sexta-feira, 16 de junho de 2023

Coisas espantosas

Por acaso, mas mesmo um acaso, dei por mim a ler uma coisa qualquer que falava de Viana Barreto e que rapidamente percebi que tinha sido escrita por mim: era a reprodução integral de um capítulo de um livro que escrevi, com a referência da origem no fim.


Por mim, é para o lado que durmo melhor, o que eu quero é que leiam o que escrevo e, na verdade, tenho todo o gosto em receber direitos de autor (ou outra coisa qualquer), mas não ligo assim tanto ao dinheiro.


Tive curiosidade em perceber o contexto em que aparecia integralmente um capítulo de um livro meu no Instituto Camões.


Está aqui.


Afinal são três capítulos integrais do tal livro, que um Instituto Público trata como os seus recursos didácticos/ técnicas de comunicação/ geografia, num centro virtual, sem a menor sombra de estar preocupado com a lei e com os direitos de autor (já nem falo da cortesia, que isso é coisa que está muito desvalorizada).


Que faça bom proveito aos poucos que lerem o que escrevi por esta via (o livro até já nem se vende, portanto é igual ao litro, tanto mais que não estou a ver ninguém interessado, nem eu, em fazer uma segunda edição), mas como demonstração do que é o bem comum para a actividade concreta do Estado, acho que não está mal: o que é meu, é meu, o que é teu, é nosso.


Obrigado por terem gostado, digo-o sem a menor ironia, fiquei mesmo contente, independentemente da bizarria dos métodos deste instituto público.

2 comentários:

  1. Estão a precisar de formação, a entidade patronal descura-se com isso ...


    Ou então viram um daqueles filmes americanos em que mencionam que os produtos do estado lá não têm copyright - qualquer documento produzido pelo aparelho governativo federal pode ser livremente reproduzido, e  por exemplo o "CIA World Factbook" era vendido como almanaque por editoras.


    E tiraram a ilação de que por cá o aparelho para-governativo se podia servir do que quisesse livremente.


    Raciocínios 

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  2. Caro Senhor


    Não acredito que já não se recorde do ... mote: Habituem-se!
    O país é do estado; o estado é socialista; o seu livro é portanto do Instituto Camões; que é ...


    Agora para conseguir reverter isso reze pelo fim dos tempos, ou, talvez apenas uma falência do estado. D'Eles.


    Estamos condenados, pela nossa ausência de vontade de nos afirmarmos, e a vontade deles de ter as nossas coisas (dinheiro serve)


    Cumprimentos


    Vasco Silveira

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