A visão da epidemia que André Dias apresentou (escusam de o insultar permanentemente, usar argumentos de autoridade e etc., basta refutar os seus argumentos, calculo que não seja difícil) tinha pelo menos uma virtude: em vez de dizer que era tudo desconhecido, procurava olhar para o passado e formular um quadro de análise que permitisse ir seguindo os desvios da epidemia face a um quadro de referência histórico.
Esta opção não é uma originalidade do André, mas em Portugal foi ele que resolveu chamar a atenção para esta opção possível, como alternativa à que foi seguida em vários países: medidas sem grande base sólida, com efeitos discutíveis na evolução da epidemia e com impactos sociais e económicos tremendos e certos.
Essa visão teve muitas coisas que a realidade veio a demonstrar que estavam erradas, nomeadamente na dimensão da mortalidade em alguns sítios, na cronologia, com um atraso de duas a três semanas no pico, no facto da fase descendente não seguir o padrão previsto, prolongando-se no tempo, e noutros aspectos desse tipo, e há ainda várias coisas que estão ainda por validar.
Em qualquer caso, até agora tem demonstrado que, no essencial, é uma visão útil e bastante mais próxima da realidade que os cenários catastróficos em que se basearam as medidas de confinamento que foram sendo tomadas.
De acordo com essa visão, na semana em que estamos a entrar, a 19ª do ano, o surto deveria estar fechado ou a fechar (pelo menos na Europa).

O gráfico da mortalidade na Europa ainda só está disponível para a semana 17, mas os números das semanas 14, 15, 16 e 17 são provisórios. Se para a semana 14, ou mesmo 15, os dados devem ser próximos dos dados finais, é preciso mais cautela na leitura dos dados das semanas 16 e 17.
Ainda assim, tudo parece convergir para que na semana 19, o mais tardar 20, a mortalidade europeia esteja dentro do esperado, o que se pode considerar o fim do surto (pelo menos por agora).
Na semana 17, apenas a Inglaterra está com uma anomalia muito alta e todos os países europeus, com excepção da Inglaterra, parecem estar a mergulhar para o fim da mortalidade excessiva.
Ou seja, embora nada demonstre que a visão está certa neste ponto, e nada demonstre que as hipóteses de aumentos bruscos no Verão, como prevê muito gente, estejam afastadas, para já esta visão parece aguentar bem o teste da realidade.
Seriam boas notícias, significaria que teríamos até ao próximo Outono para nos preparar para o surto seguinte.
ResponderEliminarOuvi o debate do André Dias na Oficina da Liberdade com um médico que me pareceu estar mais preocupado em rebaixar em termos pessoais o AD do que em passar a suas ideias.
Lanço o desafio do HPS em debater com o AD, pois se há muito em que concordam e como refere que há questões em que a tese do AD (e de muitos outros que seguem o mesmo raciocínio) são rebativeis, então nada melhor do que um debate sem insultos pessoais mas que vá ao essencial.
Fantástico. As leis da Física e da Química não se aplicam nos EUA e no Reino Unido. A gaussiana era apenas um detalhe irrelevante. O maior confinamento a que o mundo assistiu nos últimos cem anos foi desnecessário porque o vírus seguiu a sua evolução natural em todos os países, apesar das diferenças gritantes nas curvas dos diferentes países, e agora está tudo ok, não precisamos de nenhum cuidado particular, só precisamos de nos preocupar com o pico do próximo Inverno, mesmo não havendo ainda certezas sobre a sazonalidade do vírus.
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ResponderEliminarSeria um debate sem interesse nenhum: o que estou a dizer sobre os desvios das previsões iniciais do André é, com pequenas variações, o que o André diz sobre as suas próprias previsões.
Ou seja, não haveria muito a debater.
O Eremita é um pouco burro, não é?
ResponderEliminarfico com a ideia que o autor do post acha que os lares de idosos são locais confinados, portanto...
ResponderEliminarSomos todos burros, é sempre relativo. Mas se quiser explicar como chegou a essa conclusão...
ResponderEliminarEssa descrição já foi feita, preferia insultos mais originais.
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ResponderEliminarHenrique Pereira dos Santos,
Não colocando em dúvida a competência de Dias na sua área, são risíveis as suas intervenções.
Tal como escolher um peixe (salmonete, sardinha, etc.) pelos centímetros de cada fenda nas guelras.
Abraço
Todas as epidemias respiratórias terminam na semana 19. Um pequeno detalhe, EUA, UK e Rússia são em Marte. As medidas de contenção e supressão tiveram um impacto nulo nisto terminar na semana 19, como há muito descrito nos manuais. A realidade aguenta bem com o teste da visão!!
ResponderEliminarA mim há uma coisa que me incomoda na teoria do André Dias. Se os vírus respiratórios são todos massacrados pelos raios ultravioletas, então em países tropicais, como o Quénia ou a Índia, em que há muitos raios ultravioletas todo o ano, não deveria haver nunca infeções respiratórias. E é verdade que a covid não tem feito muitos estragos nesses países - mas tem feito alguns!
ResponderEliminarEu diria que atualmente muita gente passa a maior parte do tempo dentro de edifícios, onde os raios ultravioletas pouco chegam e os vírus podem sobreviver muito tempo...
Oh Henrique...
ResponderEliminarconta-nos é como o teu amigo andre (o que mete cronicas à força no observador) agora é candidato à presidencia da republica pelo teu partido
Dos magustos live que fazem na oficina da liberdade,.... onde participa o Carrapatoso ..manda chuva do Observador , onde o teu amigo contrata medicas senis para assinarem textos por ele. Viva a ciencia !!!
Ja agora.. a medica tb tem direito a tacho no partido ?
ResponderEliminarCaro Esteves,
1) O meu amigo André trata da vida dele, eu não tenho nada com isso;
2) O meu amigo Esteves diz os disparates que entender, eu acho que direito à asneira é sagrado;
3) A única coisa que me espanta é que partindo do princípio, como o Esteves parte, de que tudo o que aparece escrito resulta de pagamentos por terceiros, alguém lhe pague para escrever comentários tão idiotas, eu tenho a certeza de que há dinheiro muito mal gasto no país