A Montis é uma associação de conservação a que pertenço e que tem procurado focar-se na gestão concreta de terrenos com objectivos de conservação.
Grande parte dos terrenos que gere são de terceiros, mas há cerca de 16 hectares que são da associação e foram comprados em campanhas de crowdfunding, que é como agora se chamam as subscrições públicas.
Desses, duas parcelas têm uns eucaliptais da treta que não servem para nada e de que a Montis se quer ver livre - dos eucaliptais, não dos terrenos - razão pela qual lançou agora uma nova campanha para financiar a reconversão desses eucaliptais para uma coisa mais diversa, bonita, interessante, isto é, socialmente mais útil.
Quem achar graça à campanha, mas não quiser contribuir, ou não poder, dará uma grande ajuda se a divulgar, como de vez em quando vou fazer aqui, no corta-fitas, pedindo desculpa aos meus camaradas do blog pelo abuso, mas juntar 18 730 euros para conservação da natureza não é fácil.
o rectângulo anda a montis
ResponderEliminar
ResponderEliminarDiz no sítio da campanha que a Montis tenciona fazer fogos controlados.
Pergunto: esse fogos não requerem que se peça autorização à Câmara Municipal e que se mande vir bombeiros? Tendo em conta tais condicionantes, não fica muito caro levar a cabo um fogo controlado? E não se perde o controle sobre o dia apropriado para o levar a cabo? (Tendo em conta que um fogo controlado só pode ser levado a cabo num dia seco de inverno.)
A Montis usa regularmente o fogo controlado como instrumento de gestão.
ResponderEliminarHá um conjunto de autorizações necessárias para o fazer e a Montis tem feito sempre com recurso à prestação de serviços de técnicos credenciados, podendo ser licenciados como fogo controlado ou como queimadas.
Em qualquer caso, todas as queimas são acompanhadas pelos bombeiros.
Só é feito em condições adequadas, que se podem prever com alguma antecedência (mais ou menos uma semana, como eu fiz num post recente, mas no meu caso não é para levar a sério porque não sou técnico de fogo controlado, tenho umas luzes mas são as pessoas com experiência que avaliam) e vai sendo monitorizado dia a dia, podendo abortar-se a queima um ou dois dias antes, ou mesmo no dia da queima, se afinal as condições existentes não forem as adequadas.
O risco do fogo fugir existe sempre, mas na prática ocorre de forma muito esporádica e raramente dá origem a fogos relevantes (as condições meteorológicas e a presença dos bombeiros diminuem muito esse risco, aproximando-o de zero). Em qualquer caso é feita a ancoragem do fogo em faixas de contenção em que as copas têm de estar separadas por pelo menos dois metros, sendo feita a retirada de combustível nessa faixa, sendo ainda necessário garantir uma faixa central de 30 cm de limpeza até ao solo mineral, para quebrar a continuidade de combustíveis.
Sim, é caro, mas é mais barato cerca de cinco vezes em relação à gestão de matos moto-manual que é feita por sapadores.
ResponderEliminaré caro, mas é mais barato cerca de cinco vezes em relação à gestão de matos moto-manual
Obrigado pelas indicações, Henrique.
Pergunto: e se o terreno em questão puder ser limpo com recurso a trator, o que é consideravelmente mais barato do que com motorroçadora, o fogo controlado ainda é competitivo?
E outra pergunta: qual é a dimensão mínima do terreno para que o fogo controlado seja uma forma competitiva de o limpar? Quero dizer, se um terreno tiver menos de um hectare (ou meio hectare, ou dois hectares?), chamar técnicos e bombeiros para eles fazerem um fogo controlado deve ser caro de mais...
Os custos dependem muito das circunstâncias. Uma gradagem em terrenos que estão preparados par isso, fica mais barato que um fogo controlado, embora degrade mais o solo.
ResponderEliminarQuanto maior for a parcela de queima, menor é o custo por hectare visto que o custo é quase o mesmo, de maneira que para parcelas muito pequenas fica realmente caro.
Uma das grandes parcelas do custo são essas faixas de contenção de que falei, mas se a parcela for toda rodeada de caminhos, ou qualquer outra coisa que desempenhe a mesma função, esse custo não existe.
O Henrique pode por favor dar-me o nome e contacto de uma ou mais empresas que executem fogo controlado? Na região das Beiras.
ResponderEliminarA Montis trabalhou com a GIFF, que penso que agora opera também (ou em alternativa, não sei), pelo menos parte das mesmas pessoas, como Raízes In, que encontra facilmente na net
ResponderEliminar