sábado, 27 de fevereiro de 2021

Baltazar Nunes e as escolas

"Nós sabemos que as escolas, aparentemente, e vimos que são seguras e não houve grandes surtos de transmissão nas escolas, mas também aquilo que aprendemos é que a abertura das escolas tem efeitos colaterais, tem efeitos indirectos sobre a sociedade, porque liberta os pais para poderem ir trabalhar e vai libertando a sociedade, não é propriamente as escolas que sejam o principal factor que promove a transmissãocomo sendo as crianças os vectores dessa transmissão, mas são efectivamente um factor que confina muito a sociedade".


Esta transcrição diz respeito a Baltazar Nunes, uma das eminências pardas da estratégia de gestão da epidemia.


É director dos serviços que no Instituto Ricardo Jorge publicam o relatório sobre mortalidade que alerta para os efeitos sinergéticos entre mortalidade e covid resultantes da situação meteorológica excepcional que ocorreu entre 24 de Dezembro e 20 de Janeiro.


E mesmo sendo o director desses serviços, mesmo depois da publicação do relatório com estas conclusões, prefere omitir (ou quase omitir ao ponto de não terem qualquer relevância no conjunto da sua intervenção) as conclusões dos seus próprios serviços na reunião do Infarmed em que repete argumentos a favor do confinamento e interpretações da curva de epidémica e transmissibilidade que são mais que abusivas face à informação que o seu próprio departamento produz.


Nada de original na função pública actual, que está de pantanas e que promove uma cultura de irresponsabilidade e de subserviência ao poder como não conheço paralelo anterior (e eu trabalho na função pública há mais de trinta anos, esquecendo alguns interregnos).


Que o próprio não tenha sequer consciência da barbaridade do que está a dizer - que o fecho das escolas não se justifica pelo papel das escolas na evolução da epidemia, mas porque prende os pais das crianças em casa - diz muito mais sobre nós, sobre o jornalismo que o ouve sem o confrontar com o carácter indigno dessa opção com esse fundamento, que sobre Baltazar Nunes.

14 comentários:

  1. Estamos a ser governados por bárbaros.
    Li no Observador que o senhor Carlos Antunes apresentou na última reunião (missa) no Infarmed, um quadro comparativo com os outros países no que respeita as regras de confinamento. Pelo que eu vi, foi uma folha Excel, com umas "cruzes" tipo totoloto.
    Pior, é que pelos vistos nem sequer tirou as devidas conclusões do que os outros países fazem..

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  2. Esse relatório está disponível onde?

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  3. Onde está disponível esse relatório?

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  4. A minha caderneta de cromos já não tem espaço. Que desgraça.


    "(...) mas também aquilo que aprendemos é que a abertura das escolas tem efeitos colaterais (...)" (Baltazar Nunes, citado neste post)


    Mas onde é que estão patentes os efeitos colaterais? 
    Olhando, por exemplo, para a curva de "casos" diários (aqui http://prntscr.com/108k18l, imagem captada no worldometers), será que as escolas fecharam em meados de Novembro, quando o máximo desse mês foi atingido? 
    E quando o número de "casos" volta a subir, no final de Dezembro, as escolas não se encontravam ainda fechadas?


    Passando agora para a curva do R(t) (aqui http://prntscr.com/108l323, imagem captada em http://www.insa.min-saude.pt/wp-content/uploads/2021/02/Report_covid19_26_02_2021.pdf), não começou o R(t) a descer aquando da reabertura das escolas após as férias do Natal, depois do máximo atingido a 4 de janeiro?
    E quando as escolas foram encerradas, a 22 de Janeiro, não estava já o R(t) a descer, após o máximo local de 18 de Janeiro?


    Acho que o Dr. Baltazar Nunes, que não deve ser burro, não estaria na posse de todas as suas faculdades mentais quando proferiu as afirmações citadas neste post, em particular o fragmento que destaco. Outra hipótese, bem menos digna, é encontrar-se ao serviço de interesses obscuros - e obscurantistas - que até podem ser meramente pessoais. Em todo o caso, devia retractar-se ou demitir-se imediatamente de todos os cargos públicos que ocupe. 
     

