quinta-feira, 26 de março de 2020

Vai ficar tudo como eles sempre quiseram

"Pois bem, tudo indica que o paraíso desejado, devidamente decorado por artistas, escritores e humoristas que já se estão a posicionar, instalados nas frisas, esteja mesmo para chegar."


Pouco mudou, afinal, em Portugal. O grande inimigo dos pensadores nacionais continua a ser a Padaria Portuguesa.
Esta nossa inclinação infantil e apressada de odiar os nossos ódios em matilha é só mais uma das razões por sermos um país pobre como, temo, descobriremos duramente nos próximos meses.
Achar que a PP (e outras empresas) deviam ter bolsos sem fundos para prever um evento como que vivemos é rasteiro e cobarde.
Por definição, e para quem não sabe, a boa gestão é feita através de investimentos e não de guardar montanhas de moedas como fazia o Tio Patinhas ou notas debaixo do colchão. A riqueza nas sociedades humanas acontece porque houve - e há - quem tome riscos. Nem todos os Descobrimentos a meio do milénio passado, foram feitos por conta do Estado como os portugueses. Já naquele tempo houve "privados" que se atravessaram. As coisas, dos ventiladores às broas de mel do Pingo Doce, não caem do céu. Existem, quase sempre, porque quem as faz, acha que vai ganhar com isso. Ganhar o quê? Dinheiro pois então, riqueza.
Achar que os "liberais" não podem recorrer ao estado durante um evento incomparável como que o vivemos é desonesto, estúpido e em especial inumano. Porque assinala que quem pensa e faz diferente - os tais liberais ou a PP entre milhares de outros - deve ser devidamente punido por isso, nem que seja com uma pandemia no focinho.
Pelos sorrisos e tom de certos escritos e ditos, quase que arriscaria dizer que a p**a da pandemia já valeu a pena, quanto mais não fosse para arrumar de vez com a Padaria e os liberais.
Pois bem, tudo indica que o paraíso desejado, devidamente decorado por artistas, escritores e humoristas que já se estão a posicionar, instalados nas frisas, esteja mesmo para chegar.
Vai ficar tudo como eles sempre quiseram.


Pedro Boucherie Mendes no Facebook

4 comentários:

  1. letra do artefacto das Caldas para 5litros
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  2. Não sei que estão a discutir, mas eu por acaso anteontem fui a uma Padaria Portuguesa comprar pão, e fiquei admirado por me terem mandado entrar lá para dentro e me terem atendido ao balcão, como se fosse num dia normal. Que diabo, nos outros cafés que eu vejo abertos, as pessoas ficam cá fora, a porta está bloqueada com uma mesa, de tal forma que o contacto entre os funcionários e os clientes seja feito a uma certa distância e que a segurança do ambiente no qual os funcionários se encontram seja maior. Pareceu-me que aquela forma de atendimento era um bocado porca e descuidada para um ambiente de pandemia como o atual.

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  3. Portanto, foste a uma padaria porca e descuidada... Mesmo assim foste. Ora Foda-se que há gente mesmo passada da cabeça. 

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  4. Ai, Lavourinha, ainda não percebeste que o tipo de atendimento corresponde ao tipo de cliente?

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