O Público de ontem, a propósito do 8º congresso do Partido Comunista de Cuba, dedica várias páginas ao branqueamento da ditadura cubana.
Não satisfeito com isso, volta à carga hoje, em duas páginas de entrevista com um americano estudioso da revolução cubana, muito idealista, diz ele, ingénuo, diria eu para evitar chamar-lhe o que penso que mereceria.
"Também foi Raúl Castro que trouxe de novo a discussão sobre a separação entre Partido e Governo, e as funções de cada um na gestão do país. O partido deverá ser o guia ideológico, mas não controlar o Governo nem interferir na governação. O Governo é eleito pela Assembleia de Poder Popular, por sua vez eleita pelos dez mil delegados representantes de organizações populares de massas, eleitos por cidadãos maiores de 16 anos por voto secreto e directo".
Este é só um exemplo de como o Público descreve uma ditadura e apresenta um dos seus dirigentes mais importantes, que há 62 anos está na cúpula dessa ditadura, como sendo um renovador democrático.
Amanhã parece que vão fazer uma reportagem sobre o sistema eleitoral corporativo do Estado Novo, com a mesma benevolência, segundo ouvi dizer.
As ditaduras marxistas têm uma plasticidade única. Como fica demonstrada nessa peça exemplar de propaganda e facciosismo do Público. Devidamente branqueadas, são um modelo benigno de um "comuno-tropicalismo"... (nada se vê que não se tenha já visto _é bem certo!)
ResponderEliminarEnfim, estas sub-espécies do regime colonial marxista vão sobrevivendo e vicejando bem, apenas nos tópicos.
Não sei como alguém ainda tem estômago para ler o Público. Eu fico demasiados irritada com esse tipo de peças. Ainda por cima num jornal do qual já fui leitora assídua.
ResponderEliminarComo comenta a Helena Matos neste post:
ResponderEliminarhttps://blasfemias.net/2021/04/17/o-avante-da-sonae/
trópicos
ResponderEliminarOs afamados produtos da reputada Fábrica Renova, competem vantajosamente, em qualidade, garantia e dignidade com o folheto propagandístico mencionado no "post"...
ResponderEliminarJSP
E para não deixar morrer o assunto, um texto esclarecedor com alguns detalhes:
ResponderEliminarhttps://sol.sapo.pt/artigo/731644/dois-anjos
A maior parte do jornalistas portugueses são a favor da Ditadura e do fim da Democracia. Tem é de ser da Ditadura que eles gostam...
ResponderEliminar"Líder" Cubano Fidel Castro mas "Ditador" Chileno Augusto Pinochet.
O mais interessante é como mudam a narrativa. Se a Síria está em combate contra Israel é o Líder Sírio se está a prender alguns opositores de Esquerda já passa a Ditador Sírio.
Outra ainda mais interessante, quando José Sócrates estava a relacionar-se com Khadafi - até mandou a Força Aérea exibir-se na Líbia - ou quando Khadafi criticava os EUA era o "Líder" Líbio. Quando o regime já estava a acabar nas primaveras árabes passou logo a "Ditador" Líbio.