segunda-feira, 20 de julho de 2020

O país das maravilhas

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Não deixa de ser irónico que hoje segunda-feira, enquanto em Bruxelas se arrastam as negociações por umas côdeas com que a Europa nos vai acudir para fazermos face à brutal crise económica que se prenuncia no horizonte, o tema de abertura do noticiário das 9:00 da manhã da rádio Observador tenha sido o das vitimas do incêndio florestal em Santo Tirso e uma pertinente entrevista ao sagaz bastonário da ordem do médicos veterinários. Pelo que me apercebi a peça era sobra duma comoção nacional ocorrida ontem e amplamente explorada nos telejornais, resultado do facto dos bombeiros terem ousado impedir os populares de entrarem no canil durante o fogo para resgatarem os pobres animais que não escaparam a um trágico destino.


Por falar em entretenimento, é consolador constatar que apesar do planalto epidémico se manter firme e regular nas três centenas diárias de novos casos, nos últimos dias desapareceram as alarmantes notícias radiofónicas matinais sobre focos de infecção na região de Lisboa e Vale do Tejo assim como os encontros juvenis nas ruas da periferia a afrontar a pacatez do confinamento dos bons cidadãos. Este fenómeno certamente deve-se ao facto deles serem proibidos e evidentemente por causa das bombas de gasolina estarem impedidas de vender bebidas alcoólicas depois das 20,00hs.

2 comentários:


  1. Segundo consta foi a escumalha bófia republicana que impediu o acesso, alegando o "direito da propriedade privada".


    Claramente para este corpo de escumalha débil mental a propriedade privada está acima da vida animal. Só não compreendo porque raio então esta escumalha tem a mania de invadir propriedade privada no caso da prevenção dos incêndios e da violência doméstica?!

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  2. Não apenas bebidas alcoolicas. Nao vendem nem uma simples garrafa de água, algo que me aconteceu na passada semana e que não consigo entender.

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