quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Roialismo ou realismo?



Lancamento_TM_Lisboa_horizontal.jpg


Se monárquicos são os que propõem a Monarquia como forma de Chefia do Estado, como designar a enorme massa dos que simpatizam com a Casa Real e lhe reconhecem relevância, acima da máquina do Estado, independentemente da natureza do regime político? Para designar todos estes, monárquicos ou não, propus o neologismo «roialista».

 

Inspirei-me no francês royaliste, para evitar o antigo termo realista (ainda usado no Brasil), que se presta a confusão, por ser sinónimo de pragmático.

 

Há sobejos indicadores e testemunhos populares demonstrativos duma provável maioria roialista adormecida que, muitas vezes mais inspirada pelo sentimento e pela inteligência emocional do que convencida pela razão e pela doutrina, reconhece ao chefe da Casa Real um estatuto especial.

 

À pergunta «A Monarquia é um sinal da unidade e da cultura nacionais?» recebeu numa sondagem da Universidade Católica Portuguesa feita em 1995 uns reveladores 51% de respostas afirmativas, e apenas 27 % de negativas. E a questão «A Monarquia é uma tradição que seria bom preservar?» acolheu 46 % de sins e apenas 33 % de nãos.

 

Indícios duma clara maioria roialista, adormecida mas presente.   

 

Tomás Moreira in “Memórias dum Roialista” a ser lançado logo pelas 18,30 na Sala do Arquivo da CML com a apresentação do Presidente da CMP Rui Moreira e a presença do Chefe da Casa Real Portuguesa.

1 comentário:

  1. « Se monárquicos são os que propõem a Monarquia como forma de Chefia do Estado ....  independentemente da natureza do regime político».



    Propor tal APENAS como "forma de Chefia do Estado" é propor o mesmo que já tivemos após 1834,quando um regime de vida nacional ficou reduzido a uma só instituição social  política (a Casa Real), quase só ornamental.


    Sublinho: a Monarquia, como regime político, em sua mais vigorosa validade, é (foi) o regime de uma inteira vida nacional, que se reflectia em todas as instituições da vida social, desde o "pai da nação" ao pater familias...

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...