domingo, 14 de fevereiro de 2021

Confinamento ao sol

Parque Eduardo VII cheio (como seria evidente), polícia para cima e para baixo a chatear quem está sentado na relva (que se levantam dão uma volta e sentam-se outra vez, claro), com excepção das dezenas de donos de cães que, ao contrário dos donos de crianças, podem estar sentados a ver os cães a brincar.


Os cães, ao contrário das crianças, podem confraternizar, o que naturalmente gera muita interacção entre os donos (ao contrário do que acontece com os donos das crianças, que têm de estar sempre em movimento), de que trago aqui um exemplo:


"Ainda é bebé, não é?
Sim, tem cinco meses.
O meu tem nove, como se chama a cadela?
Olívia.
Engraçado, é nome da minha sogra".

8 comentários:

  1. Em Portugal, ser "dono" de idosos e/ou crianças não é fixe. O melhor é ter animais que, por este andar, vão ser os nossos herdeiros. Entretanto quem vai visitar os idosos ou passear as crianças tem de prestar contas aos Srs. Agentes que adoram interrogatórios e dar lições de moral! 

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  2. Boa noite Henrique Pereira do Santos.
    Sigo o que defende há muito tempo e não agora apenas nestes últimos meses sobre a pandemia.
    Louvo-lhe a persistência. O caso que apresenta é um dos muitos absurdos. Só um outro exemplo: a cabeleireira da minha mulher atendia clientes por marcação pois, de experiência de vida profissional, sabe o que demora a pintar as raizes, ou só cortar ou só pentear, etc.
    Por que raio não lhe/ lhes devia ser permitido continuar com o mesmo sistema? Costa e Marcelo preferem portanto que seja ela dentro do concelho a ir a casa de cada cliente, onde pode executar uma boa parte do que faz no salão. Enfim.
    Cumps.
    António Cabral

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  3. As crianças nem têm espaços para brincar. Foram todos fechados a cadeado. Agora tem de dividir a relva com os cães (o que traz dissabores de ordem higiénica). 

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  4. Não admira. Se, até usam os actuais telemóveis como «localizadores», para saberem o que dizemos e escrevemos...E até já começaram a tentar fazer "downloads dos pensamentos", nalguns laboratórios.

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  5. Estive no Parque Eduardo 7º no sábado à tarde e vi lá muita gente sentada na relva, poucas crianças, poucos cães, e nenhuns polícias.
    Domingo estive no jardim Braancamp Freire, mesmo panorama: muita gente (sentada na relva mas também nos bancos), poucos cães, poucas crianças, e nenhuns polícias.
    Cheguei à conclusão de que, no espírito da generalidade das pessoas, o confinamento terminou.

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  6. Depende das horas, Luís, passei por lá a várias horas e, em algumas, os cães são muitos (mais para o fim da tarde) e a polícia vai aparecendo de vez em quando, não consegue lá estar todo o tempo.

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  7. Além a do leça, eis a prova da estupidez do tuga.
    ao

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  8. Um idiota jovem num prédio ao lado do meu dizia; cá em casa somos 3 pessoas, eu minha mulher e a cadelinha!
    Quais são as mais-valias que um jovem tem ao possuir um cão num apartamento? Eu quando era jovem tinha outras coisas bem mais interessantes para fazer.
     E borrar um sapato por causa destes porcos imbecis, dá para chatiar!

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