouco tempo certos setores políticos utilizavam sobre as alterações climáticas.
ResponderEliminare fui ali chamar Jesus Cristo para o esclarecer melhor : João 8
³¹ Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;
³² E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
³³ Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?
³⁴ Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.
³⁵ Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre.
³⁶ Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
³⁷ Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não entra em vós.
³⁸ Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.
³⁹ Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.
⁴⁰ Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto.
⁴¹ Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de fornicação; temos um Pai, que é Deus.
⁴² Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.
⁴³ Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.
⁴⁴ Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.
⁴⁵ Mas, porque vos digo a verdade, não me credes.
⁴⁶ Quem dentre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, por que não credes?
⁴⁷ Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.
João 8:31-47
O teu comentário é extraordinário.
ResponderEliminarNo caso das tabaqueiras, havia uma parte interessada e havia entidades independentes, e o que referes era a argumentação da parte interessada sobre os estudos independentes.
O que estás a tentar fazer é dizer que eu, como as tabaqueiras, estou a negar informação independente, porque isso é do meu interesse.
Se fosses ver se chove era bem mais útil que andares a fazer comentários indigentes.
ResponderEliminarNo judaísmo ortodoxo e ultra-ortodoxo (que são os únicos que existem na Europa) isso é de facto assim.
Nos Estados Unidos e em Israel há correntes judaicas mais modernas e mais atualizadas com o espírito atual, chamadas "conservadora" e "reformista", e nessas correntes religiosas admite-se ou recomenda-se que o filho de um homem judeu e uma mulher não-judia seja considerado judeu.
ResponderEliminarSe isso fosse tudo na forma como os judeus ortodoxos (e note-se: não me estou a referir aos ultra-ortodoxos, os quais são muitíssimo piores) tratam as mulheres, ainda estaríamos menos mal.
Eu tive uma amiga que era filha de um judeu português (ortodoxo, portanto) e uma não-judia. Quando ela foi ao funeral (judaico) do pai, ficou aterrada com a forma como foi tratada pelos judeus que estavam presentes. Para eles, uma mulher é, basicamente, intocável.
ResponderEliminarOs próprios ucranianos afirmam que desde o princípio da guerra os russos fizeram cerca de 9900 vítimas civis.
As estimativas apontam para que mais do que esse número de civis já tenha sido morto em Gaza.
Israel terá matado mais civis em duas semanas de guerra do que a Rússia em ano e meio.
As estimativas do Hamas. A sério que não percebes que, mesmo sendo Gaza uma zona muito mais densamente povoada, a disparidade dos números só quer dizer que os números do Hamas não devem ter qualquer relação com a realidade?
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ResponderEliminarAs estimativas do Hamas.
Sim. O Hamas fala de mortos confirmados e até fornece os nomes deles (os quais podem ser fabricados). As estimativas feitas por pessoas que não estão em Gaza mas conhecem o território são de que o número de mortes seja substancialmente superior ao que o Hamas fornece. Porque não se sabe o que há por baixo dos escombros.
os números do Hamas não devem ter qualquer relação com a realidade
Compreendo perfeitamente que ninguém sabe qual o número exato de mortes, mas pessoas com conhecimento prévio da faixa de Gaza afirmam que provavelmente esses número será para mais, e não para menos, que o que o Hamas dá.
ResponderEliminarNão é do interesse pessoal e financeiro do Henrique, mas é do seu interesse político.
O Henrique não está a negar informação independente (a qual não existe), mas está a procurar lançar a confusão e a alegar, irrealisticamente, que tudo aquilo que não se conhece de forma exata mais vale fazer de conta que não existe.
A extensão da mortandade em Gaza é desconhecida, mas procurar alegar esse desconhecimento para sugerir que talvez até nem haja mortandade, é procurar ofuscar a realidade como as tabaqueiras fizeram.
E, como escrevi, não foram só as tabaqueiras: certos setores políticos e económicos tentaram até recentemente fazer o mesmo em relação à mudança climática. Lançar a confusão e dizer que, como os dados são (necessariamente) incompletos e imprecisos, talvez ao fim e ao cabo nem haja de todo mudança climática.
Confirmas que me estás a atribuir o mesmo comportamento moral das tabaqueiras.
ResponderEliminarIsso é uma canalhice.
E mais, procurar atribuir-me a sugestão de que não existe mortandade em Gaza podia ser só estupidez, se fosses estúpido que nem uma porta, mas como sei que não és e és capaz de ler, é mesmo deficiência moral e isso, confesso, surpreende-me.
ResponderEliminarvai-me desculpar mas não consigo perceber o critério para distinguir as informações falsas das verdadeiras dadas pelo hamas. não devo acreditar nas fotos de mortos nem no seu números , mas devo dar por verdadeiras as fotos e informações sobre os túneis? e não serão ambas geradas por IA?
ResponderEliminarO critério parece-me bastante simples: uma informação que é do Hamas, que não é confirmada por mais nenhuma fonte e é favorável à estratégia do Hamas, não merece grande crédito; uma informação que vem do Hamas, que é corroborada por outras fontes e que é neutra ou desfavorável para o Hamas, deve merecer algum crédito.
ResponderEliminarE isto é válido para qualquer das partes em conflitos.
Eu até lhe respondi, mas não tenho paciência para estes jogos florais, perguntas retóricas e processos de intenções.
Se quer ser racista, seja, não sou que a impeço, se quer apoiar terroristas racistas, apoie, não sou eu que a impeço, mas escusa de me tentar convencer dessas indignidades.
ResponderEliminar1-a amnistia internacional e save the children já confirmaram algumas informações do hamas. relativamente a mortos
2- não tenho nada de racista , pelo contrário , respeito todos os povos e etnias e não faço questão que sejam iguais a mim, branca ocidental , posto que não somos um poço de virtudes, antes pelo contrário . mas pode.me rotular à vontade , é-me indiferente
3- não gosto de pessoas , sistemas ou religiões discriminatórias.. não gosto mesmo nada.