segunda-feira, 20 de julho de 2020

Nós

O Público tem hoje uma peça sobre uma sondagem da Universidade Católica.


A acreditar na peça, 66% das pessoas acham que vai haver mais austeridade, 70% acham que o país vai ficar menos rico nos próximos dois anos, 71% acham que o emprego vai diminuir, 67% acham que a economia vai piorar mas 55% acham nada provável que perca o emprego e 67% acham que os seus rendimentos se mantêm (a pergunta aqui parece-me um bocado equívoca, não fala tanto dos rendimentos futuros, mas dos rendimentos actuais, se bem percebi, mas não fui ler o estudo original).


Ou seja, há uma parte substancial de nós que acha que o seu emprego e os seus rendimentos têm pouca relação com a situação da economia.


É triste que tenham razão.


Esta coisa extraordinária de mais de metade da população achar irrelevante a situação económica do país para o seu nível de rendimento ajuda com certeza a explicar por que razão elegemos quem elegemos e achamos que os nossos problemas decorrem mais da maldade de Marke Rutte que das nossas opções.

9 comentários:

  1. Não é por acaso que governos PS e COSTA não foge à regra de meter no Estado dezenas e dezenas de milhares.
    Aliás, para ele quem perde o emprego e fica sem rendimentos não entra em austeridade.

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  2. Não vejo grande diferença entre esses portugueses "optimistas" e o Sr. Mark Rutte.
    Será que ele acredita que as empresas sediadas no seu maravilhoso pais irão prosperar numa Europa em pantanas?

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  3. Elegância extrema ( e extrema caridade cristã) da sua parte, meu caro, face àquilo , e àqueles, que o saudoso, e sulfúrico, VPV  definiu como "biblicamente estúpidos"...




    JSP

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  4. não é putas e vinho tinto -é "putas e vinho verde".

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  5. Só falta o melhor resultado da sondagem!


    A mesma MANADA que acha aquilo TUDO é a mesma que vai votar nos salafrários e ignorantes e corruptos que destruíram Portróikal.

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  6. "...mas 55% acham nada provável que perca o emprego...". Correcto. Metade dos inquiridos eram funcionários públicos.

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  7. Caro MS
    «Abandono escolar, iliteracia, pouca educação explicam tudo o que o HPS apontou.» Discordo na parte do «explicam tudo». Oeiras, essa bela localidade, era considerado o concelho de Portugal com maior nível académico per capita (não sei se ainda é) e no entanto continuou a votar Isaltino mesmo depois de se ter conhecimento das trafulhices do tipo. Conheço alguns eleitores de Oeiras de nível académico superior que referem com saudade que «ao menos ele fazia obra!». Mais ao menos como o «pior não fica, vota Titirica». Rouba, mas faz.
    Boas pedaladas.

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Donas de casa

Aqui e ali (ler Patrícia Fernandes, no Observador, sobre este ou outros assuntos, quase sempre se lê com muito proveito) aparece a discussão...