Número de testes em Portugal, por milhão de habitantes

Percentagem de testes positivos em Portugal

Número de testes por caso positivo

Número de casos por milhão de habitantes em Portugal

A estratégia de testar, testar, testar é uma estratégia assente na epidemiologia clássica: identificar os infecciosos o mais rapidamente possível para os isolar e, consequentemente, limitar a capacidade de contágio. O que parece uma opção inatacável.
Só que nesta epidemia se introduziu uma novidade relevante: os meios complementares de diagnóstico substituíram o diagnóstico clínico em vez de o apoiarem, como seria normal.
Com medo do papel dos assintomáticos na disseminação da infecção, achou-se boa ideia testar sem indicação clínica, com o objectivo de identificar os infecciosos mais cedo e, consequentemente, quebrar as cadeias de contágio.
O que os dados destes gráficos mostram, quando lidos em conjunto (eu preferia fundir os gráficos num só para ser mais evidente), é que a curva do número de testes por caso positivo é uma espécie de inverso do número de casos e da positividade dos testes.
Em concreto, não foi por termos muitos testes por cada caso positivo em Agosto que quebrámos as cadeias de contágio de modo a ter poucos casos em Setembro e Outubro (repare-se que no primeiro gráfico conseguimos ver que vamos sempre aumentando o número de testes, embora com oscilações que se relacionam directamente com o número de casos, isto é, com a incidência da epidemia).
Aparentemente, não é por termos mais testes por cada caso que ganhamos mais controlo sobre a epidemia, a verdade é que aparentemente a epidemia evolui como entende, em função de condições ambientais que ainda não sabemos caracterizar bem, e nós vamos atrás a fazer testes, sem perceber que quanto menor a prevalência, mais probabilidade existe de um teste positivo, sem diagnóstico clínico, estar errado (é incompreensível como se resiste ao princípio básico do segundo teste de confirmação para cada positivo sem diagnóstico clínico associado).
Tudo isto me faz lembrar uma história antiga passada com um de nós lá em casa. Mais ou menos todos os dias um de nós tinha uma febrícula qualquer e um dos meus irmãos, que é médico, começou a despistar as hipóteses de problemas que pudessem estar na base dessa febre baixa persistente. Depois de não sei quantas coisas, ao fim de uns meses em que a situação se mantinha, o meu irmão fez a única prescrição que lhe pareceu sensata: deitem fora o termómetro.
Isto foi há muitos anos, acho que posso dizer que o tempo se encarregou de demonstrar que ele tinha razão e não é sensato assentar decisões de saúde em máquinas e meios complementares de diagnóstico, esquecendo a intermediação do médico.
Talvez seja tempo de voltar a partir do mesmo princípio na gestão da epidemia.
ResponderEliminarOu seja: os anti-corpos não específicos contidos nessas vacinas mágicas -há vasta evidência ignorada pelos políticos nos EUA- irão agir, a médio e a longo prazo, no nosso sensível sistema de imunidade, no caso de outras doenças.
Haja testes não haja testes, haja vacinas não haja vacinas, podemos ficar descansados, atingimos todos na europa a imunidade de grupo no dia 14 de julho de 2021. Parece que o vírus vai para a Ásia ou que é.
ResponderEliminar
ResponderEliminarHá um aspecto que se subestima.
ResponderEliminar
ResponderEliminar"Temos mesmo de saber as culpas da China nisto tudo.
ResponderEliminarDesculpe não comentar o seu texto e vir meter foice em seara alheia, mas acho que poderá interessar-lhe este assunto (que me parece um escândalo):
ResponderEliminarhttps://observador.pt/opiniao/o-prato-de-lentilhas-ou-a-tigela-de-racao-que-o-pan-recebeu-em-troca-do-oe2021/
Não percebeu. Quem oferece a banha-da-cobra é o racionalismo. Seria um desastre para as pessoas. O Oráculo (anjo) derrota o Arquitecto (demónio) no jogo.
ResponderEliminar
ResponderEliminarHPS, claro que o teste da SARSCoV2 Multiplex RT-qPCR não foi concebido para diagnósticos. Além das conhecidas afirmações de
Veja:1. SARS-CoV-2 Coronavirus Multiplex RT-qPCR Kit (CD019RT) - Creative Diagnostics.pdf
2. SARSCoV2 Multiplex RT-qPCR Kit.pdf~
3. False Negative Tests for SARS-CoV-2 Infection
Abraço