O governo acaba de finalmente tornar público o cálculo do Instituto Ricardo Jorge sobre a evolução do Rt

A leitura que é feita oficialmente do gráfico acima é esta:
"O número médio de casos secundários resultantes de um caso infetado, medido em função do tempo [R(t)] deve ser calculado ao longo da epidemia e mede a transmissão ao longo do tempo. Pode ser usado para medir a efetividade das medidas de contenção e atraso. A estimativa do R(t) variou entre 0,94 e 2,49, observando-se uma tendência de decréscimo desde o dia 12 de março (anúncio fecho das escolas), com quebras mais acentuadas em 16 de março (fecho das escolas) e 18 de março (anúncio do Estado de Emergência) (FIG. 3).
A média do R(t) para o período entre 12 e 16 de abril foi de 0,98, significando que, neste período, um caso infetado originou em média menos de 1 caso secundário, o que indica uma redução expressiva da transmissão da infeção desde a implementação das medidas de contenção em Portugal."
Eu abstenho-me de fazer comentários sobre esta leitura do gráfico acima.
Fantástico. Já é à descarada.
ResponderEliminarEu questiono como raio é que conseguem calcular este R(t), muito mais ainda como é que o conseguem calcular a cada momento do tempo.
ResponderEliminarSendo que já há muito que se deixou de estudar as cadeias de transmissão individuais (isto é, quem é que infetou quem), não vejo qualquer forma objetiva, isto é, experimental, de se poder calcular este R(t).
Tenho fortes suspeitas que o gráfico apresentado neste post não passa de um guesswork - baseado em pressupostos teóricos, e não em dados experimentais fiáveis.
Mas esperem lá, em fevereiro o novo coronavirus já por cá andava? Ou estou a ler/ver mal o gráfico?
ResponderEliminarjá agora, pode fornecer um link de onde retirou o gráfico?
ResponderEliminarobrigado.
Nem com a realidade à frente dos olhos.
ResponderEliminarIncrível como se mantém um país paralizado só porque as entidades competentes cederam ao medo.
O problema das médias é que praticamente ninguém infeta ninguém, exceto aqueles casos em que um funcionário de um lar infeta duas dúzias, ou um pedinte de asilo infeta 100...
ResponderEliminarOsvaldo Lucas
Aqui o Rt tem outros valores: a 27 de Abril o Rt era 0.87.
ResponderEliminarhttps://www.anmsp.pt/covid19-mapa
Também me assaltou essa dúvida.
ResponderEliminarO primeiro teste positivo creio que ocorreu em 2 de Março. Portanto o virus já por cá andava em Fevereiro.
O que não percebo é como é que é possível estimar o valor de R em Fevereiro sem que tenha havido casos de infecção (testes positivos). Mesmo em Março o número de infectados conhecidos é tão baixo, e por isso mesmo tão eivado de irregularidade estatística, que o valor estimado para R é muito impreciso (o tal ruido de que fala o André Dias).
A cedência ao medo é mais evidente com o que terá sido dito hoje na reunião no Infarmed: a capacidade de internamento do SNS é cerca de 4 mil camas. No início de Abril o número de internados foi de cerca de mil, a quarta parte da capacidade de internamento. Quando foi decidida a quarentena o número de internados ainda era menor.
ResponderEliminarCaro Senhor
ResponderEliminarO R=1 , pressupôem que 100 casos infectados origina uma única infecção secundária de UMA pessoa: estamos a falar de taxas de crescimento, que se medem em PERCENTAGENS.
Quando eu comecei a calcular essa taxa (12/03) era de 43: 100 pessoas infectadas originaram uma infeção secundária em 43: era quarenta e três vezes superiores ao que é agora!
Cumprimentos
Por que é que se nega a primeira informação necessária: de onde vem esse gráfico?
ResponderEliminarQue é isso de "Nunes et al"
Onde o foi buscar?
Ok. Fiz busca no Google e encontrei.Observador- IRJ
ResponderEliminarQue coisa mais estranha...
ResponderEliminarDefoe
ResponderEliminartal como no bola haverá 2ª parte
ainda a tempo:
ResponderEliminarOs valores que eu indico 43%(R=43) e 1%(R=1),em 12 /03, e a 25/4, respectivamente, são médias ponderadas de 5 observações diárias cont´guas, de forma a atenuar oscilações diárias atípicas,
não percebo é como é que é possível estimar o valor de R em Fevereiro
ResponderEliminarEu não percebo como é que é possível estimar o valor de R em tempo nenhum, a não ser que se estude concretamente (muitas) cadeias de transmissão individuais.
Estou convencido de que nessa estimativa há muitas suposições, e muito poucas medições, envolvidas.
Exato.
ResponderEliminarHá também a obsessão com os ventiladores. No princípio da crise, Portugal dispunha de 1400 ventiladores. O número de doentes covid internados em cuidados intensivos nunca chegou a 300. Pelo que, o medo da falta de ventiladores (e a obsessão por adquirir mais) foi totalmente espúrio.
Sim, a interpretação do gráfico está bem martelada até porque o estado de emergência foi anunciado a 18 e entrou em vigor a 20, datas em que a curva já descia (e se considerarmos os 7 dias de margem, pior ainda)
ResponderEliminarEm https://www.anmsp.pt/covid19-mapa, no botão "Previsão da evolução" a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública presidida pelo Dr. Ricardo Mexia, que aparece frequentemente nas TV, apresenta os valores estimados para o Rt e o respetivo gráfico desde 17/3/2020. Hoje, dia 29/4/2020, o seu valor é 0,7, o tal número mágico da Noruega. Os novos casos diários e este Rt fazem a realidade aproximar-se da previsão do André Dias de que na semana 19 o surto estará em vias de extinção.
ResponderEliminarnão encontro, mesmo assim. Onde estão o gráfico e a interpetação do Governo publicados?
ResponderEliminarNo site do parlamento:
ResponderEliminarhttps://www.parlamento.pt/Documents/2020/abril/Relatorio-Governo-II.pdf (https://www.parlamento.pt/Documents/2020/abril/Relatorio-Governo-II.pdf)