sábado, 17 de abril de 2021

Há ditaduras tão giras, não é?

O Público de ontem, a propósito do 8º congresso do Partido Comunista de Cuba, dedica várias páginas ao branqueamento da ditadura cubana.


Não satisfeito com isso, volta à carga hoje, em duas páginas de entrevista com um americano estudioso da revolução cubana, muito idealista, diz ele, ingénuo, diria eu para evitar chamar-lhe o que penso que mereceria.


"Também foi Raúl Castro que trouxe de novo a discussão sobre a separação entre Partido e Governo, e as funções de cada um na gestão do país. O partido deverá ser o guia ideológico, mas não controlar o Governo nem interferir na governação. O Governo é eleito pela Assembleia de Poder Popular, por sua vez eleita pelos dez mil delegados representantes de organizações populares de massas, eleitos por cidadãos maiores de 16 anos por voto secreto e directo".


Este é só um exemplo de como o Público descreve uma ditadura e apresenta um dos seus dirigentes mais importantes, que há 62 anos está na cúpula dessa ditadura, como sendo um renovador democrático.


Amanhã parece que vão fazer uma reportagem sobre o sistema eleitoral corporativo do Estado Novo, com a mesma benevolência, segundo ouvi dizer.

7 comentários:

  1. As ditaduras marxistas têm uma plasticidade única. Como fica demonstrada nessa peça exemplar de propaganda e facciosismo do Público. Devidamente branqueadas, são um modelo benigno de um "comuno-tropicalismo"... (nada se vê que não se tenha já visto _é bem certo!)
    Enfim, estas sub-espécies do regime colonial marxista vão sobrevivendo e vicejando bem, apenas nos tópicos.  

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  2. Não sei como alguém ainda tem estômago para ler o Público. Eu fico demasiados irritada com esse tipo de peças. Ainda por cima num jornal do qual já fui leitora assídua. 

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  3. Como comenta a Helena Matos neste post:


    https://blasfemias.net/2021/04/17/o-avante-da-sonae/

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  4. Os  afamados produtos da reputada Fábrica Renova, competem vantajosamente, em qualidade, garantia e dignidade com o folheto propagandístico  mencionado no "post"...


    JSP

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  5. E para não deixar morrer o assunto, um texto esclarecedor com alguns detalhes:


    https://sol.sapo.pt/artigo/731644/dois-anjos

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  6. A maior parte do jornalistas portugueses são a favor da Ditadura e do fim da Democracia. Tem é de ser da Ditadura que eles gostam...

    "Líder" Cubano Fidel Castro   mas "Ditador" Chileno Augusto Pinochet.


    O mais interessante é como mudam a narrativa. Se a Síria está em combate contra Israel é o Líder Sírio se está a prender alguns opositores de Esquerda já passa a Ditador Sírio.
    Outra ainda mais interessante, quando José Sócrates estava a relacionar-se com Khadafi - até mandou a Força Aérea exibir-se na Líbia -  ou quando Khadafi criticava os EUA era o "Líder" Líbio. Quando o regime já estava a acabar nas primaveras árabes passou logo a "Ditador" Líbio.

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Donas de casa

Aqui e ali (ler Patrícia Fernandes, no Observador, sobre este ou outros assuntos, quase sempre se lê com muito proveito) aparece a discussão...