sexta-feira, 22 de abril de 2022

Mais máscaras

máscaras.jpeg


A prova de que a máscara se tornou num fetiche protocolar como referia lá em baixo o Henrique Pereira dos Santos foi me foi dada esta manhã pela empregada do café onde costumo ir aqui em Cascais, quando indagada do “porquê” de todos os empregados ainda manterem o uso da máscara. Respondeu-me que "o patrão tinha pedido para que o pessoal mantivesse a cara vendada por mais uns tempos, para não afrontar algum cliente mais sensível". Ou seja, "venerandos e obrigados". A máscara é reflexo de uma espécie de crendice associada ao medo, que se mantém em prática nos transportes públicos e da qual não nos veremos livres tão cedo. É esperar pelo próximo outono, que o histerismo sanitário não se desmonta com a mesma velocidade com que se implanta. 

7 comentários:

  1. João Távora, muito bem

    ResponderEliminar
  2. A atitude é a mesma da redacção do Observador que, em vez de escrutinar a decisão idiota de manter as máscaras nos transportes públicos, resolve que o importante é acusar o governo de não seguir o que diz a DGS:
    Máscaras caem sem que Portugal tenha atingido valor de segurança na mortalidade (e apesar de alerta da DGS). O que mudou em oito dias? – Observador

    ResponderEliminar

  3. Estou convencido que a atitude desse patrão vai de facto ser seguida por muitos outros patrões. E a razão, válida, é mesmo essa: não afugentar alguns clientes mais sensíveis.

    Com essa atitude arriscar-se-ão a perder alguns clientes menos sensíveis. A mim, por exemplo.
    Não há que duvidar, a questão da pandemia é uma questão cultural profunda, mais ou menos como ser-se religioso ou não se ser. As pessoas têm dificuldade em conviver com a posição oposta.

    ResponderEliminar
  4. Por muito que queira não consigo compreender porque é que as medidas de protecção são obrigatórias e não facultativas. Não vivemos numa ditadura, o ar que respiramos é de todos e ninguém tem o direito de condicionar o ar que eu respiro.
    É ridículo. 
    A falta de hospitais e de médicos não pode ser a justificação para subjugar e dominar um povo.
    Que credibilidade esperam ter depois de aplicar medidas completamente disparatadas tal como manter as máscaras nos transportes públicos?
    Que credibilidade esperam ter depois de atribuir mortes covid sem ter as respectivas autópsias de confirmação?
    Será que pensam que o povo é assim tão estúpido?

    ResponderEliminar

  5. não consigo compreender porque é que as medidas de protecção são obrigatórias e não facultativas


    Mais ou menos pela mesma razão pela qual há feriados religiosos oficiais. Imagine que tais feriados não existiam mas que um terço ou metade dos trabalhadores faltavam ao trabalho, de forma mais ou menos aleatória e inesperada para os restantes. Seria uma barafunda.





    Com umas pessoas a quererem à viva força estar protegidas, e outras a não saberem que elas queriam, a convivência poderia ser muito difícil e dar azo a 1001 desencontros, a não ser que houvesse uma regra fixada pelo Estado.

    ResponderEliminar
  6. " Mais ou menos pela mesma razão pela qual há feriados religiosos oficiais. Imagine que tais feriados não existiam..."


    Imagine agora você que há um feriado religioso oficial durante dois anos. Não será um bocadinho infeliz essa comparação?

    ResponderEliminar

  7. Irei informar:
    1. O senhor Anders Tegnell foi crucificado pela gajada do dinheiro por ter aconselhado o governo sueco a tomar as medidas para uma pandemia que a OMS então aconselhava (Jan 2020). Com o sucesso que se sabe.

    2. O teste RT-PCR para a cov19 foi inventado por um alemão (Drosten). Enviado para publicação num dia e publicado no dia seguinte sem peer review (revisão inter pares).  Alguém com espírito escreveu que a revista esperava ganhar o Guiness das peer reviews mais rápidas.

    Além de ele não saber a estrutura do C-19 (ninguém sabia), meses depois uns 20 cientistas analisaram o estudo e concluíram que estava pejado de erros.
    E é por uma análise de QT-PCR sem segurança que se fazem as estatísticas. Já nada digo acerca dos testes rápidos (LTF) derivados de imuno-fluorescência.

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...