Até fiquei comovido com o ar aflito com que Catarina Martins se candidatou ontem ao concurso de Miss Compreensão e Tolerância, a meia dúzia de semanas de umas eleições, a propósito de uma greve.
Tendo a perfeita consciência de ter sido encurralada, tendo de optar entre manter as portas entreabertas do poder ou falar para os seus eleitores, deve ter sido dolorosa a decisão de defender os interesses de Costa em detrimento dos interesses dos trabalhadores.
Costa é brutal, grosseiramente brutal, para com os adversários que não consegue controlar e encaixar na sua estratégia, de que é exemplo evidente a forma como sempre tratou Passos Coelho, mas é muito pior, sibilinamente muito pior, para com os amigos que se deixam enredar pelos seus cantos de sereia.
O problema, aparentemente, é que ninguém lhe terá explicado o peculiar significado de "Negociação" para António Costa, uma palavra que usa com enorme liberdade polissémica e que acaba quase sempre com o outro lado da negociação encurralado e a defender os interesses de António Costa, acima dos seus próprios interesses.
ResponderEliminarSeria interessante aferir da prodigiosa habilidade de A. Costa como negociador político se, em vez de ter que se sentar á mesa com uma ansiosa dona da dita, e conversar com um chefe de uma residual fila ... tivesse que negociar com uma centena de Deputados verdadeiros, genuínos.
De aqueles que teriam sido eleitos no Norte e no Sul do País pelos seus eleitores ... em vez de alguém por si nomeado e, consequentemente, muito atento e venerando.
Será que um Deputado genuíno, eleito na região do Porto, mesmo do PS, diria que sim a tudo ?. Á forma de utilização dos (pseudo) fundos da UE ?.
Será A. Costa mesmo um grande negociador político?. Ou um sempre alegre utilizador do poder "negocial" que esta Constituição lhe concede?.
Já para não falar em ter que ser capaz de negociar, politicamente, com Deputados, ao sério e das oposições !!!.
Negociar politicamente com dependentes não é certamente um grande teste à capacidade negocial, em política, de ninguém.
Catarina Martins tem sido fortemente puncionada por António Costa. Anda há 4 anos a levar com a extrema (p)unção..
ResponderEliminarLembre-se disso quando votar em Rui Rio para primeiro-ministro (caso seja eleitor do distrito do Porto), pois o líder do PSD, candidato a primeiro-ministro, em coligação com CDS, Chega, PDR, PNR, Aliança e MJP, anunciou que o governo devia "adiar a greve, para depois das eleições, resolvendo a situação".
ResponderEliminarQuando um líder do 2 maior partido português (o 2 mais rico, atrás do CDS) afirma aquilo... alguma coisa está errada na cabeça de quem votar nele.
Sempre achei António Costa um zero à esquerda. Como tal, um personagem perigoso.
ResponderEliminarTornou-se primeiro ministro por três razões que toda a gente se esquece, ou não tivessem os portugueses a memória curta:
1. Salvar a própria pele no partido que acha que é dono do país. José Sócrates é um caso só possível no PS. Seria impossível noutro partido com representação parlamentar,
2. Salvar a pele de José Sócrates e Ricardo Salgado da justiça que, como todos sabemos, está em vias de acontecer, com o apoio descarado de Marcelo Rebelo de Sousa, por acaso, presidente da república (de dez milhões de bananas),
3. Para António Costa, o país é uma chatice com que tem de lidar bem como cumprir as directivas de Beuxelas, o que nos tem livrado de sermos uma Venezuela europeia.
A "habilidade" de António Costa que, para mim, não passa duma vigarice bacoca, consegue cegar até as pessoas mais honestas. Tão honestas que se vendem por aumentos de € 0,60, alguns, claro (2016, p.e.). A tudo isto podemos juntar a preciosa colaboração dum nojo que se auto intitula de comunicação social.
Se alguém acha que algum dia seremos um país, desenganem-se. A ter em conta as sondagens, vamos ser a anedota da Europa, com tanto PAN e Bloco de Esquerda. Como se o actual PS não fosse já suficiente mau.
Com 60% de abstenção não se venham queixar depois.
2.
Os 60% ou mais de abstenção justificam-se pela total falta de escolha, ou não fossem todos os partidos por cá inclinados à esquerda. De resto concordo com tudo o que disse.
ResponderEliminarPungentes são os lamentos e o discurso incendiário de redes sociais da direita portuguesa.
ResponderEliminarAté mete dó tamanha indigência intelectual.
Portugal, anedota da Europa? Os juros a baixar, as notações das agências de rating a melhorar, o desemprego a baixar, o emprego a subir e somos a anedota da Europa? Ah a inveja de não ter sido a direita a fazer a recuperação financeira... temo pena.
ResponderEliminarSó vejo aqui uma anedota, quem escreve inaninade deste calibre.
Muito bem, penso igual e aqueles que também pensam, votem em outubro.
ResponderEliminarE argumentos, tem algum?
ResponderEliminarArgumentos sobre?
ResponderEliminarO seu texto é um longo lamento pelo facto de a legislatura ter chegado ao fim, com uma estabilidade notável, tendo em conta ter sido um governo minoritário a dirigi-la e com apoios inéditos na história recente da política portuguesa. Apresentar argumentos? Sobre quê é para quê?