O fascínio pela música Pop será uma fraqueza minha, admito. Dessa época, nas últimas semanas ouvi coisas como “Let it be” dos Beatles, “Harvest” de Neil Young, “Hunky Dory” de David Bowie, “ Various Positions ” de Leonard Cohen, “Selling England by the Pound” dos Genesis, "Slow Train Coming" de Bob Dylan ou "Meat is Murder" dos Smiths. Não imaginam os meus amigos a confusão que me faz o deslumbramento das gerações mais novas pelos Abba ou por Freddie Mercury. Esse fenómeno diz muito sobre o lado negro da democracia (o nivelamento por baixo) e da frivolidade dos nossos tempos. Bom Carnaval a todos!
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ResponderEliminarLembro-me duma capa com um mock do Sgt. Pepper’s a dizer We’re All In It For The Money. Creio, mas não estou certo, que é um álbum de Frank Zappa.
ResponderEliminarConceptualmente não há grandes diferenças entre Beatles, Dylan, Abba, Queen, Katy Perry, Justin Bieber. Estão todos na indústria do entrenimento, com maior ou menor sucesso. Escapa-me por completo a relação com o lado negro da democracia, porque ninguém é obrigado a comprar ou ouvir, e se estes artistas são populares, bem, é porque as pessoas gostam. Deviam gostar doutras coisas? Alguém deveria decidir quais? E quem? E porquê?
O lado negro da democracia é o gosto da maioria é o nivelamento por baixo.
ResponderEliminarPois eu---Anda o sol na minha rua(David,Amália),Sweet Nothings(B. Lee,Wanda Jackson),Blue Suede Shoes(C.Perkins),Up on the Roof(the Drifters),Rave On(Buddy Holly).Enfim,nada desses modernaços.
ResponderEliminarIsso não é um problema da democracia, é algo mais sinistro que a infiltrou. Em terra de cegos quem tem um olho é rei. Em terra normal quem tem um olho é vesgo. Ora se o vesgo quer ser rei...
ResponderEliminarPois, a democracia podia ir buscar o lado bom da ditadura e censurar a música má e estabelecer regras musicais (eu acho que o João Távora tem pouca noção do que escreve).
ResponderEliminarLonge de mim pretender mudar as regras do jogo. Mas posso comentá-las...
ResponderEliminarQual "jogo"? É somente a democracia e liberdade de escolha. Habitue-se. E ao contrário do que pensa, a sua opinião é muito popular. O que não falta é quem aponte os defeitos da democracia, quem tenha nostalgia pelos bons velhos tempos, etc. Não vale o João Távora fingir que está sozinho nestas opiniões...
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