As medidas que se vão tomando aqui e ali para gerir a epidemia deveriam ser proporcionais à ameaça que representa.
Daí que a avaliação da ameaça devesse ser uma questão central da discussão.
Não é isso que se passa: fala-se na quebra de contágios e chega, já ninguém pergunta qual é a vantagem de ter menos contágios, ou melhor, já ninguém quer discutir os riscos associados a ter mais contágios.
Mas devíamos, sobretudo numa doença em que para a generalidade dos contagiados não há, realmente, ameaça nenhuma.
Comecemos então pela chamada de atenção para esta definição num comentário a um post anterior: "A COVID-related death was considered an all-cause death accompanied by a positive RT-PCR test that occurred within 30 days prior".
Olhemos agora para umas contas feitas por Fernando Batista há dias, comparando tempos semelhantes em 2020 e 2021 na curva de evolução da epidemia (que não é o mesmo que comparar dias de calendário iguais entre diferentes anos): "Os óbitos abaixo dos 80+ tem uma queda entre -35% a -40%, Os óbitos acima dos 80+ tem uma queda entre -15% a -20%".
Nas hospitalizações também havia quedas, aliás maiores, entre os dois períodos com incidências semelhantes.
Este é o resultado provável da vacinação, e para o que eu queria chamar a atenção é para as diferenças muito menores da queda da mortalidade acima dos 80 anos, como seria de esperar a partir da definição de mortalidade covid citada acima.
Se continuamos a não expurgar da mortalidade covid a mortalidade que ocorreria em qualquer caso, com ou sem covid, é claro que a ameaça que a doença representa nos parece muito maior do que realmente é.
E tem sido assim o tempo todo: andamos a matar moscas com canhões.
Não estou a negar a existência de uma ameaça colocada por uma doença nova, estou simplesmente a dizer que essa ameaça foi muito empolada e, depois da vacinação, esse empolamento é muito maior porque de facto a ameaça passou a ser menor com a vacinação.
E, no entanto, continuamos a reagir à ameaça como se fosse o ébola, como demonstrou recentemente o director da OMS para a resposta de emergência, que explicitamente se referiu à sua experiência de gestão de surtos de ébola como a matriz a partir da qual pensava a resposta à covid
ciência de funcionário público socialista
ResponderEliminara culpa é dos privados que os sustentam
fazem BOSTA desde o início
sem fim à vista
ResponderEliminarEste post tem toda a razão, mas parece-me insuficiente.
A ameaça tem sido empolada de outras formas.
Explicitamente, propagandeia-se muito aumentos enormes de contágios noutros países europeus, mas tais aumentos só se estão atualmente a verificar no Reino Unido. Em todos os outros países europeus - Alemanha, Polónia, Países Baixos, Bélgica, Áustria - houve recentemente uma onda grande de contágios, a qual no entanto está agora em claro decréscimo. Ou seja, é falso que pareça haver uma enorme ameaça, neste momento, de uma vaga de contágios.
Ademais, a experiência tem mostrada, em repetidos casos em repetidos países, que as grandes vagas de covid, como a que Portugal teve em janeiro deste ano, só crescem durante um mês, após o qual decrescem tão rapidamente como antes cresceram. Por exemplo, recentemente na Áustria houve uma dessas vagas, em que os contágios cresceram desmesuradamente durante um mês - passado o qual decresceram à mesma velocidade com que tinham crescido.
É portanto preciso manter a serenidade.
ResponderEliminar"...já ninguém quer discutir os riscos associados a ter mais contágios...". Exacto.
Informar com o número ou a percentagem de "contágios" sem especificar se se está perante casos de contagiados com sintomas graves/hospitalização, ou simplesmente se trata de uma detecção de agentes virológicos no organismo de um testado, um caontagiado, é enganador.
Propositado ou não estamos perante informação importante incorretamente divulgada.
ResponderEliminarA ameaça teve como fundações o teste RT-PCR com 97% de falsos positivos para um número de ciclos de ampliação (ct,
«“A um limiar de ciclos (ct) de 25, cerca de 70% das amostras mantém-se positivas na cultura celular (i.e. estavam
Isto significa que se uma pessoa tem um teste PCR positivo a um limiar de ciclos de 35 ou superior (como acontece
Continuou a ser edificada mediante a reafirmada recusa da possibilidade de tratamento profiláctico - vitamina D,
Effect of Hydroxychloroquine in Hospitalized Patients with ...
ncbi.nlm.nih.gov https://www.ncbi.nlm.nih.gov › pmc › articles › PMC7556338
in a loading dose of four tablets (total dose, 800 mg) at baseline and at 6 hours, which was followed by two
E isto quando já se sabia que era a "tempestade de citocinas" - a exagerada resposta inflamatória do sistema
Assim como não pode tratar-se de incompetência a recente suspensão do ensaio clínico da ivermectina, no âmbito do
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ResponderEliminarMesmo assim, como "You can fool some of the people all of the time, and all of the people some of the time, but you
https://www.reuters.com/world/asia-pacific/australia-rules-out-lockdowns-despite-omicron-surge-2021-12-21/
Telegraficamente, aquilo que me parece ser a "nova filosofia" australiana e os seus fundamentos:
- impossível parar a omicron com vacinas, necessário eficácia de 100% e 100% de população vacinada sem diminuição
- vacinas só geram imunidade contra a proteína S do vírus (o espigão), infecção natural geral imunidade contra
- outras variantes virão, não se pode apostar só na proteína S que tem tido grandes mutações, apostar na imunidade
- vacinas só geram anti-corpos IgM e depois IgG
- infecção natural gera também anti-corpos IgA, garantindo imunidade das mucosas por onde o vírus entra
- omicron menos patogénica, doença moderada, hospitalizações mais curtas
- permitir disseminação da omicron até à capacidade dos hospitais
- se a mortalidade subir as pessoas adoptam por elas comportamentos defensivos
- manutenção de vacinas de reforço para idosos e de risco
- sobre modelos epidemiológicos ler (para fúria dos Antunes, Gomes et al.)
https://www.dailymail.co.uk/news/article-10333919/Coronavirus-Australia-Australias-Chief-Medical-Officer-hits-
Mais um post sobre covid do palhaço que ja disse dezenas de vezes que nunca mais volta a falar da pandemia
ResponderEliminarÓ palhaço henrique... vai mas é abrir a porta ao carteiro