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  5. Então foi uma decisão criminosa com a agravante de ter sido tomada conscientemente.  Portanto, uma medida com dolo e volitiva.  Mais ainda: essa informação foi sonegada aos pais, pois nem todos saberão que, para os manterem confinados à força, foi imposta também a prisão dos filhos, sabendo os nossos "governadores" que era uma medida desnecessária, escusada e inútil. Também estavam cientes dos prejuízos irreparáveis que tal decisão acarretaria no percurso escolar e no futuro das nossas crianças e jovens. E nem isto demoveu. 
    É tão mais fácil fechar cidadãos em casa do que ter a maçada de planear e tomar decisões atempadas e adaptadas às necessidades e às circunstâncias dos diferentes grupos! 

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  6.  perceber a atitude do Sr. Presidente MRS. Quis envolveu-se directamente no combate à pandemia, portanto, ao assumir esse papel também é co-responsável em todo o processo e na forma como ela está a ser gerida. É um pouco chocante, se for verdade, saber que o confinamento dos estudantes não passou de um estratagema para meter os pais em casa e que o PR sabia disto e pactuou.  
    Mas também leio por aí que este prolongar do confinamento não passa de mais um expediente do governo, para ocultar a sua falta de planificação e de estratégia, visto que estão a falhar as testagens em massa, os rastreios e mesmo as vacinações não estão a decorrer como prometido.
    bf  

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  7. O efeito colateral pretendido é o confinamento, não é a supressão da infeção. O confinamento atualmente é o principal efeito pretendido por esta gente. O confinamento já não é (e duvido que alguma vez tenha sido) um meio para suprimir a infeção; ele é um fim em si mesmo.

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  8. Ora aqui seguimos bailando ao ritmo dos media, um dia soa o corridinho outro dia o malhão e por aí adiante. Analisamos as curvas sobre algo que não entendemos porque a maioria da população não estudou e muito menos virologia e/ou ciência genética. Também não é um país de pedagogos embora façam da vida familiar uma doutrina de amestramento e desprezo ao mesmo tempo, pensando sempre que os filhos vão ser homens e mulheres de sucesso....ou seja famosos com múintU dinheirrooo!
    ...mas sim, pensar positivo e não se organizem por favor, continuem distraídos porque está tudo na internet.E depois da "pantomina do cócó-19" é que vais ser!

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  9. "ele é um fim em si mesmo".
    Se calhar é capaz de ter razão. Assim, quando todos estiverem na penúria e de mão estendida, olharão para o Partido do Estado, ajoelhados e implorando por "pão pelo amor de Deus!" 
    E o Estado-Providência, caridosamente, acorrerá a todos os necessitados (cada vez mais pobres e dependentes) , embora nem sempre a tempo e horas.  Mas isso não interessa nada, porque todos agradecerão à mesma as generosas migalhas e com muitas vénias!  E na na horinha "certa" ninguém se esquecerá de retribuir e agradecer de forma muito singela: uma simples cruzinha no lugar "certo". Não custa nada!
    E assim se governam as vidas, neste país.

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  10. E assim vamos caminhando ... adultos tratados como não tendo sentido de responsabilidade ; os pais são infantilizados e tidos como uns incapazes de tomar as melhores e mais correctas decisões para a família ; enfim, uma sociedade inteira considerada inimputável.
     Mas os srs. governantes optaram por este paternalismo prepotente que não cabe na cabeça de ninguém. Poderiam simplesmente explicar-nos o seu plano, esclarecer-nos das suas medidas, informar-nos das melhores práticas e os adultos saberiam como tomar conta de si e dos seus de acordo com orientações claras. É assim que funcionam as Democracias, responsabilizando e envolvendo toda os Cidadãos, não súbditos. 

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  11. Veja isto. Tem cerca de 15 minutos e é esclarecedor:


    "MUST WATCH - the Scientific History of Lockdowns - Part 3. What Really Happened!"
    https://www.youtube.com/watch?v=WzVnjgMBDVQ



    Compare evoluções do PIB e veja quem ganhou.

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  12. Pelo que aqui se diz, não seria má ideia meter os nossos governantes no tribunal, movendo-lhes um processo crime, por terem metido os nossos miúdos em prisão domiciliária, "medida 

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