Não faço ideia do que é o cartão do adepto, o meu interesse no futebol é marginal e, o pouco que tenho, é estritamente centrado no jogo que está a decorrer, não me interessa nada o que se passa antes ou depois.
Mas fui lendo, de raspão, umas coisas sobre esse tal cartão.
Hoje acabou o dito cartão.
Ninguém sabe muito bem quem criou o cartão, quem seria responsável por existir e muito menos a sua utilidade, tanto quanto percebi.
Os principais interessados aparentemente não estavam interessados no tal cartão.
E assim seguia o mundo.
Até que o deputado único da Iniciativa Liberal apresentou uma proposta para acabar com aquilo.
Note-se, um deputado.
A proposta foi aprovada e acabou-se uma coisa que ninguém sabia para que servia mas que se mantinha porque ninguém se empenhava em que acabasse.
Votar útil também é votar para que exista maior diversidade de interesses na Assembleia da República que permita que uma coisa que ninguém defende, mas que ninguém toma a iniciativa de liquidar, deixe de andar por aí a moer o juízo das pessoas, só porque em tempos alguém se lembrou que poderia ser útil.
Avaliar resultados de normas administrativas, e liquidar inutilidades administrativas, devia ser um trabalho a tempo inteiro.
Esta é a minha definição de voto útil, não aquela que me é imposta. Não nego o gozo extremo que me deu o pasmo do Dr. Medina, mas está por ver que diferença na minha vida produzirá o voto "útil" no Eng.º Moedas, para lá daquela inerente à substituição regulara das moscas (para amostra, a eliminação de ciclovias, mesmo daquelas cujo cretinismo se percebe de Marte, vai ser precedida de um "estudo" - curiosamente algo que não precedeu a sua implantação - ou seja: malta, esqueçam lá isso). E não consigo ver que diferença, para lá da rotação do pessoal, produzirá o voto "útil" no Dr. Rangel. Por isso, vou ficar-me pela minha definição.
ResponderEliminar
ResponderEliminarQue seja o começo?
Porque é que a Iniciativa Liberal por se intitular Liberal não tem uma lista das leis que quer acabar?Uma lei é implica sempre violência para a fazer cumprir. Algumas são para acabar com violências maiores e injustificadas , mas a maioria não o é.
O país deslassou, não avança, também não recua. Nada mexe, nada vibra, perdeu-se o "nervo". É indiferente para onde nos levam, porque não vamos para lado algum. E tanto faz se vamos para nenhures, se para um abismo qualquer, porque onde não há bússola nem rumo... e tanto faz. O futuro não é incerto, nem deixa de ser, simplesmente tudo é baço, tudo é vago e já nem há energias para crer. Tanto faz. Hoje somos uma nação dissolvida, de gente indistinta, ensimesmada, suspensa de nada, de olhos vazios, parados à espera de coisa nenhuma.
ResponderEliminarMelhor fora que o país fosse violentamente sacudido por algo que viesse acordá-lo e arrancá-lo à força desta letargia, desta desesperança.